“E viva a Espanha”, por Vasco Damas

Foto: Efraimstochter, Pixabay

No meio da confusão provocada pela emoção mundial dos golos do Cristiano, quase passou despercebido o “golo de placa” que a Espanha marcou pela equipa da dignidade humana.

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Atitude politicamente correta ou assinatura de mudança de paradigma do novo governo espanhol, é o que ainda vamos perceber, mas para já, este golo já ganhou um mundial.

Pelo menos o mundial da vida pela qual lutavam os 629 migrantes resgatados pelo “Aquarius” em vários pontos do Mediterrâneo, que foram tratados como raça inferior pelos governos de Itália e de Malta.

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Vidas desprezadas e menosprezadas no meio de um jogo indigno do empurra com argumentos baixos e desumanos, porque uma vida não pode em momento algum ser menos importante que a confirmação das operações de salvamento terem ocorrido numa zona marítima coordenada por Roma.

O governo italiano limita-se a confirmar aquilo que já sabíamos. Uma ameaça à unidade europeia e aos direitos humanos, que suponhamos serem inalienáveis em países desenvolvidos.

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A falta de liderança e de um projeto de bem coletivo dentro da União Europeia tem criado fragilidades internas e este é apenas um reflexo daquilo que certamente estará para chegar.

Felizmente, para lá desta Itália e no meio do ressurgimento de um cada maior sentimento de movimentos nacionalistas, sem que o esperássemos e quase como uma luz ao fundo do túnel que nos devolve a esperança perdida no meio da desagregação e desintegração dos valores mais básicos da humanidade, aparece uma nova Espanha.

Espanha que vinha dando sinais internos de segregação e xenofobia, e não, não me refiro à Catalunha, dá agora uma lição mundial de humanidade.

É apenas um gesto simbólico que precisa ser replicado para poder ser confirmado, mas as grandes caminhadas começam com pequenos passos e a atitude nobre de Espanha devia fazer corar de vergonha, Itália e Malta. Não faz porque, como sabemos, estes países são neste momento governados por quem não tem vergonha.

Governos que são o exemplo do lado negro da humanidade. Aquela que estratifica os cidadãos. A mesma que ignora direitos básicos… ou ainda mais perverso, que os vende!

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