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Sábado, Julho 24, 2021

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Educação: Bancos de Livros ajudam famílias a diminuir despesas escolares

Os bancos de livros permitem a troca gratuita de manuais escolares, uma medida que ajuda as famílias a diminuir as despesas escolares no início de cada ano letivo. Ou seja, num banco de livros escolares, qualquer cidadão pode deixar os manuais escolares usados e pode levar aqueles de que necessita para os seus filhos e educandos. Numa altura do ano que representa despesa extra e muito significativa para as famílias com crianças em idade escolar, o mediotejo.net dá-lhe a conhecer alguns bancos de livros existentes na região do Médio Tejo onde se pode dirigir para ter manuais usados a custo zero.

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A pesquisa que o mediotejo.net fez sobre bancos de livros escolares usados levou-nos, primeiramente, até à Associação Vidas Cruzadas, em Abrantes. Esta associação de desenvolvimento pessoal e comunitário, com sede no Tramagal, tem a funcionar o seu Banco de Livros Escolares desde 2012.

“Tendo em conta as dificuldades dos pais e encarregados de educação em fazer face às inúmeras despesas inerentes ao percurso escolar dos seus filhos, decidimos avançar com esta ação de apoio à comunidade. O objetivo é reutilizar os manuais escolares, partilhando os livros que já não são necessários a uns mas que poderão ser a outros”, explicou-nos Vânia Grácio, presidente da direção da Associação Vidas Cruzadas.

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A troca de livros é feita gratuitamente nas instalações da Associação Vidas Cruzadas, no edifício S. Domingos, em Abrantes, e para conseguir um maior número de livros usados, esta associação tem feito recolhas de livros usados nos hipermercados de Abrantes e Tramagal.

Cartaz do Banco de Livros Escolares da Associação Vidas Cruzadas, do concelho de Abrantes Foto: Associação Vidas Cruzadas
Cartaz do Banco de Livros Escolares da Associação Vidas Cruzadas, do concelho de Abrantes Foto: Associação Vidas Cruzadas

Quando questionada sobre a procura que este Banco de Livros Escolares tem tido por parte da comunidade, a responsável pela Associação Vidas Cruzadas refere que “as pessoas têm aderido e temos conseguido dar resposta”, no entanto salienta que “no anterior ano letivo, os manuais foram alterados e o novo acordo ortográfico também não ajudou a que esta iniciativa tivesse ainda mais sucesso”. “No entanto, têm saído centenas de livros que aliviam a carteira dos pais/ encarregados de educação”, destaca Vânia Grácio.

“A Associação não é proprietária dos manuais escolares, serve apenas de intermediária na troca entre as duas partes”, salienta Vânia Grácio que explica ainda que “os manuais que já não podem ser utilizados, são entregues nas instalações do Banco Alimentar para que o papel seja “convertido” em alimentos”. “Esta iniciativa tem assim um duplo sentido de responsabilidade e solidariedade”, conclui a presidente da direção da Associação Vidas Cruzadas.

A troca de livros escolares pode ser efetuada entre as 9h30 e as 18h (dias úteis) no Espaço Vidas Cruzadas, localizado no Edifício S. Domingos, em Abrantes.

Fátima, Ferreira do Zêzere, Minde, Tomar e Torres Novas também têm bancos de livros

Através do movimento nacional Reutilizar.org, também em Fátima Ferreira do Zêzere, Minde, Tomar e Torres Novas os cidadãos podem ter acesso ao serviço gratuito de troca de manuais escolares usados.

O banco de livros da rede Reutilizar – Movimento pela reutilização dos livros escolares, “é um movimento de cidadãos que promove a criação e divulgação de bancos de recolha e partilha gratuita de livros escolares em todo o País”, foi criado pelo explicador de matemática do Porto, Henrique Trigueiros Cunha, no verão de 2011 e que conta já com cerca de 200 locais espalhados pelo país e ilhas.

