“Empresas e Emprego: é preciso fazer mais e melhor”, por José Rafael Nascimento

Tela de Ben Shahn, Byzantine Isometric

“Quem não economiza, agoniza.”
– Confúcio

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Todos sabemos que o trabalho, designadamente o assalariado ou por conta de outrem, constitui a principal fonte de rendimento da população activa e que, sem empresas e outras entidades empregadoras, não existem postos de trabalho. Na ausência destes, ou cresce o desemprego ou os habitantes são obrigados a emigrar para outras terras, em busca de melhores condições de vida.

Além de prosseguirem o objectivo de fixar a população, as políticas económicas municipais devem estimular o regresso dos que emigraram, assim como atrair novos residentes – de preferência qualificados e empreendedores – por via da mobilidade interna e da atracção de imigrantes. Este objectivo é estratégico porque, sem pessoas, não há desenvolvimento económico nem progresso social. Falei disto na minha crónica “Territórios em declínio: viver ou morrer”.

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É essencial, pois, que os municípios facilitem e estimulem o investimento, seja das empresas e instituições já instaladas, seja de novas unidades económicas, sociais, administrativas e culturais. As existentes merecem todo o apoio que as autarquias possam legitimamente dar, no estrito respeito pelas normas legais e éticas. E, para que surjam outras, importa que os municípios promovam o empreendedorismo e ponham em prática formas proactivas e inovadoras de incentivo e captação de novos investimentos.

É deprimente, e simultaneamente revoltante, ver património empresarial abandonado e nada ser feito para o recuperar ou requalificar. Foto: Ruínas da Companhia de Moagem de Abrantes (DR).

EMPRESAS

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Assim sendo, importa saber o que se passa com as empresas, o investimento e o emprego no nosso concelho, designadamente quando nos comparamos com a região (Centro) e a sub-região (Médio Tejo). Sublinhe-se que não estamos sós e que, em tempo de “vacas magras”, competimos acerrimamente por recursos e mercados com os municípios congéneres. Por isso, não basta melhorar, pois quando se melhora menos do que os outros tal significa, na prática, piorar, uma realidade que é frequentemente ocultada por detrás de um certo discurso demagógico.

Vejamos, então, como têm evoluído alguns indicadores da actividade económica. Nos gráficos, os números absolutos foram convertidos em índices, para permitir a sua comparação (2009 é o ano base, com o Índice 100). Os dados são da PORDATA, baseados em estatísticas do INE, estando disponíveis online. O primeiro gráfico que apresento (Fig. 2) é o das empresas existentes, mais concretamente o universo das pequenas, médias e grandes empresas não-financeiras.

Partindo da mesma posição relativa, verifica-se que a quantidade de empresas instaladas em Abrantes, no Médio Tejo e na região Centro cai na mesma proporção em todos estes três níveis de agregação, invertendo essa tendência em 2013 (o Centro) e 2014 (Abrantes e o Médio Tejo). A partir destes anos, o crescimento líquido das empresas (criação menos encerramento) é semelhante. Em 2017, o número de empresas instaladas em Abrantes, no Médio Tejo e na região Centro era de 3.140, 23.938 e 261.971, respectivamente, só esta tendo recuperado (e ultrapassado) o nível de 2009.

(Fig. 2) Evolução do índice de PME e Grandes Empresas (não-financeiras) instaladas

Quando se olha para a criação de novas empresas (Fig. 3), a tendência é semelhante, ou seja, verifica-se uma queda de 2009 para 2010, seguida de uma certa estagnação até 2012 e de um incremento do registo de novas empresas a partir de 2013 (o pico registado em 2013 na região Centro pode ser considerado um outlier). Abrantes parece estagnar a partir de 2016 – diminui a criação de novas empresas –, mas será necessário aguardar pelos dados de 2018 para perceber se a tendência é conjuntural ou estrutural. O nascimento (e morte, entre parênteses) de empresas em Abrantes, entre 2013 e 2017, evoluiu com os seguintes números: 378 (376), 425 (369), 488 (513), 483 (440) e 462 (416).

(Fig. 3) Evolução do índice de novas empresas criadas

Estas empresas recém-criadas têm, naturalmente, uma sobrevivência variável, mas é possível apurar uma taxa média que revela, globalmente, a sustentabilidade do investimento inicial. Assim, os dados disponíveis mostram que as taxas de sobrevivência a 1 ano das empresas criadas em Abrantes são sempre inferiores às taxas do Médio Tejo e do Centro, embora todas decresçam (Fig. 4). Contudo, o último ano em análise mostra uma inversão positiva desta tendência e deixa alguma esperança de que, em Abrantes, esta taxa possa aproximar-se da média da sub-região e da região.

