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Quinta-feira, Agosto 5, 2021

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“E você, promulgaria o orçamento para injetar 3 mil milhões no BANIF?”, por Helena Pinto

Estamos em campanha eleitoral para a Presidência da República. É uma eleição muito importante. Vamos votar para escolher aquela ou aquele que ocupará o Palácio de Belém durante os próximos 5 anos.

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E a Presidência da República não é apenas um símbolo, nem sequer é um mero árbitro, na minha opinião. É um órgão de soberania, onde as suas escolhas têm reflexos na vida de todos nós. Os mandatos de Cavaco serão até um bom exemplo disso, pela negativa. Até na forma como atrasou o início desta campanha, deixando o país sem governo durante 51 dias, após as legislativas, levou a que a dinâmica das presidenciais demorasse a arrancar.

Marisa Matias, candidata que apoio, declarou que não promulgaria o Orçamento Retificativo que possibilita a entrada direta de perto de 3 mil milhões de euros dos contribuintes para salvar o BANIF. É uma posição cheia de significado e destaca-se das posições assumidas por outros candidatos e candidata.

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Não é por acaso que a situação do BANIF e o orçamento retificativo do ano de 2015 têm estado presente em todos os debates entre os candidatos/as. O sistema financeiro está no centro do debate político e, infelizmente, das nossas vidas. Os recursos aplicados nos bancos são recursos retirados ao Estado Social.

Já ouvi vários argumentos defendendo a inevitabilidade da promulgação do orçamento retificativo … e todos me parecem insuficientes. Estamos a falar de dinheiro público que se vai perder no sorvedouro da banca privada, nas teias da má gestão, da fraude. A devolução deste importante diploma à Assembleia da República não seria um mero compasso de espera pela sua confirmação. Seria, isso sim, um devolver da discussão ao Parlamento e não só, devolver aos cidadãos e cidadãs. Seria um momento para refletir e para corrigir uma posição, que, ainda por cima, não era a preferencial para o Governo, que, como sabemos, herdou este problema, escondido e adiado pelo PSD/CDS e pelo Governador do Banco de Portugal.

Não precisamos de um presidente da república que diz tudo e o seu contrário consoante a situação e os interlocutores. O comentador Marcelo Rebelo de Sousa queria fazer uma campanha sem contraditório, uma espécie de prolongamento do comentário domingueiro. Não é isso que está a acontecer.

Importa saber o que pensa e como atuará a/o futuro Presidente. Com clareza, frontalidade e responsabilidade. Agora é a sério, está em causa o voto dos portugueses e portuguesas.
Pense qual seria a sua decisão: assinava um diploma que coloca no BANIF 3 mil milhões de euros dos contribuintes no BANIF? Será um bom ponto de partida para escolher em quem votar no dia 24 de Janeiro.

Helena Pinto, vive na Meia Via, concelho de Torres Novas. Tem 58 anos e é Animadora Social. Foi deputada à Assembleia da República, pelo Bloco de Esquerda de 2005 a 2015. É atualmente Vereadora na Câmara de Torres Novas.
Escreve no mediotejo.net às quartas-feiras.

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