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Sexta-feira, Outubro 22, 2021

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“Distrito de Santarém esquecido pelo Governo”, por Duarte Marques

Agora que terminou a discussão do Orçamento de Estado para o próximo ano de 2021 já podemos ter a certeza que o distrito de Santarém é o parente mais pobre quer do OE2021 quer dos próximos anos já que o Plano Nacional de Investimentos 2030 (PNI2030) também parece aplicar a sentença de morte a esta região até ao final da década.

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A nossa região, quer aquela que constitui a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo quer a Comunidade Intermunicipal da Lezíria, é um verdadeiro buraco negro em termos de investimento público do Governo, algo que me surpreende e que nos deve revoltar enquanto comunidade. Sobretudo quando se verifica que há tantos problemas estruturais por resolver e mais ainda quando olhamos para a prioridade que é dada a outras regiões do país onde o investimento é de facto brutal.

Será que a conclusão do IC3 e a resolução do problema da ponte da Chamusca não é importante e urgente para o país? Será que a modernização da linha do Norte do comboio não é importante?  A conclusão do nó de Fátima entre a A1 e o IC9, não é importante? A construção da variante ferroviária entre Santarém e o Entroncamento não era importante? A nova travessia do Tejo algures não é importante?

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Como Ribatejano e Deputado eleito por esta região ficaria envergonhado se não me tivesse “batido” por um resultado diferente. Mas a frustração existe e só pode ser enorme. Mas não me calarei. A revolta só pode crescer ainda mais quando verificamos que outros gritam muito nas redes sociais em defesa da região mas que depois alinham ao lado do Governo e ajoelham perante esta sentença.

A única notícia boa parece ser a redução efectiva em mais 50%  das portagens da A23 propostas pelo PSD e que foram aprovadas mesmo com a oposição do Partido Socialista.

O Governo desprezou o distrito de Santarém e as pessoas do Ribatejo. Talvez esteja convencido que tem o voto garantido e que não se justifica fazer mais investimentos. Pode ser que se arrependam porque o povo desta região não é estúpido nem alinha com hipocrisias.

Portugal cresce desde 2014. O país recuperou depois da pré-bancarrota, mas parece que os resultados de tudo isso só se verificam nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto.

Duarte Marques, 39 anos, é natural de Mação. Fez o liceu em Castelo Branco e tirou Relações Internacionais no Instituto de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa, com especialização em Estratégia Internacional de Empresa. É fellow do German Marshall Fund desde 2013. Trabalhou com Nuno Morais Sarmento no Governo de Durão Barroso ao longo de dois anos. Esteve seis anos em Bruxelas na chefia do gabinete português do PPE no Parlamento Europeu, onde trabalhou com Vasco Graça Moura, José Silva Peneda, João de Deus Pinheiro, Assunção Esteves, Graça Carvalho, Carlos Coelho, Paulo Rangel, entre outros.
Foi Presidente da JSD e deputado na última legislatura, onde desempenhou as funções Vice Coordenador do PSD na Comissão de Educação, Ciência e Cultura e integrou a Comissão de Inquérito ao caso BES, a Comissão de Assuntos Europeus e a Comissão de Negócios Estrangeiros e Cooperação. O Deputado Duarte Marques, eleito nas listas do PSD pelo círculo de Santarém, foi eleito em janeiro de 2016 um dos novos representantes portugueses na Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, com sede em Estrasburgo. É ainda membro da Assembleia Municipal de Mação.
Sócio de uma empresa de criatividade e publicidade com sede em Lisboa, é também administrador do Instituto Francisco Sá Carneiro, director Adjunto da Universidade de Verão do PSD, cronista do Expresso online, do Médio Tejo digital e membro do painel permanente do programa Frente a Frente da SIC Notícias.

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