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Segunda-feira, Agosto 2, 2021

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Educação: Deputados do PSD em Abrantes e Tomar para ver problemas das escolas

A falta de assistentes operacionais nas escolas, um problema que está a afetar grande parte dos estabelecimentos de ensino do país, foi uma das questões analisadas pelos deputados do PSD eleitos pelo distrito de Santarém, Nuno Serra e Duarte Marques, que esta manhã, dia 20 de setembro, visitaram o Agrupamento de Escolas Nuno de Santa Maria, em Tomar, e o Agrupamento de Escolas nº 2 de Abrantes.

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Foi à porta da Escola Secundária Dr. Manuel Fernandes, em Abrantes, que Duarte Marques e Nuno Serra, acompanhados pelo presidente da concelhia do PSD de Abrantes, Rui Santos, fizeram o balanço da visita efetuada a dois agrupamentos de escolas da região do Médio Tejo: um em Tomar e outro em Abrantes.

Na ocasião, Duarte Marques começou por salientar a dificuldade que os diretores das escolas tiveram em preparar o arranque do ano letivo que, este ano, aconteceu mais cedo. “Era preferível o Governo ter feito como no ano passado, em que as aulas começaram mais tarde e isso deu mais tempo aos professores e diretores de prepararem o arranque e fazerem o seu planeamento”, destacou o deputado do PSD eleito pelo distrito de Santarém.

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Depois de visitarem Agrupamento de Escolas Nuno de Santa Maria em Tomar, os deputados do PSD estiveram na Escola Secundária Dr. Manuel Fernandes, em Abrantes Foto: mediotejo.net
Depois de visitarem Agrupamento de Escolas Nuno de Santa Maria em Tomar, os deputados do PSD estiveram na Escola Secundária Dr. Manuel Fernandes, em Abrantes Foto: mediotejo.net

Outro problema que está a afetar a grande parte das escolas do país é a falta de assistentes operacionais: “se já havia uma falta de assistentes operacionais e técnicos, com as 35 horas isso agravou-se ainda mais, não há recursos humanos e revela-se uma medida do Governo populista mas que vem prejudicar o ambiente nas escolas e sobretudo em agrupamentos que têm mutas unidades”, destacou Duarte Marques.

Ao mediotejo.net, Alcino Hermínio, diretor do Agrupamento de Escolas nº 2 de Abrantes, explicou que o Agrupamento está a funcionar com o mínimo de funcionários e que seriam precisos mais seis assistentes operacionais. “Para ficarmos numa situação menos dramática”, afirmou.

“Estamos, no mínimo, numa situação que não nos permite deslocar funcionários de uma escola para a outra”, explicou Alcino Hermínio que, questionado pelo mediotejo.net, informou que foram deslocados temporariamente funcionários para a Escola do Tramagal durante os próximos meses até a situação de falta de assistentes ser resolvida.

O diretor do Agrupamento de Escolas nº2 de Abrantes referiu que tem dado a conhecer este problema da falta de funcionários ao Ministério da Educação mas que a resposta que é dada é sempre negativa, “seja por parte deste Governo, seja dos anteriores”, argumentado a Portaria que define o número de assistentes operacionais por escola.

No entanto, defende Alcino Hermínio, esta legislação não se adapta à realidade das escolas e também não é flexível no que diz respeito às situações de falta de saúde comprovada por parte de alguns funcionários para desempenhar determinadas tarefas.

Esta situação de falta de funcionários a continuar poderá, no limite, levar ao encerramento de alguns serviços das escolas para que os funcionários possam colmatar as necessidades de outras escolas do agrupamento, explicou Alcino Hermínio ao mediotejo.net.

“O Governo vai ter de contratar mais gente para suprir as necessidades porque há escolas onde, se faltar um ou dois funcionários, a escola tem de fechar”, destacou o deputado do PSD Duarte Marques.

Duarte Marques parabenizou a cidade de Abrantes que “tem várias entidades, além da própria Câmara Municipal que o faz, associações de pais e associações culturais que pagam assistentes operacionais ajudando a minimizar aquilo que o Governo não resolve”.

30 mil euros em dívida do POCH

Outra das preocupações ouvidas pelos deputados do PSD nas escolas de Tomar e Abrantes foi o facto de, desde setembro do ano passado, “não há um pagamento do POCH, ou seja, as escolas devem dinheiro a alunos, a professores, a vários serviços porque as escolas não foram ressarcidas desse valor”.

O Agrupamento de Escolas Nº 2 de Abrantes precisa de ter mais seis funcionários para ficar "numa situação menos dramática" Foto: mediotejo.net
O Agrupamento de Escolas Nº 2 de Abrantes precisa de ter mais seis funcionários para ficar “numa situação menos dramática” Foto: mediotejo.net

“O que está em dívida neste momento, só na Escola Dr. Manuel Fernandes, em Abrantes, são verbas acima dos 30 mil euros, e isso é preocupante porque afeta a economia das pessoas porque há famílias que tiveram de canalizar dinheiro para isto e não foram ressarcidas, mas este é um mal geral dos fundos comunitários deste Governo”, referiu Duarte Marques.

A falta de equipamento informático, quer no 1º ciclo, quer no 2º e 3º ciclos, no Agrupamento de Escolas nº 2 de Abrantes, foi outra das preocupações ouvidas pelos deputados do PSD. “Uma escola destas, nova, acaba por estar diminuída em relação a outras relativamente ao material que tem e a escola tem essa intenção de resolver esse problema o mais depressa possível. Hoje em dia, com as novas metas, não faz sentido esta escola continuar sem este tipo de material que é fundamental para que haja mais sucesso escolar”, salientou o deputado do PSD.

O número elevado de alunos por turma foi outra das constatações retiradas da visita desta manhã às escolas de Tomar e Abrantes.

No final, Duarte Marque salientou ainda que “a escola pode contar com os deputados do PSD para tentar impedir que venham a demolir a antiga residência da escola”.

Entrou no mundo do jornalismo há cerca de 13 anos pelo gosto de informar o público sobre o que acontece e dar a conhecer histórias e projetos interessantes. Acredita numa sociedade informada e com valores. Tem 35 anos, já plantou uma árvore e tem três filhos. Só lhe falta escrever um livro.

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