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Segunda-feira, Agosto 2, 2021

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LEGISLATIVAS: Dupla votação na freguesia de Riachos, Torres Novas

O dia de hoje é de dupla votação para os 4.328 eleitores de Riachos, no concelho de Torres Novas, uma vez que elegem também os órgãos autárquicos de freguesia.

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Em Riachos, a eleição intercalar foi provocada pela renúncia de mandato da totalidade dos membros da lista mais votada em 2013.

Convocadas por despacho do secretário de Estado da Administração Local datado de 23 de julho, na sequência da renúncia apresentada por todos os elementos (efetivos e suplentes) da lista do GRUPPO (Grupo de Riachenses Unidos Pelo Povo), as eleições intercalares para a assembleia de freguesia decorrem em simultâneo com as eleições legislativas.

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Às eleições intercalares deste domingo concorrem três partidos – Bloco de Esquerda, liderado por João Luz; PS, que tem José Júlio Ferreira como cabeça de lista; e CDU, encabeçada por Carina Fernandes. O grupo de independentes que conquistou a freguesia em 2013, liderado por Alexandre Simas, não volta a candidatar-se.

A decisão de convocar para hoje eleições intercalares em Riachos foi anunciada pela Comissão Nacional de Eleições em 31 de julho, na sequência de um despacho do secretário de Estado da Administração Local, António Leitão Amaro.

Segunda maior freguesia das 10 que integram o concelho de Torres Novas, no distrito de Santarém, Riachos (cuja sede é a única vila do concelho) tinha 5.247 habitantes nos censos de 2011, contando com 4.328 eleitores inscritos.

Às eleições intercalares de domingo concorrem três partidos – Bloco de Esquerda, liderado por João Luz; PS, que tem José Júlio Ferreira como cabeça de lista; e CDU, encabeçada por Carina Fernandes. O grupo de independentes que conquistou a freguesia em 2013, liderado por Alexandre Simas, não volta a candidatar-se.

Alexandre Simas disse à Lusa que as divergências com a Câmara Municipal quanto à delegação de competências foram “a gota de água” num relacionamento que ao longo de dois anos se revelou difícil e que o fez sentir-se “completamente impotente”.

Riachos foi a única freguesia do concelho que não aceitou o valor proposto pela Câmara Municipal para os acordos de delegação de competências e, segundo o presidente demissionário, do acordo verbal alcançado com o vice-presidente do município resultou uma minuta que não espelhava a pretensão da freguesia.

“Riachos tem mais de 5.000 habitantes e é uma vila completamente abandonada”, disse, declarando que, no seu entendimento, não tendo havido acordo, o município deveria ter assumido a realização das obras necessárias na freguesia.

“Dois dias depois do anúncio da demissão, chegou uma brigada como nunca visto”, lamentou, adiantando que a freguesia não tem património ou monumentos – apenas um museu agrícola -, mas tem pessoas e coletividades com grande dinamismo, de que são prova as duas companhias de teatro, sem que, por exemplo, exista um espaço para a realização de espetáculos.

Uma das obras que gostaria de ter realizado era a recuperação da Casa do Povo, que ficaria “um brinco” com um investimento de 200.000 euros, bastante inferior aos três milhões do projeto do município de construção de uma Casa da Cultura, disse à Lusa, lamentando que a Câmara Municipal considere uma “grande obra” a colocação de alcatrão que “andou 20 anos a prometer”.

O presidente da Câmara Municipal de Torres Novas, Pedro Ferreira (PS), disse à Lusa não compreender os motivos que levaram à demissão de Alexandre Simas e de toda a sua equipa, pois entende que uma divergência que se traduz numa verba de 15.000 euros (entre o atribuído no acordo de delegação de competências e o defendido pela freguesia) “não era motivo suficiente para pedir a renúncia”.

O autarca lamenta que Alexandre Simas não tenha valorizado a intervenção realizada na Costa Brava (pavimentação), a primeira obra deste mandato que, disse, resultou da auscultação que fez junto das populações do concelho durante a campanha eleitoral para as autárquicas de 2013.

“Tenho que respeitar a decisão que tomou [de renunciar]. Alguma coisa o fez tomar essa posição”, declarou.

O executivo que resultar da eleição de domingo irá cumprir o tempo que falta de mandato, até às eleições de 2017.

 

Agência de Notícias de Portugal

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