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Sábado, Julho 24, 2021

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Entroncamento | BE alerta que futuro do Museu Nacional Ferroviário está em risco

O Museu Nacional Ferroviário, um dos grandes projetos da cidade do Entroncamento, atravessa sérias dificuldades financeiras. A situação atual foi conhecida pelos deputados do Bloco de Esquerda, Carlos Matias, Jorge Campos e Domicília Costa, na tarde desta sexta-feira, dia 27, numa visita guiada pelo presidente do Conselho de Administração da fundação responsável pelo espaço museológico, Jaime Ramos, e a diretora do museu, Ana Fontes. A falta de apoios governamentais é um dos problemas, juntando-se o dos Recursos Humanos, em que 12 colaboradores enfrentam um futuro incerto.

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Os deputados do Bloco de Esquerda eleitos para a Assembleia da República, Jorge Campos e Domicília Costa, visitaram o Museu Nacional Ferroviário esta sexta-feira na companhia do deputado Carlos Matias, para conhecerem a situação atual daquele que é um dos projetos mais emblemáticos da cidade.

O responsável pela área da cultura do Bloco de Esquerda, a deputada eleita pelo círculo eleitoral do Porto e o vereador da Câmara Municipal do Entroncamento fizeram uma visita guiada por Jaime Ramos, presidente do Conselho de Administração da fundação responsável pelo espaço, e Ana Fontes, diretora do museu, que foram apresentando o espólio museológico que constitui o museu inaugurado a 18 de maio de 2015.

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Fotos: mediotejo.net

O tema de conversa ao longo de uma hora não foi apenas a memória da ferrovia, tendo Jaime Ramos e Ana Fontes apresentado os problemas com que o Museu Nacional Ferroviário se depara atualmente. Entre eles, a falta de financiamento para assegurar os cerca de 900 mil euros anuais necessários para salários e manutenção dos 4,2ha, assim como o estatuto do museu – pessoa coletiva de direito privado – e o impasse em que se encontram 12 dos 23 colaboradores que Jaime Ramos assumiu estarem em “situação precária” devido à limitação de contratações.

Carlos Matias justificou a visita com o intuito de “recolher dados mais recentes” juntamente com Jorge Campos, permitindo ao responsável pela área da cultura do partido conhecer “in-loco a real valia deste património” e fazer eco dos problemas junto do Governo. Em declarações ao mediotejo.net, o deputado destacou a preocupação do “Bloco de Esquerda na área da cultura, sobretudo com os problemas do subfinanciamento, que criam dificuldades muito grandes”.

Fotos: mediotejo.net

Além do financiamento, Carlos Matias mostrou-se apreensivo com o “estatuto algo híbrido”, “os salários que não estão assegurados” e “a contratação de pessoas”, destacando ser necessário desenvolver esforços para evitar que “um dia destes tenhamos algum desgosto em relação a este museu que, obviamente, nenhum de nós quer”.

A gravidade da situação foi confirmada pelo presidente da fundação antes da reunião com os deputados do BE no final da visita. Segundo Jaime Ramos, os problemas do “museu nacional” existem “desde a primeira hora” e foram sempre reportados “à tutela”, nomeadamente ao atual Secretário de Estado das Infraestruturas, Guilherme de Oliveira Martins, que terá assegurado a “resolução da situação” quando esteve no museu no passado dia 28 de outubro, por ocasião das comemorações dos 160 anos dos Caminhos de Ferro Portugueses.

Fotos: mediotejo.net

A urgência relaciona-se com os “recursos humanos” e os “fundos para a exploração”, fortemente afetados pelo corte no financiamento através da CP e da REFER. No caso dos colaboradores referidos, os 12 contratos feitos a partir do Centro de Emprego terminam no próximo mês de maio e Jaime Ramos espera que o Governo “desbloqueie a situação o mais rapidamente possível para que haja paz de espírito para estas pessoas”.

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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1 COMENTÁRIO

  1. Desfecho previsível há muito devido à má gestão do atual Concelho de Administração, que optou por renunciar ao pessoal gentilmente cedido pela CP, com excepção de 3 atualmente, apenas 2 trabadores a quem a CP paga na integra o vencimento. A ganância na contratação de técnicos licenciados na base das “cunhas” teem posto em causa todo este enorme projeto, que é de todos nós. De referir que os 12 trabalhadores em situação precária já vem de tempos antigos (2012) por opção, sempre foi mais fácil a contratação de técnicos do que de pessoal para apoiar a restauração de material. Muito mais haveria para escrever

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