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Entroncamento | Ânimos exaltados por uma questão de lugares na Assembleia

A última sessão da Assembleia Municipal do Entroncamento, no dia 28, ficou marcada por ânimos exaltados ao ponto de o Presidente da Mesa ter de pôr ordem no decorrer dos trabalhos.

O assunto que mais polémica gerou foi a disposição dos eleitos no salão, ou seja, o lugar onde estão colocadas as diferentes bancadas políticas.

Foi o PSD, através do deputado municipal Carlos Silva, que, pouco depois do início da sessão, levantou o problema. Entendem os social democratas que devem estar sentados na primeira fila, tal como o PS, uma vez que foram os partidos mais votados.

Atualmente os seis eleitos do PSD estão sentados numa fila traseira, tendo à sua frente os três eleitos do BE e o do CDS. Do outro lado estão os 10 eleitos do PS, os dois Presidentes de Junta também eleitos pelo PS e o eleito da CDU.

Argumentando ser aquela “a casa da democracia” e sendo o PSD o segundo partido mais votado, entendem os eleitos que a ordem deve ser alterada e que “o PSD assuma o lugar que lhe é de direito graças ao peso que tem em resultado das eleições”.

O Presidente da Assembleia, Luís Filipe Antunes (PS), respondeu que a questão já foi debatida mais do que uma vez na Comissão Permanente, sendo a atual disposição de lugares uma tradição que já vem de 2000 e que é de manter. “Não é uma questão de posições hierárquicas, estamos cá todos, olhamo-nos olhos nos olhos”, argumentou o autarca lembrando que ficou decidida a rotação de lugares nos últimos dois anos do mandato. Na Comissão Permanente, o PSD foi o único partido que votou contra.

Já com ânimos exaltados, Carlos Silva (PSD) contra-argumentou dizendo que não estava em causa uma questão de hierarquia mas sim uma legitimidade.

Manuel Martins (PS) classificou a atitude do eleito do PSD como “deselegante” e lamentou que o PSD queira trazer o assunto da “dança das cadeiras” em todas as sessões só porque “se calhar o PSD quer ficar melhor na fotografia”.

Quem também não gostou do seu lugar foi o deputado municipal António Ferreira (CDU), colocada na fila de trás, ao lado da bancada do PS, quando antes estava na fila da frente, ao lado do BE e do CDS-PP.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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