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Domingo, Agosto 1, 2021

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Entroncamento: BE discutiu o futuro, vereadores do Médio Tejo não rejeitam recandidatura

O Bloco de Esquerda reuniu-se este sábado, dia 15, na Junta de Freguesia de Nossa Senhora de Fátima durante o Encontro Distrital Autárquico 2016 para debater os temas Território e Fiscalidade. Catarina Martins, coordenadora nacional do partido esteve presente na sessão de abertura do momento de balanço e preparação do futuro em que não ficou fechada a porta à recandidatura de Carlos Matias e Helena Pinto, os dois vereadores bloquistas eleitos no Médio Tejo nas últimas eleições autárquicas.

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O Encontro Distrital Autárquico 2016 do Bloco de Esquerda realizou-se este sábado na Junta de Freguesia de Nossa Senhora de Fátima. Catarina Martins, coordenadora nacional do partido, esteve presente ao lado de Carlos Matias, vereador e deputado, na sessão de abertura da iniciativa que reuniu dezenas de pessoas no auditório até ao encerramento feito por Luís Gomes, vereador da Câmara Municipal de Salvaterra de Magos.

O Território e a Fiscalidade estiveram em discussão nos painéis “Modelo de Gestão Territorial e Descentralização” e “Fiscalidade dos Municípios”. O primeiro, dedicado à arquitetura do poder local e regional teve como oradores Pedro Soares e Ana Sofia Ligeiro, moderados por Armindo Silveira. No segundo, Carlos Matias e João Vasconcelos abordaram a questão das receitas e despesas municipais, com moderação de Diana Gonçalo, no arranque do trimestre em que os orçamentos são preparados, discutidos e aprovados.

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Dois temas que Carlos Matias, em declarações ao mediotejo.net, considerou importante debater numa ótica de “partilhar experiências destes últimos três anos de autarquias e projetar o último ano do mandato”. Em cima da mesa estiveram também as iniciativas promovidas pelo Governo no sentido da “descentralização administrativa”, nomeadamente a “reversão da lei das freguesias” defendida pelo partido.

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Ana Sofia Ligeiro, Armindo Silveira e Pedro Soares no painel dedicado às questões territoriais. Foto: mediotejo.net

Causa à qual Catarina Martins juntou “a recuperação do rendimento de quem vive do trabalho”, a proteção das pessoas portadoras de deficiência e a defesa da saúde pública e do ambiente. A postura do partido relativamente à última questão foi comprovada recentemente pela visita da coordenadora nacional do Bloco de Esquerda à Ribeira da Boa Água, em Torres Novas, no passado dia 24 de setembro.

Helena Pinto, eleita em Torres Novas, tem sido uma das vozes do partido contra a poluição da ribeira e do rio Almonda. Durante o encontro recolheu assinaturas para a petição pública “Salvemos a Ribeira da Boa Água” e ao mediotejo.net destacou as questões ambientais como “um desafio da atualidade da vida autárquica” que não pode ser ignorado “pelos eleitos”.

A situação da Ribeira da Boa Água, descrita pela vereadora como fonte de “sofrimento” para a população, estará em discussão na reunião extraordinária da Câmara Municipal marcada para a próxima segunda-feira, dia 17. Nessa data, o Bloco de Esquerda apresentará uma proposta no sentido de fortalecer a postura “assertiva” da autarquia que, na sua opinião, deve fazer “tudo aquilo que estiver ao seu alcance para repor a legalidade e proporcionar qualidade de vida às suas populações”.

Chegada de Catarina Martins à Junta de Freguesia de Nossa Senhora de Fátima. Foto: mediotejo.net
Chegada de Catarina Martins à Junta de Freguesia de Nossa Senhora de Fátima. Foto: mediotejo.net

Em pleno momento de balanço e projeção de futuro, questionámos os dois vereadores eleitos pelo Bloco de Esquerda no Médio Tejo nas últimas eleições autárquicas sobre a possível recandidatura à presidência das câmaras municipais dos seus concelhos em 2017. Ambos consideram ser “cedo” para avançar com uma resposta ainda que não tenham recusado a possibilidade por completo.

Carlos Matias referiu tratar-se de um cenário “pouco provável”, ainda que a questão “esteja em aberto”. Por seu lado, Helena Pinto frisou que a principal preocupação neste momento “é cumprir o meu mandato” e as candidaturas virão “a seu tempo”.

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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