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Sexta-feira, Julho 30, 2021

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Entroncamento | AHBVE comemora 72 anos de “generosa entrega e dedicação” à comunidade (c/áudio)

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Entroncamento assinalou este sábado o seu 72.º aniversário. Em tempos de pandemia e longe dos afetos de outrora, as comemorações da data foram meramente simbólicas, numa ocasião em que foi enaltecida a “generosa entrega, dedicação” e disponibilidade dos soldados da paz, que durante gerações prestam socorro e dão conforto à comunidade entroncamentense.

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A 6 de janeiro de 1949 nascia a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Entroncamento (AHBVE). 72 anos depois, a instituição mantém-se de pé motivada pela missão de continuar a servir a comunidade. Este ano, as cerimónias alusivas ao aniversário da AHBVE foram restritas, em consequência do contexto pandémico vivido, contando apenas com o simbólico momento do içar da bandeira, seguido de uma romagem ao cemitério e de declarações alusivas à data por parte dos representantes dos órgãos sociais da instituição.

“Longe do afeto de outros tempos” mas sem deixar passar em branco a homenagem “que esta instituição no mínimo exige e merece”, conforme disse o novo presidente da direção da Associação, Carlos Amaro, na ocasião marcaram presença o presidente da Assembleia Geral, Rui Maurício, o presidente do Conselho Fiscal, Manuel Martins, bem como o comandante do corpo de bombeiros, Rodrigo Bertelo, o presidente do Município do Entroncamento, Jorge Faria, o presidente da Assembleia Municipal do Entroncamento, Luís Antunes e ainda o Regimento de Manutenção, a Igreja e a PSP, três entidades em representação das “muitas mais” do concelho.

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No discurso do presidente da direção da AHBVE, Carlos Amaro referiu que apesar de o contexto pandémico atual ser “castrador das ambições desejadas pela Associação”, a instituição irá cumprir “paulatinamente os objetivos que nos propusemos”. “Estou certo que, apesar de todas as dificuldades, esta associação, num trabalho conjunto irá sair mais unida e fortalecida”, acrescentou.

No dia em que se celebraram os 72 anos de “muita e generosa entrega, dedicação e de um desinteressado serviço em defesa dos milhares de pessoas que precisaram, durante gerações, da ajuda, socorro e conforto dos bombeiros”, o presidente da direção da Associação Humanitária deixou uma palavra aos soldados da paz que “vêm tantas e tantas vezes à nossa casa com o coração cheio de tudo e regressam às suas e à sua família, com as mãos cheias de nada”.

“Sem vós, sem a vossa entrega e sem a vossa disponibilidade constante, as nossas vidas não teriam a segurança que quase tomamos por garantida no nosso dia-a-dia”, disse.

Este foi o primeiro aniversário da AHBVE celebrado por Carlos Amaro enquanto presidente da direção da Associação. Em declarações ao mediotejo.net, o responsável disse que o sentimento é o de “um enorme sentido de missão e um orgulho enorme em estar à frente de uma instituição que, sendo das maiores do Entroncamento, é uma associação de cariz humanitário e isso para nós é muito importante”.

Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Entroncamento. Foto: mediotejo.net

Numa altura em que a missão de servir a comunidade é mais exigente e desafiante, fruto das novas exigências impostas pela pandemia, Carlos Amaro relembra ao mediotejo.net que a missão “será sempre o bem ao próximo” mas agora com “um cuidado especial”.

“Além dos cuidados que têm de ter com eles próprios, têm de ter um extremo cuidado com os outros. Aqui a missão será sempre o bem ao próximo, o lema é ‘vida por vida’, a disponibilidade será sempre ajudar o próximo, mas agora o ajudar o próximo carece de um cuidado especial, ajudar o próximo também carece do cuidado de se proteger a ele próprio”, diz.

No discurso de aniversário, o responsável deixou ainda o agradecimento aos associados, o “grupo de anónimos que são o âmago desta casa”, bem como às instituições que apoiam a associação, nomeadamente a Câmara Municipal. Carlos Amaro revelou ao nosso jornal que o apoio do Município tem sido “excelente”, “naquilo que tem sido a ajuda quer na manutenção das viaturas quer nos subsídios quer nas ajudas pontuais para a compra de equipamentos”.

Viatura dos Bombeiros Voluntários do Entroncamento. Foto ilustrativa: AHBVE

“Ressalvo por exemplo agora, fruto de uma candidatura, tivemos acesso a 30 mil euros do orçamento participativo que nos vai conseguir colmatar algumas falhas que temos em termos de equipamento”, anunciou.

Em tempos de pandemia, o responsável admite ao mediotejo.net que a principal dificuldade com que a associação se depara tem que ver com o acréscimo de despesas com equipamentos, a par de uma quebra na faturação. “Tudo o que é consultas médicas, transportes de doentes não urgentes, a quebra na faturação é imensa”, admite, sublinhando a importância “cada vez mais quer do apoio em termos centrais quer do apoio das várias instituições que fazem parte da nossa cidade”.

“Até agora, temos conseguido ter esse apoio e temos conseguido levar a bom porto aquilo que é o equilíbrio entre a faturação e a despesa. Não sei se vamos conseguir no futuro mas tudo faremos para isso. Obviamente temos de ter sempre uma gestão muito cuidada, muito transparente e temos obrigatoriamente de contar com todos, todas as instituições que fazem parte da proteção civil, dos nossos sócios, das empresas, de todos aqueles que efetivamente contribuem para o bem-estar da nossa comunidade”, refere o presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Entroncamento.

Áudio: Carlos Amaro, presidente da direção da AHBVE, em declarações ao mediotejo.net

Carlos Amaro destacou ainda a necessidade de incrementar o voluntariado, de modo a criar condições para o “exercício digno da atividade dos que estão e dos que chegam”.

Na cerimónia comemorativa dos 72 anos da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Entroncamento, Carlos Amaro deixou ainda um louvor ao comandante Mário Silvestre, destacando o exemplo de “rigor, dedicação e altruísmo”.

Recorde-se que Mário Silvestre, ex-Comandante Operacional Distrital de Santarém (CODIS), foi recentemente promovido a adjunto de Operações da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

Abrantina mas orgulhosa da sua costela maçaense, rumou a Lisboa com o objetivo de se formar em Jornalismo. Foi aí que descobriu a rádio e a magia de contar histórias ao ouvido. Acredita que com mais compreensão, abraços e chocolate o mundo seria um lugar mais feliz.

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