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Sábado, Julho 31, 2021

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Empresa Celtejo antecipa investimento para melhorias das descargas no Tejo – Governo

O Ministério do Ambiente confirmou hoje a antecipação e a execução de investimento da Celtejo, entre outras empresas, entidades e autarquias, na melhoria dos problemas que afetam o Tejo, em resposta enviada aos deputados do BE.

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Na resposta aos deputados Carlos Matias e Jorge Costa, que questionaram a tutela sobre o que fizeram as empresas identificadas e notificadas em 2015 para melhorar os seus procedimentos ambientais, o Governo refere que a Celtejo, empresa de Vila Velha de Ródão (distrito de Castelo Branco) que tem sido alvo de críticas, vai antecipar o calendário de investimento na estação de tratamento de águas residuais (ETAR).

Além disso, o programa de monitorização das descargas da empresa foi revisto, devendo a nova versão início neste mês de abril.

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“Os investimentos previstos pela empresa na otimização do funcionamento da ETAR decorrerão antes do período mencionado (2019-2020) e de modo a garantir a redução de cargas poluentes no meio hídrico durante o período de validade da licença de descarga em vigor, válida até 2018”, pode ler-se no documento, a que a Lusa teve hoje acesso.

Na resposta aos deputados do BE, o Governo refere que a Celtejo “prevê ainda o investimento numa nova caldeira de recuperação, que permitirá uma redução de caudal e de carga orgânica nos efluentes setoriais”.

Questionado sobre a possibilidade de abrir o acesso público, em tempo real, aos dados de monitorização em contínuo das descargas da Celtejo, o Governo refere que o processo está “em análise”.

A responsável da Administração da Região Hidrográfica do Tejo (ARH Tejo) Gabriela Moniz, já havia referido à Lusa, na segunda-feira, que o primeiro plano de desempenho ambiental apresentado pela empresa Celtejo, fábrica de pasta de papel da Altri, no final de 2015, não foi aceite.

“Tinha [o plano] uma dilação no tempo para implementar a otimização do funcionamento de uma estação de tratamento de águas residuais, que achamos muito dilatado e pedimos para encurtar”, sustentou.

A responsável indicou que a ETAR “tem que estar em funcionamento entre o segundo semestre de 2017 e o primeiro de 2018”, de modo a garantir que no final de 2018 as reduções que estão previstas na licença de descarga sejam garantidas.

O deputado do PSD Duarte Marques disse hoje à Lusa que a empresa “dá o exemplo e antecipa em quatro anos um investimento de cerca de 80 milhões de euros para reduzir os impactos ambientais da sua produção e melhorar eficiência da empresa”.

Para o social-democrata, a antecipação desde investimento “dá uma enorme esperança a todos os que lutam pelo rio Tejo, mas revela também que algumas empresas estão dispostas a ser parte da solução e não do problema”.

Na resposta aos deputados do BE, o Ministério do Ambiente refere ainda que, relativamente às entidades notificadas que já executaram as medidas indicadas, a Centroliva “deu integral cumprimento às determinações constantes do mandado”.

“A Câmara Municipal de Vila Velha de Ródão tem previsto um investimento para construção de uma solução para o tratamento e encaminhamento dos efluentes da zona industrial, tendo de assegurar, até à entrada em funcionamento da mesma, a recolha e encaminhamento adequado da totalidade dos efluentes produzidos”, acrescenta.

Sobre as ETAR denominadas Fossa de Ortiga, em Mação, da responsabilidade das Águas de Lisboa e Vale do Tejo, o Governo sublinha que o procedimento para o concurso da empreitada de remodelação “tem sofrido atrasos por questões processuais”-

Contudo, a Câmara de Mação “cumpriu a medida, tendo a descarga da fossa do parque de campismo municipal sido eliminada”.

O documento aborda ainda a Convenção de Albufeira, documento que regula a gestão da bacia hidrográfica do Tejo entre Portugal e Espanha.

“Face às alterações das condições naturais, é intenção do ministério rever o que foi acordado para que os acordos entre os dois países se adaptem às alterações climáticas”, adianta.

 

Agência de Notícias de Portugal

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