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Terça-feira, Outubro 26, 2021

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Entroncamento | Assembleia Municipal toma posição contra central nuclear de Almaraz

A Assembleia Municipal do Entroncamento aprovou por unanimidade uma tomada de posição contra a central nuclear de Almaraz, em Espanha, na sessão realizada esta sexta-feira, dia 23. A decisão foi tomada partindo do documento apresentado pelo Conselho Municipal de Segurança que considera que a infraestrutura constitui “um elevado risco de segurança, tanto para o ambiente, como para as populações que possam sofrer os efeitos de um acidente nuclear”.

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O texto aprovado por unanimidade pelo Conselho Municipal de Segurança na sua reunião do passado dia 9 de janeiro foi lido pelo deputado do Bloco de Esquerda Marco Geração e gerou consenso de todas as bancadas partidárias, tendo estado em consideração a inclusão de um parágrafo final com uma posição mais concreta. A questão, levantada pela bancada da CDU, acabou por não ser considerada necessária para a aprovação do documento.

João Lérias defendeu que o mais importante era demonstrar a indignação da Assembleia que preside em relação ao tema na medida em que estas iniciativas levarão “o Governo a agir”. O presidente da Assembleia Municipal aproveitou o momento para informar que estará presente na manifestação convocada pelo proTEJO – Movimento pelo Tejo, para o próximo dia 4 de março em Vila Velha de Ródão.

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Pedro Gonçalves, do CDS-PP interveio sobre o assunto salientando que devia ser tomada “uma posição firme de repúdio”. Por sua vez, Telma Jorge, da CDU, referiu a notícia sobre o Governo Português ter retirado a queixa apresentada em Bruxelas, considerando fundamental exigir “que o Governo coloque novamente a queixa” e “informação da parte de Espanha”.

António Ferreira, da mesma bancada, apontou algumas falhas ao nível dos dados técnicos e salientou que a segurança só será assegurada com uma monitorização regular da central por parte dos governos português e espanhol. Segurança relacionada com a radioatividade, cujas consequências nefastas foram destacadas por Marco Geração, do BE, para quem se trata de um assunto que o “governo espanhol está a empurrar com a barriga”.

O documento apela a uma mobilização da sociedade civil e dos decisores políticos, referindo que esta central nuclear ultrapassou “em mais de seis anos a sua vida útil” e o problema se adensou com o recente anúncio da pretensão do governo espanhol em construir “um armazém para os detritos resultantes da produção da central” e querer adiar o fecho da central para além de 2020”.

A sua aprovação resulta no seu envio para a Presidência da República, Assembleia da República, gabinete do primeiro-ministro, Ministério do Ambiente, Ministério dos Negócios Estrangeiros, embaixada de Espanha em Portugal, Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, Assembleias Municipais da Bacia do Tejo e comunicação social.

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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