(Fig. 4) Evolução da taxa de sobrevivência das empresas a 1 ano

Observemos, agora, o desempenho económico das empresas instaladas, medido em volume de negócios (Fig. 5). Na verdade, não basta criar e manter em actividade as empresas, é preciso que elas sejam robustas do ponto de vista comercial e produtivo, entre outros. Partindo da mesma posição em 2009 (Índice 100), constatamos que a viragem positiva se dá em 2014, após duros anos de crise que afectaram Abrantes de forma especial. Abrantes recupera em 2017 o peso produtivo que tinha na sub-região do Médio Tejo em 2009 (passou de 14,7% para 14,8%, depois de bater no fundo em 2014 com 12,3%), embora o Médio Tejo perca peso face à região Centro (passou de 11,8% para 11,0%)

(Fig. 5) Evolução do índice do volume de negócios das empresas

Verifica-se que o esforço de recuperação das empresas instaladas em Abrantes é notável, ultrapassando em 2017 o nível de 2009 e alcançando o patamar da sub-região, apesar de as empresas do Médio Tejo apresentarem um desempenho mais fraco do que as da região Centro (o volume de negócios na sub-região cresce sempre, mas menos do que na região, perdendo quota produtiva). Temos, portanto, do ponto de vista da dinâmica empresarial, um concelho e uma sub-região com uma tendência de evolução semelhante à do conjunto dos municípios que compõem a região Centro, mas mais débil.

Ou seja, Abrantes e o Médio Tejo não estão a aproveitar convenientemente as oportunidades de crescimento proporcionadas pelo fim da crise de 2011-2013 e, embora as empresas instaladas revelem um louvável esforço de recuperação e convergência, sobretudo no último ano em apreço, a dinâmica da criação de novas empresas, i.e., o empreendedorismo no concelho e na região, apresenta-se problemático, tal como o falhado modelo de atracção de investimentos adoptado por Abrantes (“Abrantes Invest”).

Se é certo que as condições fiscais, administrativas e, até, financeiras, devem ser favoráveis e não criar desnecessários empecilhos, elas já não fazem a diferença e pouco determinam a escolha do concelho onde investir. É preciso inovar nesta matéria, inspirando-se nas boas práticas de alguns territórios de referência (aquém e além-fronteiras), e estimular o movimento e dinâmica empreendedores, designadamente entre os jovens e no domínio das indústrias limpas, criativas e tecnológicas.

Por definição, as empresas são células da Economia, geradoras de emprego e riqueza, e o trabalho é (ou deverá ser) libertador e realizador do potencial humano. “Cincinnati Industries,” de William Gothard

EMPREENDEDORISMO

Em crónica que publiquei no início deste ano, intitulada “Marketing dos Territórios e as lições de Lewis Carrol”, mencionei várias iniciativas promovidas pela CIMT – Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo na área do Empreendedorismo, incluindo um “Relatório de Caracterização dos Elementos do Ecossistema Empreendedor do Médio Tejo” (Fig. 7), elaborado pela empresa de consultoria BTEN – Business Consultants.

Não conhecia, na altura, o documento (que só recentemente me foi facultado), mas já questionava: “Será isto suficiente e o mais indicado para a vasta e carecida sub-região do Médio Tejo? Quando serão conhecidos os conteúdos e os impactos concretos destas acções na transformação económica e social dos municípios abrangidos?”.

Reconheço que esperava muito mais deste Relatório (e de outra informação que contava receber da CIMT sobre esta matéria), mas evidentemente que “expectativas, cada um tem as que quer”, apesar de neste caso as expectativas corresponderem a uma legítima exigência técnica e cidadã, de que obviamente não abdico. Espero que a CIMT, agora com nova liderança, faça rapidamente o que já devia ter feito há muito, proporcionando-nos um verdadeiro diagnóstico do empreendedorismo na sub-região e, consequentemente, uma estratégia mais ambicosa.

(Fig. 7)

O “Relatório de Caracterização dos Elementos do Ecossistema Empreendedor do Médio Tejo” tem 83 páginas e descreve as entidades que, na opinião da empresa consultora, integram este ecossistema. Refere 13 câmaras municipais, 6 associações empresariais, 4 instituições do sistema científico e tecnológico, 11 estabelecimentos de ensino, 3 associações de desenvolvimento local, 11 entidades de solidariedade social (das quais 9 misericórdias) e 7 entidades diversas, públicas e privadas, de sectores tão variados como os da energia, cultura, turismo e natureza.

Sobre estas entidades, o documento informa os respectivos contactos e objecto social, referindo brevemente alguns programas que têm na área do empreendedorismo, designados por “contributos para o ecossistema”. Nada diz sobre a amplitude e profundidade desses programas, nem sobre os resultados previstos e os já alcançados. Surpreendentemente, o Relatório também ignora por completo a componente financeira, habitualmente central nos ecossistemas empreendedores, como sejam os recursos oferecidos pelo IEFP, banca, business angels, empresas de capital de risco, sistemas de incentivos ou soluções de crowdfunding.

