Apoie o jornalismo que fazemos,
junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -

Quarta-feira, Dezembro 1, 2021

Apoie o jornalismo que fazemos, junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -

Entroncamento | Concelho assinala 76.º aniversário de olhos postos em “projetos ambiciosos” (c/vídeo)

No dia em que se comemoraram os 76 anos de elevação a concelho, o futuro do Entroncamento esteve em destaque na sessão solene que aconteceu na manhã de quarta-feira, 24 de novembro, no Cineteatro São João. Com “um conjunto de projetos ambiciosos” e a expectativa de criar cerca de 500 postos de trabalho nos próximos quatro anos, o presidente da Câmara Municipal, Jorge Faria, destacou no seu discurso os feitos do passado e projetou as ambições que tem para uma cidade que deve responder às necessidades das pessoas “de forma sustentável, inclusiva e competitiva”.

- Publicidade -

“Temos procurado contribuir para a melhoria da qualidade de vida das pessoas e consolidar uma cidade para as pessoas. Este é um lema que continuará a nortear a nossa intervenção”, assumiu o autarca entroncamentense no dia em que o concelho assinalou 76 anos desde a sua elevação.

O Cineteatro São João abriu portas para a sessão solene, numa cerimónia onde foram também homenageados os funcionários municipais com 15, 25 e 35 anos de serviço completados em 2020 e em 2021.

- Publicidade -

Funcionários municipais homenageados pela autarquia. Fotografia: mediotejo.net

Num discurso de aniversário marcado pela lembrança dos projetos já concretizados pela autarquia, Jorge Faria destacou a redução da dívida nos últimos anos, os “elevados níveis de investimento”, a regeneração do espaço público e a recuperação do património ferroviário, sem esquecer a aposta na eficiência energética, nas acessibilidades, na dinamização da educação e na promoção de eventos culturais diversificados.

Mas o futuro começa a escrever-se agora e o edil deixou também expostas na sua mensagem as ambições para os tempos vindouros. “Temos a ambição de promover a instalação de novas empresas e criar nos próximos quatro anos cerca de 500 novos postos de trabalho diretos, continuarmos a reabilitar os bairros ferroviários, implementar a Estratégia Local de Habitação – pretendemos construir 120 novos fogos para habitação a custos controlados – e vamos continuar a melhorar as condições de inclusão e mobilidade”, elencou.

Cerimónias do Dia do Concelho, a 24 de novembro. Fotografia: CME

Referindo-se a projetos estruturais em parceria com a Infraestruturas de Portugal, o presidente do Município sublinhou a promoção da ligação das zonas industriais do Entroncamento e de Riachos à A23, um investimento na ordem dos 8.5 milhões de euros que neste momento tem projeto pronto por parte da IP, encontrando-se a decorrer as expropriações de terrenos por parte dos municípios.

Expectante que “é desta” que irá acontecer a supressão da passagem de nível da linha da Beira Baixa (num processo em parceria com o Município da Vila Nova da Barquinha), Jorge Faria não esqueceu a questão de uma nova estação ferroviária para o Entroncamento.

“Obviamente que continuaremos a pôr em cima da mesa a modernização da estação do Entroncamento. Há mais de um ano apresentámos um projeto à IP, está a fazer o seu caminho. Até termos uma decisão, não vamos deixar de pressionar porque é um objetivo termos uma estação com acessibilidades modernas, seguras e funcionais”, reiterou.

Discurso do presidente da Câmara Municipal, Jorge Faria. Fotografia: mediotejo.net

Da reconstrução do Jardim de Infância Sophia de Mello Breyner Anderson à possibilidade de requalificar a Escola Secundária, do projeto em curso do Bairro do Boneco à construção de uma nova biblioteca na cidade, lembrando ainda a nova esquadra da PSP que, espera-se, possa avançar em 2022, o autarca entroncamentense assume que esta é a maneira de “contribuir para o engrandecimento” do concelho “e assim honrar todos aqueles que nos antecederam, nesta preocupação constante de melhorar” a vida em comunidade.

