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Quarta-feira, Janeiro 26, 2022
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Entroncamento | A história de AnnaC numa finissage a dobrar

A finissage da exposição “The Finissage, por AnnaC” realizou-se esta quinta-feira, dia 16, na Galeria Municipal do Entroncamento. Momento de despedida num ambiente familiar a fazer lembrar festa de aniversário com a particularidade de ter como convidados as pessoas que Ana Correia (AnnaC) transformou nas personagens da história que conta nas suas obras.

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“Vocês que estão aqui são a base da minha inspiração”. A frase de Ana Correia marcou o encerramento da exposição “The Finissage, por AnnaC” com os seus trabalhos que esteve patente ao público na Galeria Municipal do Entroncamento desde o dia 4 de março. Familiares, amigos, alunos e convidados, todos se juntaram para uma despedida que a arquiteta não considera ser um momento negativo, antes pelo contrário. Para Ana Correia “cada dia deve ser vivido como o último”.

Fotos: mediotejo.net

A tradicional inauguração deu lugar à finissage, que contou com a presença de elementos dos executivos municipais do Entroncamento e Alcanena. Da cidade que recebeu os trabalhos artísticos estiveram presentes o presidente da Câmara Municipal Jorge Faria, a vice-presidente Ilda Joaquim e a vereadora Tília Nunes. O município onde cresceu e fez amizade com a pintora Maria Lucília Moita esteve representado pela vice-presidente Maria João Gomez.

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São oito os capítulos que compõem esta história de AnnaC, com início na “Mulher de Negro” surgida numa noite de insónia e contada em cerca de quadro dezenas de criações que, segundo a professora responsável pela área de Desenho na Escola Gustave Eiffel, partilham “histórias que vamos vivendo, que ficam no ar e que a História vai apanhando”.

Fotos: mediotejo.net

Histórias em que a natureza e os animais são elementos recorrentes, revelando mais um traço da artista natural de Moçambique que na década de 80 criou, em Alcanena, o grupo grupo Amigos da Vida Selvagem. Traço que não surge apenas na pintura e na escultura, materializando-se também em embalagens de sais de banho, nas “Sacolas com História” e outros artigos têxteis criados com materiais naturais/reciclados, assim como nos projetos de arquitetura em parques naturais.

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Quem é, afinal AnnaC? Ana Correia falou com o mediotejo.net sobre a personagem que salta das obras para a realidade, alertando sobre a necessidade de partilhar afetos e lutar por causas, e inspirou os manequins de cartão feitos pelos alunos com a imagem de marca da professora “cabeça-de-fósforo”. Segundo a arquiteta, ela e AnnaC são a mesma pessoa porque “somos todos personagens nas situações do nosso dia-a-dia, vamos desenvolvendo o nosso papel”.

Fotos: mediotejo.net

A exposição que começou a ganhar forma em 2015 trata-se de um “acumular de histórias e vivências” partilhadas por ela e os “atores secundários, que têm tanta ou mais importância do que o ator principal”. A mensagem resulta da sensação que tem de “transmitir algo” pois, diz, veio “a este mundo para tentar fazer alguma coisa pelos outros e só me sinto AnnaC se sentir que, mesmo que não consiga, pelo menos tentei”.

Além da publicação de um livro têxtil, o próximo capítulo da história de AnnaC inspira-se “muito nas coisas indizíveis” que, se até agora foram “buscar memória”, vão juntar-lhe no futuro a importância dos “pormenores” que passou a ver e não apenas a olhar de relance. “Detalhes” que quer desenhar como forma de mostrar “tantas coisas que não conseguimos dizer”.

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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