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Quinta-feira, Julho 29, 2021

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Trincanela

Empresa refuta acusações da Quercus e mostra autorização para abate de sobreiros em Tomar

A empresa acusada pela Quercus de ter “destruído uma área de floresta mediterrânica” em Tomar refuta “liminarmente” qualquer abate ilegal de árvores, mostrando documentos que atestam a autorização para corte de sobreiros “decrépitos, doentes e secos”.

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Michael Pereira, encarregado da Madeiras Afonso, disse à agência Lusa não compreender as acusações contidas no comunicado divulgado na quarta-feira pela associação ambientalista, que, no seu entender, revelam desconhecimento e contradições, querendo a empresa promover uma reunião “com todas as partes”, incluindo com as entidades que autorizaram e verificaram o abate de árvores, por várias vezes, no terreno, situado em Porto de Cavaleiros, no concelho de Tomar, distrito de Santarém.

Mostrando toda a documentação do processo, Michael Pereira afirmou que o abate de 55 sobreiros, “decrépitos, doentes e secos”, conforme atestado pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), ocorreu dentro do prazo concedido (de 20 de abril de 2016 a 20 de abril de 2017), não tendo sido necessário o alargamento de seis meses que havia sido solicitado.

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O responsável acrescentou que os trabalhos a que eventualmente a Quercus se refere respeitam à remoção da matéria orgânica “sobrantes”, a que a empresa está obrigada.

Segundo Michael Pereira, entre 29 de maio e 02 de junho, a empresa iniciou os trabalhos de abate e corte de eucalipto, para o qual não é necessária comunicação nem a obtenção de licenças.

A 31 de maio, depois de recebida a devida autorização, foi iniciado “o corte do pinho, choupo, acácia e remoção de silvados, bem como a apanha e limpeza dos sobrantes do sobro que tinham ficado no terreno”.

“Durante esse período de tempo fomos abordados por equipas da GNR e pelo ICNF, às quais foi entregue a documentação solicitada. Ainda submetemos prazo de extensão de trabalhos, contudo, e pelas quantidades serem reduzidas, conseguimos concluir até ao dia 02 de junho”, declarou.

O responsável da Madeiras Afonso, afirmou que os “trabalhos e limpezas” em curso visam “a remoção de carga térmica e matéria orgânica visto as áreas envolventes estarem povoadas e de existir um risco elevado de incêndio naquela zona”.

Quanto à declaração da Quercus de que “comprovou que no local estava uma escavadora giratória a arrancar os cepos dos sobreiros e medronheiros para destruir as provas do crime”, Michael Pereira assegura que tal “é impossível”, pois os cepos estão “todos no terreno e apenas foi efetuado destroçamento de pinho e eucalipto”.

“A única zona de montado de sobro da propriedade restringe-se às áreas envolventes à via principal que atravessa a propriedade e estradas secundárias e o mesmo foi mantido e será preservado bem como será reflorestado pela mesma espécie em áreas de menores adensamentos”, frisou.

Quanto ao apelo da Quercus para que não seja autorizada nesta área uma nova plantação de eucaliptos, afirmou que a possibilidade é colocar pinho, “visto ser o forte da empresa a transformação e tratamento dessa mesma madeira, tal como é possível verificar” pelo seu histórico.

“Esta é uma empresa certificada. Temos o máximo cuidado e todo o interesse em esclarecer esta situação”, afirmou.

Agência de Notícias de Portugal

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