Presidente da Assembleia Municipal discursa sobre “uma pesada fragilidade: o desapego e a indiferença”

Num discurso mais introspetivo sobre as atratividades e fragilidades do concelho, o presidente da Assembleia Municipal do Entroncamento, Luís Antunes, trouxe ao palco do Cineteatro Municipal “o lado ambíguo e mais inquietante de nós mesmos: a indiferença, a ausência da vida cívica, política”.

Não obstante ser um concelho dotado de um conjunto de fatores – como a qualidade de vida, os elevados níveis de literacia, as infraestruturas desportivas, educativas e culturais e uma taxa de desemprego reduzida – que, “associados à centralidade geográfica e às acessibilidades rodoviária e ferroviária, contribuem para tornar o nosso concelho um lugar privilegiado”, o representante máximo do órgão deliberativo entroncamentense deixou um apelo ao “apego” às raízes.

Discurso de Luís Antunes, presidente da Assembleia Municipal do Entroncamento. Fotografia: mediotejo.net

“Terra de trabalho e liberdade, habitação e transporte, tende a tornar-se local de passagem, de onde se espera sair um dia. Território onde é fácil permanecer e muito fácil de sair, uma vez que muitos quando entram já planearam sair um dia. Sendo assim um território que acolhe bem e oferece qualidade de vida e mobilidade social, encontra também nesta circunstância uma pesada fragilidade: o desapego e a indiferença”, disse.

“Quem não sente a terra como sua, quem não se dispõe a criar raízes, vira-lhe as costas, não se envolve, facilmente diz mal, condena tudo e mais alguma coisa, tendo nas redes sociais o palco privilegiado sem se questionar, sem se desafiar, sem se comprometer”, acrescentou Luís Antunes.

Alertando para “uma nova vaga migratória de natureza global e grande impacto” que faz com que hoje cheguem até ao concelho “dezenas de novos residentes”, o autarca admite que nunca como hoje “foi tão evidente a nossa condição de terra de exílio, espaço de acolhimento, passagem”.

“Somos hoje desafiados a ser lugar de encontro de povos e culturas diferentes. (…) Estamos perante o maior desafio no que respeita à integração, inclusão, socialização, à construção de uma sociedade bem consigo mesma, plural e tolerante, cuidada e sustentável, amiga do ambiente, que preserve os altos índices de qualidade de vida e os seus espaços verdes. Não podemos ficar indiferentes perante tamanho desafio e responsabilidade”, assumiu.

Destacando ainda o papel das escolas como “espaço privilegiado onde a inclusão e a integração se fazem” – e onde convivem hoje mais de 40 nacionalidades (constituindo cerca de 15% da população escolar), Luís Antunes destaca que é aqui que se expõem os problemas “mais delicados e sensíveis” e onde “se promove o pensamento crítico e a solidariedade (…) e se aprende a olhar a cidade e a gostar mais dela”.

“Terra de encontros mais ou menos breves, de raízes frágeis que importa reforçar, é justo reconhecer que se os ferroviários fizeram a sua história, é nas escolas que se alicerça e consolida hoje o seu futuro”, disse ainda.

As cerimónias de comemoração do 76.º aniversário do concelho do Entroncamento prosseguiram com o descerrar da placa do novo Parque Empresarial do Entroncamento e com a inauguração das obras de requalificação de espaços públicos, nomeadamente as Áreas de Reabilitação Urbana 1 e 3, relativas à Rua Eng.º Ferreira de Mesquita e à Praça das Tílias.

Abrantina mas orgulhosa da sua costela maçaense, rumou a Lisboa com o objetivo de se formar em Jornalismo. Foi aí que descobriu a rádio e a magia de contar histórias ao ouvido. Acredita que com mais compreensão, abraços e chocolate o mundo seria um lugar mais feliz.

- Publicidade -
- Publicidade -

DEIXE UMA RESPOSTA

Faça o seu comentário, por favor!
O seu nome