Dom Ximenes Belo em Fátima: “A língua portuguesa continua a custar a entrar” em Timor

O Festival Literário de Fátima arrancou esta quarta-feira, dia 18, com a presença do Bispo timorense Dom Carlos Ximenes Belo. Até domingo, 22, passam pela cidade vários nomes da literatura portuguesa, como Eduardo Lourenço, Gonçalo M. Tavares e Afonso Cruz.

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“Eu não era a pessoa indicada para falar nestes temas, sou mais da doutrina”, começou por referir Dom Ximenes Belo no início do evento. Timor-Leste tem pouco mais de uma década e a sua literatura “é comparada com o tempo, pequenino”. Num país com quatro línguas, o grande problema é o domínio linguístico dessa mesma literatura.

“Temos a cultura do povo, que não andou na escola”, referiu, e que mistura a própria religião católica com os ritos populares timorenses. “É esta cultura que está a sobressair, o voltar às origens do ser timorense”. “A língua portuguesa custou a entrar e continua a custar a entrar” em Timor, sintetizou.

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Como se pode preservar então a pouca literatura luso-timorense que existe? “Ou traduzir para tétum (língua local) ou tornar estas leituras de leitura obrigatória nas escolas”, defendeu.

Para além do escritor Eduardo Lourenço, cujo prémio de Vida e Obra já havia sido anunciado, o Festival Literário de Fátima vai ainda atribuir distinções a Gonçalo M. Tavares, Nuno Júdice, Joaquim Cerqueira e Maria da Conceição Vicente. Todos o prémios serão entregues no domingo, no encerramento do Festival.

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