Entroncamento | A Maria precisa de um dador de medula óssea compatível

Maria é uma menina com um ano de idade a quem foi recentemente diagnosticada leucemia mielomonocitica juvenil (LMMJ), um tipo raro da doença que representa 2% a 3% das leucemias na idade pediátrica. O transplante de medula óssea é a única cura possível e os apelos para encontrar um dador compatível multiplicam-se pois as hipóteses de compatibilidade dos pais são baixas.

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O diagnóstico de leucemia mielomonocitica juvenil (LMMJ) à pequena Maria no passado dia 28 de dezembro levou Rita Mota e Miguel Rosa, colaborador do jornal Entroncamento Online, a lançarem o apelo para encontrar um dador de medula óssea compatível. A doença é extremamente rara, representando 2% a 3% das leucemias na idade pediátrica, e a quimioterapia apenas constitui um passo intermédio para o transplante.

Contactados pelo mediotejo.net, os pais da menina com um ano de idade explicaram que tomaram conhecimento da possibilidade de Maria ter leucemia no final do passado mês de novembro. O exame de medula realizado no Instituto Português de Oncologia (IPO) despistou o tipo mais comum da doença e a menina passou a ser seguida no Hospital D. Estefânia, em Lisboa, onde foi internada na véspera de Natal com uma infeção no olho.

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As análises realizadas entretanto levantaram a hipótese de Maria ter um tipo de leucemia rara ao nível dos monócitos, diagnóstico confirmado pelos resultados do novo exame de medula (mielograma). A quimioterapia está a ser avaliada pelo IPO, mas não representa a cura para a leucemia mielomonocitica juvenil, que implica um transplante de medula óssea.

Apesar da evolução do registo português de dadores o tornar no segundo maior da Europa e terceiro maior do mundo, o contributo de todos continua a ser imprescindível uma vez que, de acordo com a Associação Portuguesa Contra a Leucemia (APCL) “quando o doente não tem irmãos, ou os irmãos não são compatíveis, procura-se encontrar um dador compatível fora da família. É possível, mas é muito mais difícil. Pode ser necessário pesquisar entre 100.000, 200.000, 500.000, ou mais de 1.000.000 de dadores”.

Os registos nacionais integram uma rede global que abrange mais de 13.000.000 milhões de dadores de medula óssea, um processo que “não tem risco, nem acarreta sofrimento físico”. Os interessados em juntar-se a esta rede e seguir o lema da APCL “dê o melhor de si: salve uma vida!” podem fazer a sua inscrição aqui. A Maria e o resto do mundo agradecem.

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Sónia Leitão
Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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