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Entroncamento | BE questiona sobre abandono e estado de degradação da Escola Camões

Em reunião de Câmara Municipal, o vereador do Bloco de Esquerda, Henrique Leal, questionou a autarquia sobre se existe alguma perspetiva de intervenção na Escola Camões, cujo edifício se encontra em “estado muito avançado de degradação”. O presidente do Município, Jorge Faria, sublinhou que é ambição do executivo recuperar a escola e que existem duas opções em cima da mesa: ou encontrar parceiros ou encontrar quadros comunitários de apoio para uma intervenção.

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“Tenho passado com alguma frequência pelo Bairro Camões e quero congratular-me e partilhar com a Câmara esta satisfação pelo bom desenvolvimento dos trabalhos e pela nova face que o Bairro Camões está a ganhar”, começou por referir o vereador do Bloco de Esquerda da Câmara Municipal do Entroncamento, Henrique Leal, em sessão camarária a 15 de março. O vereador bloquista sublinhou as intervenções que estão a ser levadas a cabo “não só na parte pública, com os novos arruamentos e as novas infraestruturas, como também pela parte privada, uma vez que há obras e uma série das 32 habitações a ser reabilitadas”.

Recorde-se que o Bairro Camões, património histórico do concelho associado à ferrovia, está a ser alvo de requalificação no âmbito do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU) do Município, numa intervenção de mais de 265 mil euros co-financiada por fundos comunitários. Paralelamente, está a decorrer a reabilitação das habitações, a grande maioria já adquiridas por privados.

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Não obstante estas requalificações, Henrique Leal (BE) refere que há “um ponto que nos fica com um nó na garganta”, que é “aquele magnífico edifício que faz parte do nosso património concelhio: a Escola Camões”. O vereador lembrou que o edifício “continua a estar ao abandono, degradado, com telhado a cair, em estado muito avançado de degradação”, questionando a autarquia sobre se existem ali perspetivas de intervenção.

“A Câmara tem alguma perspetiva de intervenção? Se tem algum desenvolvimento, alguma parceria com algum promotor, por forma a que possamos olhar para um bairro recuperado no seu conjunto, ou seja, as 32 habitações, os arruamentos e infraestruturas e também a Escola Camões”, questionou.

Em resposta, o presidente da Câmara Municipal do Entroncamento, Jorge Faria (PS) assumiu que é ambição da autarquia recuperar a Escola Camões bem como “os bairros ferroviários todos”, estando a trabalhar nesse sentido. “A perspetiva e a estratégia para a recuperação da Escola Camões já a desenvolvemos na primeira hora. Os desenvolvimentos é que são mais lentos ou mais rápidos”, disse.

O autarca acrescentou que no que respeita à Escola Camões “faz sentido que seja recuperada com uma finalidade, porque é uma intervenção profunda” e que nos investimentos feitos no âmbito do PEDU foi esgotada a totalidade da verba para o Entroncamento, referindo que “como não tínhamos o objetivo definido para a escola, não fazia sentido estar a queimar verbas que foram utilizadas para outro lado”.

De momento, existem duas opções em cima da mesa, frisou o presidente de Câmara: “estamos na expectativa de encontrar parceiros ou, não encontrando, nos novos quadros comunitários, no PRR ou noutros instrumentos que vão estar disponíveis para apoio ao investimento”.

Jorge Faria admite a tentativa da autarquia em tentar encontrar parceiros, referindo conversações com “um eventual parceiro mas penso que não resultará daí já o trabalho que nós gostávamos”. “Mas também haverá num futuro próximo possibilidades de a Câmara Municipal, se assim o entender, reponderar a situação, porque até agora ainda não surgiram avisos de apoios comunitários que nos permitissem enquadrar a escola”, vincou.

Para já, aquilo que a Câmara pondera fazer é “tentar lavar a cara” do edifício, nomeadamente com a pintura dos muros, de modo a não destoar relativamente ao bairro que está a ser recuperado.

Recorde-se que o Bairro Camões, bem como a Escola Camões, estão na posse da autarquia por um período de 50 anos (renovável), após a assinatura de um contrato de concessão firmado com a IP – Infraestruturas de Portugal.

Abrantina mas orgulhosa da sua costela maçaense, rumou a Lisboa com o objetivo de se formar em Jornalismo. Foi aí que descobriu a rádio e a magia de contar histórias ao ouvido. Acredita que com mais compreensão, abraços e chocolate o mundo seria um lugar mais feliz.

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