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Sexta-feira, Agosto 6, 2021

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Entroncamento: A História viajou com os alunos dos Jardins de Infância (c/video)

O passado não precisou de bilhete para embarcar com os alunos dos Jardins de Infância do concelho esta quarta-feira, dia 25, na viagem de comboio organizada pelo Agrupamento de Escolas Cidade do Entroncamento. Os mais pequenos vestiram-se a rigor com trajes tradicionais e foram acompanhados por alguns avós numa experiência que ficará para a História do concelho e as suas estórias pessoais.

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Os alunos dos Jardins de Infância Sophia de Mello Breyner, António Gedeão, Zona Verde e Bonito participaram num passeio escolar simbólico na manhã desta quarta-feira, dia 25. A viagem de comboio de ida e volta até Abrantes numa composição exclusiva foi especial para as mais de trezentas crianças por se tratar da primeira experiência do género para a maioria, mas não só.

A iniciativa foi organizada pelo AECE – Agrupamento de Escolas Cidade do Entroncamento no âmbito da temática definida para o projeto educativo, “O Tempo, o Espaço e as Gentes”, e aos pequenos viajantes foi dada a oportunidade de se vestirem a rigor com trajes tradicionais inspirados nas raízes da população do concelho, encarado por muitos como um Carnaval fora de época.

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As crianças foram recebidas pela mascote infantil da CP (foto: mediotejo.net)
As crianças foram recebidas pela mascote infantil da CP (foto: mediotejo.net)

A imaginação foi mais longe e encontrámos princesas, jogadores de futebol, revisores da CP e militares. A farda verde era motivo de orgulho para um dos três alunos do JI da Zona Verde que deram, provavelmente, a sua primeira entrevista aos jornalistas. A concordância no destino, Abrantes, era evidente, ainda que as opiniões divergissem quanto ao local específico, dividindo-se entre quem defendia o castelo, o hospital ou a estação ferroviária. Ganhou o defensor da última hipótese.

As crianças com idades entre os três e os seis anos também se dividiram quanto à escolha da frequência com que se mascaram. Se uns vestem literalmente as suas fantasias de forma regular, outros aproveitaram o facto de se terem disfarçado para o passeio escolar como uma experiência preciosa em que “a mãe” foi a principal ajuda na preparação do guarda-roupa.

A viagem dos alunos foi feita numa composição exclusiva (foto: mediotejo.net)
Os alunos viajaram numa composição exclusiva (foto: mediotejo.net)

Segundo Maria Amélia Vitorino, do AECE, a iniciativa integra um ano “muito rico” de atividades e foi realizada com o objetivo de proporcionar a primeira experiência de viajar de comboio para os alunos mais novos do Agrupamento acompanhados por alguns familiares, sobretudo avós, complementada pela vivência da tradição.

Maria Claudino e António Correia são dois dos avós que aceitaram o desafio e acompanharam Carlota não só na viagem, mas também nas roupas de época. Para a avó, este tipo de atividades são importantes e a neta ficou contente “sobretudo por nos ver assim vestidos”. Uma presença viva do passado que a vereadora Tília Nunes destacou durante a viagem ao referir que só é possível perpetuar a identidade do concelho “se as crianças a experienciarem”.

Os alunos vestiram trajes tradicionais inspirados nas raízes da população do concelho (foto: mediotejo.net)
Os alunos vestiram trajes tradicionais inspirados nas raízes da população do concelho (foto: mediotejo.net)

O apoio da Câmara Municipal do Entroncamento incluiu o pagamento, parcial ou total, do bilhete às crianças mais carenciadas que integram os escalões A e B da Ação Social Escolar. Tília Nunes destacou igualmente a importância de se gerar sentimento de pertença ao afirmar “é a memória coletiva como povo da cidade do Entroncamento que está aqui em causa, dos pais, dos avós e das crianças quando forem adultos”.

A identificação com a cidade ferroviária gerada pelas viagens sobre carris foi confirmada por Maria Isabel Valente, filha de chefe de estação, que embarcou nesta experiência com um papel muito especial, o de animar os alunos ao som da pandeireta. Vítor Crispim, o marido, contribuiu com o ritmo da concertina no primeiro concerto “em público” uma vez que os ensaios apenas começaram depois da reforma da vida de ferroviário. Ambos fizeram as suas viagens e regressaram com gosto para mais uma que ficará na memória de todos.

A viagem decorreu ao som da concertina e da pandeireta
A viagem decorreu ao som da concertina e da pandeireta

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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