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Quinta-feira, Outubro 21, 2021

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Entroncamento | Câmara aprova demolição do Jardim de Infância por motivos de segurança (C/ÁUDIO)

Após o encerramento do Jardim de Infância a 19 de março deste ano, decisão tomada perante as conclusões do relatório do Laboratório Nacional de Engenharia Civil que aponta a falta de condições de segurança do edifício, o presidente da Câmara Municipal do Entroncamento, Jorge Faria, levou a reunião de Câmara a 19 de abril uma proposta para se avançar com a demolição do edificado.

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Com a abstenção dos vereadores do PSD, a demolição do Jardim de Infância Sophia de Mello Breyner Andresen (JISMBA) foi aprovada pelo executivo camarário, que na mesma reunião de Câmara ratificou por unanimidade o encerramento do JI já concretizado. A justificação do presidente da Câmara Municipal do Entroncamento para se avançar com a demolição do edifício em causa prende-se com a existência de “demasiados constrangimentos para que a opção de reabilitação seja mais económica”.

Em reunião de executivo, o autarca leu as conclusões do relatório elaborado pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) relativamente ao estado do edifício que, recorde-se, aponta para “fragilidades técnicas do projeto, fraca qualidade de construção e fiscalização insuficiente”, concluindo que o Jardim de Infância necessita de “ uma intervenção de reconstrução ou requalificação global e profunda”.

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Áudio | Jorge Faria refere conclusões do relatório do LNEC em reunião de Câmara Municipal

Jorge Faria admite que a decisão de demolir o edificado “não é fácil” nem é tomada “de ânimo leve” mas que é essencial para que se alcance o objetivo de reconstruir uma escola “que possa funcionar e permitir que estudantes e profissionais trabalhem em segurança”.

Jardim de Infância Sophia de Mello Breyner, no Entroncamento. Foto: Ana Rita Cristóvão | mediotejo.net

Com voto favorável de Henrique Leal (BE), o vereador bloquista questionou sobre se o novo JI será construído no mesmo local, questão à qual o presidente de Câmara respondeu afirmativamente, explanando que “sendo tidas em conta as questões técnicas adequadas, penso que é ali o melhor local, deverá ser reconstruída naquele espaço porque tem condições para isso”.

Já do lado do PSD, que se absteve na votação da demolição do edifício do JISMBA, o vereador José Miguel Baptista questionou sobre se “não faria sentido pelo menos fazer um estudo financeiro do custo de benefício” da demolição e da reabilitação, no sentido de se tomar uma decisão “mais real”.

Áudio | Vereador José Miguel Baptista (PSD) lê declaração de voto sobre demolição do JISMBA

“A nossa decisão tem que depender dessa informação de custo”, defendeu o vereador social-democrata. Jorge Faria (PS) respondeu que de momento “não há justificação para fazer essa avaliação de custo de benefício” uma vez que a os custos de intrusão no edifício “eram de tal maneira elevados que não compensaria fazê-lo”.

Áudio | Jorge Faria admite que reabilitar edifício é mais oneroso do que construir de novo

Afirmando que “qualquer intervenção de reconstrução, segundo os técnicos, é tão ou mais onerosa que fazer de novo”, o presidente do Município do Entroncamento sublinhou que a construção de um novo Jardim de Infância ultrapassará seguramente o milhão e meio de euros de investimento, e que a expectativa é a de que durante o ano letivo 2022/2023 se consiga ter já uma nova estrutura a funcionar.

Perante este período temporal estimado até que uma nova escola esteja a funcionar, o vereador Henrique Leal (BE) mostrou-se “mais preocupado do que já estava”. “Quando se preconiza que não ocorra antes do ano letivo 2022/2023, significa duas coisas: que as lesões do edifício são mais graves do que se pensava (…) e que que aquilo que era uma situação de emergência de realojar as turmas e pessoal de apoio noutras escolas, que era uma coisa pontual e provisória, afinal vai tender a ser mais definitiva”, disse.

BE e PSD referem existência de problemas nas escolas para onde turmas do JISMBA foram transferidas

Recorde-se que, com o encerramento do Jardim de Infância Sophia de Mello Breyner Andresen, seis turmas foram transferidas para outras instituições de escolares do concelho com pré-escolar, nomeadamente para a Escola Básica António Gedeão, a Escola Básica da Zona Verde e a Escola Básica do Bonito.

Henrique Leal (BE) afirmou em reunião do executivo camarário ter informação de que “está a haver alguns problemas nas escolas para onde foram estas turmas (…) problemas graves”. Sem especificar que tipo de problemas, o vereador defendeu que a Câmara Municipal deveria “acautelar, desde já, outro tipo de soluções que permitisse minimizar os problemas que estão a ser sentidos nas escolas de acolhimento sobretudo para um horizonte de tempo que vai muito além do próximo ano letivo”, dando a sugestão de se ponderar a instalação das turmas noutras estruturas que já serviram a educação no concelho.

Por sua vez, o vereador José Miguel Baptista (PSD) referiu ter também conhecimento de problemas nas escolas para onde foram transferidas as turmas, exemplificando com a questão das instalações sanitárias. “As instalações sanitárias destas crianças do infantário, por causa do espaço onde estão que não foi um espaço idealizado para receber estas crianças, foi uma das questões que nos foi sinalizada”, expôs.

O presidente da Câmara Municipal, Jorge Faria (PS) admitiu não ter conhecimento da existência de problemas graves no funcionamento das escolas, referindo que “qualquer uma das escolas estava preparada para estes grupos etários e qualquer uma das escolas ainda tinha lotação livre para enquadrar estes miúdos”.

“As salas, as instalações sanitárias, instalações de refeitório, estão perfeitamente adequadas”, acrescentou, apelando a que quaisquer situações relativas à existência de problemas lhe sejam comunicadas.

Abrantina mas orgulhosa da sua costela maçaense, rumou a Lisboa com o objetivo de se formar em Jornalismo. Foi aí que descobriu a rádio e a magia de contar histórias ao ouvido. Acredita que com mais compreensão, abraços e chocolate o mundo seria um lugar mais feliz.

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