Entroncamento abre gabinete de apoio para mais de 600 imigrantes de 43 nacionalidades

Momento da inauguração do Centro Local de Apoio à Integração de Migrantes. Foto: mediotejo.net

Desde o dia 13 de outubro, os cerca de 600 imigrantes de 43 nacionalidades que escolheram o Entroncamento para viver, dispõem de um serviço de apoio.

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Neste dia foi inaugurado pela Secretária de Estado para a Integração e as Migrações, Cláudia Pereira, o Centro Local de Apoio à Integração de Migrantes do Entroncamento (CLAIM), que funciona nas instalações do Centro Empresarial (edifício em frente ao Jardim da Aranha) e é o 107º do país.

Conforme referiu o Presidente da Câmara após a assinatura do protocolo com o Alto Comissariado para as Migrações, ao contrário de outros concelhos, “o Entroncamento tem vindo a aumentar a população, e muita dessa população vem de outros países”.

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Momento da assinatura do protocolo. Foto: mediotejo.net

A Secretária de Estado enquadrou o tema a nível nacional e confirmou que “pela primeira vez em 10 anos a população portuguesa cresceu devido ao número de imigrantes”.

No caso do Entroncamento, a imigração aumentou 14 por cento entre 2018 e 2019 e estes novos moradores representam já cerca de 3 por cento da população. A maioria são brasileiros, cabo-verdianos e ucranianos. Foi a pensar nesta comunidade e numa lógica de proximidade e integração que foi criado o CLAIM.

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A formalização consistiu na assinatura de um protocolo entre o Município do Entroncamento, representado pelo Presidente Jorge Faria, e o Alto Comissariado para as Migrações, representado pelo Vogal do Conselho Diretivo, José Reis.

Jorge Faria, presidente CM Entroncamento. Foto: mediotejo.net

“É uma honra e uma alegria estar num Município que já trabalha de uma forma estruturada com imigrantes e quer trabalhar ainda melhor”, afirmou a Secretária de Estado que felicitou a presença de diversas instituições do concelho.

Para Cláudia Pereira “nós temos de tratar tão bem os imigrantes como queremos que sejam tratados os nossos emigrantes no estrangeiro”. Isto “numa altura em que crescem os discursos populistas em alguns países da Europa”.

“É importante termos este gesto solidário e contracorrente”, acrescentou, revelando que a criação deste tipo de centros tem sido elogiada por outros países europeus e vai ao encontro do Programa do Governo e do Pacto Global para as Migrações.

A Secretária de Estado destacou a importância dos imigrantes em Portugal. Disse, como exemplo, que no ano passado a Segurança Social beneficiou de 651 milhões de euros dos imigrantes, número recolhido pelo Observatório das Migrações

Foi tendo em conta esta realidade que o Governo criou pela primeira vez, há cerca de um ano, a pasta de Secretaria de estado para a Integração e Migrações.

“Os CLAIM – que já funcionam em Santarém, Almeirim, Coruche, Salvaterra de Magos, Rio Maior, Alcanena, Tomar e Abrantes (inaugurado na tarde deste mesmo dia) – têm um papel muito importante porque têm uma resposta de proximidade”, defende aquele membro do Governo.

Ali podem os migrantes ser informados ou encaminhados para ofertas de emprego, ações de formação de curta duração, integração dos filhos nos estabelecimentos de ensino e a sua integração, apoio na obtenção de equivalência escolar, formação em redes sociais, projeto crescer na cidade e criação de linha de apoio social no âmbito da Covid. Além disso, o serviço presta apoio a processos de autorização de residência, reunificação familiar, atribuição do número de segurança social, questões de habitação, educação, entre outros, e funciona em rede, em articulação com outras instituições.

“O CLAIM é um instrumento muito importante para a continuação do nosso trabalho. Somos uma comunidade de migrantes, temos origens variadas normalmente ao longo da linha de caminho de ferro. Este encontro de culturas, de diversidades, tem sido a nossa forma de viver e em vez de ser um problema, é um desafio”, afirmou o Presidente da Câmara.

Depois de salientar o aumento da população no seu Município, Jorge Faria garantiu que os migrantes são bem vindos e são elementos importantes para a comunidade. Prova disso é o acolhimento dado e as condições proporcionadas a quem chega à cidade.

O autarca considera “um projeto ambicioso integrar todas as pessoas independentemente da origem, da raça ou do credo”

A cerimónia no salão nobre terminou com a atuação de um grupo de alunos do 7º J da Escola Ruy de Andrade que integra o Agrupamento de Escolas Cidade do Entroncamento.

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