Entroncamento | Escola secundária vai abrir portas para ajudar a Maria. Entre!

A Escola Secundária do Entroncamento associou-se ao apelo dos pais da Maria, uma menina com um ano de idade a quem foi recentemente diagnosticado um tipo raro de leucemia e que precisa urgentemente de transplante de medula óssea. O estabelecimento de ensino abre as portas na quarta-feira, dia 25 de janeiro, a quem quiser inscrever-se como dador.

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O apelo lançado por Rita Mota e Miguel Rosa no início deste mês para salvar a filha tem tido ecos por todo o país. A pequena Maria de um ano foi diagnosticada com leucemia mielomonocitica juvenil (LMMJ), um tipo raro da doença, e o transplante de medula óssea é a única cura possível.

A Escola Secundária do Entroncamento associou-se à causa e abre as portas no dia 25 de janeiro, entre as 09h00 e as 13h00, para quem queira dar sangue e inscrever-se como dador de medula. A ação é organizada pela Associação de Dadores de Sangue de Torres Novas em colaboração com a direção daquele estabelecimento de ensino e é realizada por uma Brigada do Centro do Sangue e Transplantação de Coimbra do Instituto Português do Sangue e da Transplantação IP.

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O caso da Maria é raro uma vez que a leucemia mielomonocitica juvenil (LMMJ) representa 2% a 3% das leucemias na idade pediátrica. A confirmação de que se tratava deste tipo da doença, ao nível dos monócitos, surgiu no final de dezembro do ano passado depois de um segundo exame de medula (mielograma) realizado no Instituto Português de Oncologia (IPO).

A quimioterapia trata-se de um passo intermédio e a cura implica um transplante de medula óssea. Apesar dos registos nacionais de dadores integrarem uma rede global que, segundo a Associação Portuguesa Contra a Leucemia (APCL), abrange mais de 13.000.000 milhões de pessoas, o número continua a ser insuficiente.

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A doação de medula óssea não acarreta riscos, trata-se de um processo indolor que pode acabar com a dor de quem precisa urgentemente de ser salvo.

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Sónia Leitão
Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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