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Quarta-feira, Julho 28, 2021

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Dois mil hectares de floresta arderam em Abrantes e Sardoal. Que ilações tirar? – Autarcas (c/vídeo)

O incêndio que lavrou esta semana em Abrantes e Sardoal, combatido durante 57 horas e que mobilizou 959 operacionais, atingiu três habitações e consumiu uma área florestal de cerca de 2.000 hectares, avançaram hoje as autoridades.

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Maria do Céu Albuquerque, presidente da Câmara de Abrantes, disse ao mediotejo.net que o momento “foi particularmente difícil”, tendo em conta os episódios de grandes incêndios que os abrantinos já viveram em tempos, e “apesar dos esforços da autarquia e de outras instituições da sociedade civil na limpeza da floresta e em linhas de proteção”, um trabalho que autarca afirmou que “querer reforçar”.

Questionada sobre as ilações a tirar deste grande incêndio, Céu Albuquerque disse que “as populações não se podem esquecer também que há um trabalho que cada um tem de fazer, nomeadamente fazer a limpeza à volta das suas habitações e das suas propriedades, para que, todos juntos, possamos combater este grande flagelo que são os incêndios”.

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O presidente da Câmara de Sardoal, Miguel Borges, disse ao mediotejo.net, por sua vez, ser necessário “repensar muita coisa”.

“Temos e nos sentar todos à mesa, os responsáveis, porque há coisas que se repetem de ano para ano, asneiras que se repetem e nem sequer se vislumbra uma tentativa de resolução sobre as asneiras do ano anterior”, lamentou.

Em comunicado, a direção da Associação dos Bombeiros Voluntários de Abrantes refere que neste concelho foram afetadas as freguesias de Aldeia do Mato e Souto, Carvalhal, Fontes, Abrantes e Alferrarede.

Em Abrantes, onde arderam parcialmente duas habitações e cerca de 1.300 hectares de floresta, algumas famílias foram retiradas de casa como medida de prevenção na localidade de Sentieiras e foram realojadas pelos serviços sociais do município, em articulação com a Segurança Social de Santarém.

No concelho de Sardoal, onde arderam 700 hectares de floresta, o incêndio destruiu uma casa de habitação na aldeia de São Simão, localidade que chegou a ser evacuada depois de cercada pelas chamas.

Os três residentes foram “realojados em casa de familiares, temporariamente”.

Em declarações à Lusa, o presidente do município de Sardoal, Miguel Borges, disse que esta família “vai ser realojada rapidamente numa casa da Câmara”, acrescentando que os serviços municipais “estão a ajudar na remoção dos escombros, na elaboração de um relatório com a avaliação completa dos estragos e prejuízos, e no acompanhamento da situação emocional da família”.

A Câmara de Abrantes, por sua vez, refere em comunicado estar “empenhada em fazer o levantamento dos prejuízos, identificar situações de eventual emergência social, contando com a colaboração de diversas entidades”, mantendo “a disponibilidade para minimizar e superar os efeitos do flagelo”.

Relativamente à casa de primeira habitação atingida parcialmente (cobertura danificada) na freguesia de Carvalhal, “técnicos da Câmara e da Segurança Social fizeram já um primeiro levantamento sobre as necessidades, tendo a Caritas Diocesana de Portalegre manifestado disponibilidade para apoiar a sua reconstrução”, acrescenta.

As operações para a extinção incêndio que deflagrou perto das 13:50 horas do dia 23 de agosto (terça-feira) na freguesia das Fontes (concelho de Abrantes) foram dadas como concluídas às 01:00 de hoje.

Nesta ocorrência estiveram envolvidos 959 operacionais, 327 veículos, 14 máquinas de rasto e 13 meios aéreos.

No terreno estiveram presentes 108 entidades, das quais 89 eram corpos de Bombeiros.

A direção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Abrantes refere ainda no seu comunicado que o trabalho do dispositivo “foi um êxito”, notando que “era um incêndio que tinha todas as condições para se propagar por mais quatro ou cinco dias e foi extinto em 57 horas”.

c/Lusa

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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