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Segunda-feira, Dezembro 6, 2021
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Duarte Marques (PSD) acusa governo de reduzir orçamento para a fiscalização do Tejo (c/video)

O deputado do PSD, Duarte Marques, eleito por Santarém, questionou hoje o Ministro do Ambiente sobre os problemas ambientais no distrito, em particular o rio Tejo e os problemas de poluição de Torres Novas e Alcanena. Para Duarte Marques o “discurso do Governo não tem nada a ver com o Orçamento que propõe, a fiscalização será ainda menor em 2018”.

O mais recente episódio de poluição de peixes mortos levou o deputado do PSD a voltar a questionar o Ministro pela “falta de ação” no combate a este flagelo. “Boa vontade não é suficiente, é preciso agir Senhor Ministro. Este é o seu terceiro Orçamento de Estado onde o governo volta a ter a oportunidade reforçar as verbas para a Agência Portuguesa do Ambiente e para a Inspeção Geral do Ambiente (IGAMAOT). Mas quando olhamos para o OE para Ambiente isso não acontece, é só conversa”, afirmou.

Em nota de imprensa, o deputado referiu que o Orçamento do Ambiente para 2018 sobe 39%, mas esses aumentos vão quase na totalidade para o Metro de Lisboa (aumenta 124%), Metro do Porto (aumenta 40%) e para o Pólis da Caparica (214% ).

“O OE2018 para o Ambiente reduz as verbas da Agência Portuguesa do Ambiente em 4,4% e aumenta as da IGAMAOT em 7,7% o que é apenas o valor relativo à reposição de rendimentos e salários”, observou, tendo defendido que, “se alguém que investir no combate à poluição, não pode ter este tipo de prioridades, é preciso reforçar a fiscalização de imediato e este OE não o permite pois vai tudo para o metro de Lisboa e do Porto. O discurso do governo não corresponde às opções que faz no orçamento”, afirma Duarte Marques.

O deputado do PSD afirmou ainda que um governo que “não fiscaliza é conivente” (…) e foi mais longe ao sugerir que o Ministro do Ambiente devia “seguir o exemplo do colega da Administração Interna”, pois, comparou, “em Portugal temos um governo que tem mais pressa em suspender a licença de uma discoteca que prevarica, do que uma empresa que polui”.

“Todos sabemos que o rio não vem tão poluído desde Espanha, o problema torna-se mais grave a partir de Vila Velha de Rodão. Há já pescadores a queixarem-se que o peixe já sabe mal, o que até agora não acontecia. A situação é cada vez mais grave e todos sabemos quem polui”, frisou.

Na resposta, segundo se pode ler na nota enviada às redações pelo deputado do PSD, “o Ministro do Ambiente acabou por reconhecer que esperava melhores resultados das ações que desenvolveu. João Matos Fernandes disse ainda que o rio Tejo tem hoje mais caudal que no passado, em particular a partir de Constância”, e que “os caudais ecológicos estão a ser cumpridos”.

Segundo Duarte Marques, o ministro “referiu ainda que Espanha sempre cumpriu a Convenção de Albufeira ao contrário de Portugal” tendo adiantado ainda que o governante afirmou “acreditar que a poluição não se deve apenas aos poluidores, mas também à seca”.

Duarte Marques exigiu ainda a continuação do “investimento na valorização ambiental em Alcanena, tal como foi feito pelo governo anterior”, e recordou que “os problemas ambientais de Torres Novas continuam por resolver pois nada foi feito ou melhorou desde que o Ministro do Ambiente criou o grupo de acompanhamento”, concluiu.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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