“O objetivo único deste movimento é tornar a reutilização de livros escolares uma prática Universal em Portugal”, refere o movimento na sua página na internet que acrescenta que “todos os Bancos aderentes ao movimento Reutilizar.org partilham o mesmo princípio de gratuitidade, não havendo qualquer custo associado”.

Assim, na região do Médio Tejo, quem quiser entregar os manuais escolares usados que tenha em casa e já não necessite e todos aqueles que precisarem de livros poderão dirigir-se a um destes bancos de livros: em Fátima, o único do Médio Tejo que se encontra aberto todo o ano, na Gil e Mendes, localizado na Estrada de Minde, 718; em Ferreira do Zêzere, na Biblioteca Municipal Dr. António Baião; em Minde, na Associação dos Bombeiros Voluntários; em Tomar, que conta com dois bancos de livros da rede Reutilizar, um na Biblioteca Municipal e outro na Intervalo de Ideias, na Alameda 1º de março; e em Torres Novas, no Centro de Ocupação Juvenil na E.B.S Artur Gonçalves.

Escolas têm bancos de livros

A reutilização dos manuais escolares é prática durante a escolaridade obrigatória em muitos países europeus, como a Dinamarca, Finlândia, França, Noruega, Reino Unido e Suécia, onde os livros são distribuídos gratuitamente pelos governos ou escolas a todos os alunos, que os têm de devolver no final do ano letivo.

Alunos abrangidos pela cedência de livros no âmbito da Ação Social Escolar terão de devolver os livros no final do ano letivo, e em bom estado. Foto: mediotejo.net
Alunos abrangidos pela cedência de livros no âmbito da Ação Social Escolar terão de devolver os livros no final do ano letivo, e em bom estado. Foto: mediotejo.net

Em Portugal, a criação de um sistema de empréstimo e reutilização de manuais escolares em todas as escolas e acessível a todos os alunos está prevista há já dez anos, através da Lei nº47/2006. A par com esta legislação de 2006, o Estado decretou, em 2012 (Artigo 7º do Desacho 11886 A/2012), que “o apoio a conceder ao aluno para manuais escolares, no âmbito da Ação Social Escolar (ASE) e de acordo com o escalão que integra, é sempre feito a título de empréstimo, ocorrendo a comparticipação para a aquisição de novos manuais só depois de esgotado o recurso à bolsa de manuais escolares”.

Ou seja, a escola deixa de reembolsar os pais dos alunos abrangidos pela Ação Social Escolar com o valor da compra dos manuais escolares e passa a disponibilizar os manuais escolares usados que tenha no seu banco de livros. Só quando não haja livros no banco, a escola comprará livros novos. Livros esses que, segundo a mesma legislação, define que no final do ano os alunos têm de entregar à escola esses mesmos manuais nas condições em que os receberam, sob pena de perderem o apoio da Ação Social Escolar.

Ao mediotejo.net, Jorge Costa, diretor do Agrupamento de Escolas nº 1 de Abrantes, explicou que a escola tem o banco de livros previsto na Lei, que vai sendo alimentado pelos alunos que já não necessitam de livros e pelos alunos que têm escalão (A ou B). “O nosso banco de livros abarca quase a totalidade dos alunos com dificuldades económicas”, salientou o diretor Jorge Costa reforçando que “todos os livros têm de ser entregues no final do ano letivo e caso sejam entregues danificados, os alunos perdem direito a receber livros no ano letivo seguinte”.

“Todos os livros pagos pelo Ministério da Educação são a título de empréstimo para rentabilizar recursos”, concluiu este responsável.

Entrou no mundo do jornalismo há cerca de 13 anos pelo gosto de informar o público sobre o que acontece e dar a conhecer histórias e projetos interessantes. Acredita numa sociedade informada e com valores. Tem 35 anos, já plantou uma árvore e tem três filhos. Só lhe falta escrever um livro.

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1 COMENTÁRIO

  1. Tenho livros escolares do primeiro ano ao quinto.Mas são de escola pública,mas não sei o que fazer com eles. tenho dó de colocar no reciclável e agora vou mudar e não tenho onde guardar

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