Apoie o jornalismo que fazemos,
junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -
Sexta-feira, Outubro 22, 2021

Apoie o jornalismo que fazemos, junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -

Entroncamento | Alunos da Gustave Eiffel com ideias de fazer crescer água na boca (c/ fotogaleria)

Os alunos dos cursos profissionais de Cozinha, Pastelaria e Restaurante-Bar apresentaram os produtos desenvolvidos durante o ano letivo na feira empresarial “#EPGE_empreende”, que se realizou no dia 3, na Escola Profissional Gustave Eiffel. Inovação e empreendedorismo foram os principais ingredientes das sugestões apresentadas.

- Publicidade -

Mil folhas de bacalhau, empada de salada mediterrânica, pão de malte, bebidas inspiradas em piratas, afrodisíacas e saudáveis, sobremesas que escondem surpresas e, para terminar, doçaria conventual e bombons de cenoura. Ficou com água na boca? Estas foram algumas das propostas apresentadas pelos alunos que frequentam o segundo ano dos cursos profissionais de técnico de Restauração, nas variantes Cozinha, Pastelaria e de Restaurante-Bar.

O restaurante e cozinha de aplicação “Estações” abriu as portas ao público esta terça-feira, não para os almoços pedagógicos que aqui são servidos neste dia da semana e às quintas-feiras, mas para a segunda edição da “#EPGE_empreende”, feira empresarial em que se dão a conhecer (e a provar) as ideias de negócio desenvolvidas ao longo do ano letivo, ao mesmo tempo que testam a aceitação e a sustentabilidade dos produtos criados.

- Publicidade -

A segunda edição da Feira Empresarial “#EPGE_empreende” apresentou nove empresas. Foto: mediotejo.net

A moeda corrente no campus académico do Entroncamento da Escola Profissional Gustave Eiffel (EPGE) não foram os euros e as EPGE’s – cada uma correspondente a cinquenta cêntimos – foram sendo trocadas nas bancas e nas mesas pelos pratos principais e acompanhamentos, bebidas e cocktails e sobremesas sugeridos nas ementas das nove “empresas” representadas.

Como ingredientes comuns destacaram-se a inovação e o empreendedorismo, que Hugo Pereira nos confirmou pouco antes de partirmos à descoberta na viagem gastronómica. Segundo o coordenador e docente dos cursos de Restauração da EPGE Entroncamento, a iniciativa integra a apresentação dos projetos práticos – na próxima semana serão os dos alunos de outras áreas, como a engenharia mecatrónica – e tem como objetivo “mostrar a evolução” dos alunos.

O desafio de criar um produto “atrativo”, “inovador” e com “cunho pessoal” é lançado no início do ano letivo e compete aos estudantes transformar a ideia em realidade. A parte “mais difícil do projeto”, acrescenta, que uns encaram com receio, outros com adrenalina e, em alguns casos, como ponto de partida para o futuro que perspetivam.

As propostas foram saboreadas junto das bancas e no restaurante de aplicação “Estações”. Foto: mediotejo.net

Este é o de Raquel Lopes e Sofia Amante, alunas do segundo ano de Cozinha / Pastelaria, que encontramos na cozinha a dar forma ao projeto desenvolvido nos últimos meses sob orientação dos “chefs” José Abelho e Rosa Almeida. O conceito “Wine is the new food” dá nome à empresa cujos produtos têm no vinho o seu “elemento fundamental” e a oportunidade de mostrar o resultado ao público é encarada com um misto de stress e orgulho, ganhando o primeiro ao segundo pois “já tivemos muitos pedidos”.

De facto, os pedidos vão-se multiplicando enquanto conversamos e os nervos são visíveis, sobretudo os de Patrícia e Tiago, ambos com 17 anos e a frequentar o primeiro ano, que ajudaram na preparação dos pratos. Tiago admite que não está “habituado a isto” (a azáfama), mas a confiança surge quando enumera os ingredientes que compõem o mil folhas de bacalhau. No caso de Patrícia, o sorriso abre-se quando partilha que adora “estar na cozinha”.

A azáfama na cozinha durante a preparação dos pratos da empresa “Wine is the new food”. Foto: mediotejo.net

Gosto partilhado por David Mira, que frequenta o segundo ano do mesmo curso profissional, e considera “interessante” a parte prática que permite “fazer coisas novas e trabalhar com um objetivo”. O CEO (diretor executivo) de 18 anos, fundou a 9 3⁄4 Eiffel Express (ou Ptalaforma 9 3⁄4) em conjunto com Fábio Caixeiro e Margarida Brandão, apostando na padaria como fator de diferenciação. O “sabor caraterístico” do pão de malte junta-se ao kefir, alimento probiótico que anda nas bocas do mundo e é utilizado para a massa dos crepes servidos com um coulis (molho) de frutos vermelhos.

Não ficámos com sede, contudo, demos um pulo ao “paraíso” onde se promete “refrescar os clientes” com os cocktails criados por Cátia Varela e Andreia Rosa, alunas com 18 e 16 anos do curso de Restaurante / Bar. A sangria tropical foi uma das propostas presentes nesta edição da feira “#EPGE_empreende”, entre as outras que fazem parte da empresa que mistura sumos naturais e bebidas alcoólicas com foco numa abordagem “saudável”.

Segundo Cátia, a ideia inicial não foi a apresentada esta terça-feira uma vez que mudaram o projeto quando perceberam que “não tinha futuro”, nem se sentiam motivadas com o que tinham em mãos. Arriscaram e a nova opção revelou-se vencedora pois a bebida tinha esgotado quando chegámos à banca da “Paradise”. Perguntámos sobre os ingredientes, mas tivemos que nos ficar pela imaginação pois as novas “empresárias” acreditam no velho princípio de que o segredo “é a alma do negócio”.

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

- Publicidade -
- Publicidade -

DEIXE UMA RESPOSTA

Faça o seu comentário, por favor!
O seu nome