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Entroncamento | CDS-PP diz que “a culpa não pode morrer solteira” em fecho de jardim de infância

A concelhia do Entroncamento do CDS-PP emitiu um comunicado onde refere o “sentimento de revolta” perante o encerramento do Jardim de Infância Sophia de Mello Breyner. Admitindo que esta notícia “não nos apanha de surpresa”, o partido sublinha que por diversas vezes alertou para problemas no edifício e que agora “a culpa não pode morrer solteira”.

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O comunicado do CDS-PP Entroncamento surge após a notícia do encerramento do Jardim de Infância Sophia de Mello Breyner (JISMBA), decisão anunciada pela autarquia após a chegada do relatório final de uma avaliação solicitada ao Laboratório Nacional de Engenharia Civil no qual são apontadas fragilidades técnicas e de qualidade de construção que levam a que o edifício não ofereça condições de segurança para ser utilizado no seu estado atual, necessitado de uma intervenção de reconstrução ou requalificação global profunda.

Perante esta situação, a concelhia do CDS-PP divulga que é “com profunda tristeza e com um sentimento de revolta” que vê o encerramento do JISMBA, lamentando que “um estabelecimento escolar recente, construído em 2007, com o custo aproximado de 1,2 milhões de euros, se encontre nesta situação”.

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“As falhas estruturais graves que foram detetadas implicam o encerramento imediato e a consequente redistribuição das crianças por outros estabelecimentos, ficando estes últimos, agora, sobrecarregados. Por outro lado, não podemos deixar de observar como, ao longo de anos, crianças e profissionais tiveram as suas vidas colocadas em risco”, vinca ainda o CDS-PP Entroncamento.

No entanto, esta é uma notícia que “não nos apanha de surpresa”, diz a concelhia do CDS, que lembra que “por diversas vezes, o CDS-PP Entroncamento denunciou e advertiu para problemas relacionados com a presença de fissuras e infiltrações nas paredes e nos tetos deste estabelecimento”.

No comunicado, é ainda defendido que “as responsabilidades têm agora de ser apuradas” e que “o CDS-PP não pode permitir que se gaste dinheiro público em obras mal concebidas, sem que se identifique e puna os respetivos responsáveis”. “Nesta situação, não se coloca apenas a questão do prejuízo financeiro, mas também a do prejuízo causado aos alunos e às suas famílias, que verão as suas rotinas modificadas pelo encerramento deste estabelecimento, pelo menos, até ao ano letivo 2022/2023”, é ainda referido.

Quanto à questão sobre quem devem recair as responsabilidades, o CDS-PP aponta que, em última instância, deve ser sobre “o executivo municipal em funções à época da construção do Jardim de Infância, bem como todos os restantes agentes políticos que permitiram que a situação se arrastasse até aos dias de hoje”, admitindo mesmo que “a culpa não pode morrer solteira”.

“Onde estavam os responsáveis políticos do executivo PSD nessa altura? Esperamos que estes possam agora assumir a sua incapacidade de cumprir e de fazer cumprir o projeto de construção deste estabelecimento, assim como as responsabilidades pela opção por um projeto que também ele próprio apresentava as suas debilidades, de acordo com o parecer do LNEC. Entre 2008 e 2018 nada se fez? Como foi possível, ao longo deste período, não se conseguir verificar a falta de condições estruturais? Por que motivo não se ativou a garantia assim que se verificaram os primeiros problemas? Quer o executivo PSD, quer o executivo PS não souberam solucionar o problema”, conclui o comunicado.

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Abrantina mas orgulhosa da sua costela maçaense, rumou a Lisboa com o objetivo de se formar em Jornalismo. Foi aí que descobriu a rádio e a magia de contar histórias ao ouvido. Acredita que com mais compreensão, abraços e chocolate o mundo seria um lugar mais feliz.

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