Sem prejuízo da utilidade que possa ter este guia ou directório (parece-me mais apropriado chamar-lhe assim), faz efectivamente falta um verdadeiro Relatório que espelhe o “estado da arte” do empreendedorismo no Médio Tejo. Um documento que quantifique rigorosamente e analise criticamente o que está a ser feito para promover o empreendedorismo na sub-região, bem como os resultados já obtidos e a atingir em prazos bem definidos. 

((Fig. 8) O ecossistema empreendedor do município de Cascais (DNA), com todos os seus elementos. Um bom exemplo do que deve ser feito.

Ao que parece, isto não existe e é essencial. Aliás, nem é possível trabalhar seriamente sem este instrumento. Concretamente, é preciso auditar e saber ao certo qual o dinamismo e potencial que revela cada um dos elementos do ecossistema empreendedor acima referidos, em especial as respectivas incubadoras de negócios. É preciso divulgar quantas empresas e postos de trabalho foram criados e qual a sua taxa de sobrevivência. É preciso, também, informar qual o investimento realizado e para que finalidades, bem como o retorno obtido.

Finalmente, é preciso saber que custos são suportados por este ecossistema empreendedor, qual a sua relação com os benefícios obtidos, e que medidas de melhoria se prevêem para o aperfeiçoar e optimizar. Esta exigência não se prende apenas com a necessidade de transparência e o dever de prestação de contas, tratando-se de coisa pública. Prende-se, também, com a necessidade de garantir a eficiência (processos) e eficácia (resultados) do ecossistema empreendedor do Médio Tejo, incluindo cada um dos municípios que o integram.

E porquê? Porque ele é essencial para o sucesso da estratégia de desenvolvimento económico (será que existe?) da sub-região, isto é, para promover o surgimento de mais empresários, empresas e investimentos, os quais assegurem a criação de mais emprego, riqueza e bem-estar. Recordo aqui, a propósito, a célebre frase de James Carville, estratega da campanha presidencial de Bill Clinton, “It’s the economy, stupid!”.

O desemprego gera nos indivíduos e nas famílias uma espiral catastrófica de negativismo e empobrecimento. Imagem de Inc.

EMPREGO

Um dos objectivos prioritários do desenvolvimento económico é, certamente, o da criação de emprego, sobretudo de emprego com qualidade: efectivo e bem remunerado, com boas condições de trabalho e apoio efectivo à formação e actualização profissional. Vale a pena, pois, observar o que se passa com o emprego em Abrantes e na região, a partir de dados disponibilizados online pelo IEFP.

O gráfico do pessoal ao serviço (Fig. 10) mostra uma evolução muito semelhante ao da quantidade de empresas existentes (Fig. 2), mas com Abrantes a apresentar uma realidade menos positiva do que a da sub-região em que se insere, esta também muito abaixo da região Centro a que pertence. Por outras palavras, enquanto o Centro recuperou a quantidade de pessoal ao serviço registada no ano base (2009, Índice 100), o Médio Tejo está abaixo do ano de referência (91%) e Abrantes ainda mais (87%).

(Fig. 10) Evolução do índice do pessoal ao serviço das empresas

Em valores absolutos, o pessoal ao serviço em 2009 e 2017 passou em Abrantes de 9.086 para 7.882 trabalhadores e, no Médio Tejo, de 70.644 para 64.176. Em comparação com o território de pertença, o peso de Abrantes no Médio Tejo passou de 12,9% para 12,3% (batendo no fundo em 2014, com 12,0%) e o peso do Médio Tejo na região Centro passou de 10,0% para 9,0%.

Procurei, adicionalmente, fazer uma análise mais detalhada e actualizada da realidade do emprego em Abrantes, comparando-a com a dos municípios de Tomar e Torres Novas (semelhantes em dimensão populacional e igualmente pertencentes ao Médio Tejo), e também de Ponte de Sor (por ser vizinho de Abrantes, a Sul, e revelar um desenvolvimento interessante).

Na sequência dos dados acima sobre a dinâmica da actividade empresarial, começo por apresentar o gráfico da evolução da oferta de emprego, registada nos respectivos Centros de Emprego, nos meses seleccionados como amostra (Janeiro e Junho), entre 2016 e 2018 (Fig. 11). Verifica-se que o concelho de Abrantes é aquele cuja evolução é mais débil, mantendo uma constância que, metaforicamente, lembra uma quase ausência de batimento cardíaco.

