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Quarta-feira, Setembro 22, 2021

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Entroncamento | BE exige encerramento imediato de “fábrica ilegal de blocos de cimento” (c/áudio)

O assunto foi trazido a Assembleia Municipal do Entroncamento pelo Bloco de Esquerda, que refere o funcionamento ilegal de uma fábrica de blocos de cimento que tem causado “pesados incómodos” aos moradores da zona com “ruídos e vibrações provocadas por violentas pancadas de martelos” e “emissão de poeiras para a atmosfera”.

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“O que se exige é que, no respeito pelos moradores da zona, pelo ambiente e pela lei, o executivo municipal feche de imediato a empresa”, expressou em Assembleia Municipal o deputado Carlos Matias (BE).

A situação não é nova e já no início deste ano em reunião do executivo camarário a então vereadora do Bloco de Esquerda, Sara Florindo, tinha alertado o para “o inferno por que passavam” os moradores, conforme expôs Carlos Matias. “Consequências: nenhumas”, disse, dando conta de que na altura os moradores “cansados, fizeram participação policial”.

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Em causa está a laboração industrial de “uma fábrica ilegal de blocos de cimento” no local onde outrora existiu o estaleiro da empresa Silvério & Melro, na Rua José Gomes Ferreira.
Carlos Matias expõe a “poluição atmosférica com gases emitidos pela aplicação de gasóleo, ruídos e vibrações provocadas por violentas pancadas de martelos em blocos de cimento, emissão de poeiras para a atmosfera”, situações pelas quais os moradores vêm passando em resultado da laboração da fábrica Hidrobetão.

Antigo Estaleiro da Silvério & Melro, Entroncamento, onde é referida a laboração ilegal de fábrica de blocos de cimento. Imagem: Google Maps

O deputado afirma mesmo que a empresa em causa “num mais do que impróprio tom algo ameaçador até se dá ao desplante de afirmar ser ela que paga aos senhores deputados municipais, insinuando ser melhor que não os atrapalhem porque têm muitos clientes em fila de espera.”

ÁUDIO | Carlos Matias (BE) expõe laboração de “fábrica ilegal” em Assembleia Municipal

Após a participação policial dos moradores, o bloquista refere que “algo mexeu nas engrenagens da maioria [socialista], apontando um relatório técnico pedido na Câmara Municipal que foi “claro e concludente”. “Os moradores afinal têm mesmo razão, a ‘fabriqueta’ é mesmo ilegal, fortemente poluidora e terá de encerrar”, disse.

No entanto, isto não foi “o fim do calvário”, afirmou, aludindo à continuidade de laboração da empresa. “O tormento dos moradores continua, vítimas de uma empresa fora da lei. O que se pede, o que se exige é o imediato encerramento da empresa, em nome da tranquilidade pública e, se tal não chegar, em nome da lei e ninguém nos venha com o argumento da manutenção de postos de trabalho – parece que são sete – pois empresários sérios empregam pessoas mas cumprem as normas”, declarou.

CÂMARA MUNICIPAL DEU 30 DIAS À EMPRESA PARA ENCERRAR LABORAÇÃO

5 de abril de 2021. A data em que a Câmara Municipal do Entroncamento “tomou uma decisão de encerramento da empresa Hidrobetão”. “Tomou uma decisão de encerramento numa base muito clara: a atividade em causa não estava devidamente licenciada e foi tomada a decisão de encerramento”, elucidou o presidente do Município, Jorge Faria (PS).

Em resposta à exposição do deputado Carlos Matias (BE), o autarca entroncamentense lembra que após a decisão do executivo camarário a Câmara teve de comunicar a mesma à empresa que, no período de audiência prévia “apresentou a sua contestação a essa decisão”.

Presidente do Município do Entroncamento, Jorge Faria, em Assembleia Municipal. Foto: mediotejo.net

O edil referiu que a autarquia fez inclusive uma avaliação técnica e uma vistoria a casa de um dos munícipes que apresentou queixa sobre o assunto referido em reunião camarária, da qual os técnicos “não constataram a existência de fissuras na casa nem constataram que houvesse nexo causa-efeito”.

ÁUDIO | Jorge Faria, presidente da CM Entroncamento, explica deliberações tomadas pela autarquia

Mesmo assim, Jorge Faria explanou que em reunião de Câmara a 21 de junho de 2021 foi deliberada pela maioria socialista a manutenção da decisão de encerramento da atividade laboral da empresa, tendo sido dado um prazo de 30 dias para que tal aconteça. Nesta votação, que contou com a abstenção do PSD, o eleito do BE, Henrique Leal, votou contra por defender que o encerramento deveria ser imediato e não dado um prazo de 30 dias para tal.

Na decisão tomada em reunião de Câmara, além da determinação do encerramento da atividade, foram também definidas “um conjunto de outras medidas que passa pelo corte da água e até ao promover do corte da energia junto do fornecedor de energia, se não for acatada a ordem”, sublinhou Jorge Faria.

Abrantina mas orgulhosa da sua costela maçaense, rumou a Lisboa com o objetivo de se formar em Jornalismo. Foi aí que descobriu a rádio e a magia de contar histórias ao ouvido. Acredita que com mais compreensão, abraços e chocolate o mundo seria um lugar mais feliz.

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