(Fig. 11) Evolução do índice de ofertas de emprego registadas nos Centros de Emprego

Observando agora a evolução dos desempregados inscritos nos Centros de Emprego e partindo de uma base comum (ano base 2019, Índice 100), verifica-se uma maior redução nos concelhos de Ponte de Sor e Torres Novas (Fig. 12). Esta redução não é explicada pelo IEFP, mas é de supor que compreende tanto a absorção por via da empregabilidade, onde se verificaram ofertas, como a desinscrição por emigração, desistência ou outros factores não relacionados com oportunidades de emprego.

(Fig. 12) Evolução do índice de desempregados registados nos Centros de Emprego

Em Junho de 2019, estavam inscritos nos Centros de Emprego de Abrantes, Tomar, Torres Novas e Ponte de Sor, respectivamente 1.242, 788, 590 e 386 desempregados. Estes números são significativamente mais baixos do que os inscritos em Janeiro de 2016, a saber: 1.914, 1.320, 1.370 e 999. Contudo, como se verá adiante, esta diminuição não é completamente explicada pelas ofertas de emprego recebidas e colocações efectuadas pelos referidos Centros de Emprego.

Um outro indicador, esclarecedor da realidade do desemprego, é o número de inscritos no IEFP em 1º emprego (Fig. 13). De novo, Torres Novas e Ponte de Sor são os municípios que apresentam uma evolução mais positiva, com uma diminuição mais significativa de inscrições em 1º emprego. Em números absolutos, inscreveram-se em 1º emprego, no mês de Junho do corrente ano, 129, 98, 67 e 34 desempregados, respectivamente nos concelhos de Abrantes, Tomar, Torres Novas e Ponte de Sor.

(Fig. 13) Evolução do índice de inscrições em 1º emprego, nos Centros de Emprego

Para se ter uma ideia mais concreta e pormenorizada, e a título de indicadores, veja-se este quadro do registo de inscrições, colocações e ofertas de emprego – soma dos seis meses seleccionados como amostra, entre Janeiro de 2016 e Junho de 2018 – nos quatro municípios em análise:

(Fig. 14 ) Com percentagens de colocação tão baixas, como se explica a redução dos desempregados inscritos nos Centros de Emprego?

Mesmo considerando algum desfasamento temporal entre ofertas, inscrições e colocações, a percentagem de colocação de desempregados inscritos é extremamente baixa, sobretudo em Abrantes e Tomar, ficando também as colocações abaixo das ofertas de emprego recebidas, designadamente em Abrantes e Torres Novas. Tendo em conta o tecido empresarial que possui –  em 2017 existiam em Abrantes, Tomar, Torres Novas e Ponte de Sor, respectivamente 3.140, 3.873, 3.384 e 1.672 pequenas, médias e grandes empresas (não-financeiras) –, a oferta de  emprego em Abrantes deve ser considerada exígua.

Dos três municípios do Médio Tejo considerados, Abrantes é aquele que regista um número mais elevado de desempregados inscritos nos respectivos Centros de Emprego, apesar de a sua dimensão populacional ser idêntica ou inferior aos demais. Em Junho de 2019, os desempregados inscritos em Abrantes, Tomar e Torres Nova eram 1.242, 788 e 590, para uma população de 35.377, 36.902 e 34.970 habitantes, respectivamente (estimativa para o final de 2018).

Conclui-se, portanto, pelos dados apresentados, que a criação de emprego em Abrantes – e consequente redução do desemprego –, se revela pouco dinâmica. É assim uma espécie de “poucochinho”, sem iniciativas que se vejam, sérias e arrojadas, de combate ao flagelo do desemprego e de criação de riqueza e bem-estar. O que, como já referi, tem custos sociais elevados para cada pessoa e família afectada, não incentiva o regresso de quem emigrou, não fixa os actuais habitantes e não atrai novos residentes.

“Desempregados”, pintura de Ben Shahn

Como disse um dia Harry Truman, “É uma recessão quando o seu vizinho perde o emprego; é uma depressão quando é você a perdê-lo”. Importa, pois, que os municípios – individualmente e na sua comunidade intermunicipal – definam políticas económicas e empreendedoras, de captação de investimento e criação de emprego, que contrariem o declínio sócio-económico e a desertificação humana, sobretudo nos territórios de maior interioridade, como é o caso de Abrantes e de outros concelhos do Médio Tejo.

Para tal, devem desenvolver estratégias apropriadas que se traduzam em planos de marketing territorial exigentes e sustentáveis, amplamente participados, debatidos e consensualizados. De pouco serve continuar a ignorar, martelar, dourar ou seleccionar convenientemente os dados estatísticos, pois a realidade é a que é, e todos a observam e sentem no dia-a-dia. Os números são úteis para compreender melhor a realidade e, a partir desse conhecimento, procurar fazer mais e melhor pela sociedade, não para justificar o injustificável.

O autor não segue as regras do novo acordo ortográfico.

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