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“Dia Mundial da Floresta: zelar pela floresta desde criança!”, por José Alho

Estamos próximos do dia 21 de Março, que em todo o mundo é dedicado à árvore e à Floresta!

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As datas comemorativas são sempre uma oportunidade para se reflectir sobre o que se comemora e neste caso, em Portugal e na nossa região temos sempre razões para justificar uma atenção redobrada sobre este tema.

A floresta representa para todos nós uma riqueza fundamental enquanto fonte de recursos económicos e emprego, recursos naturais como o solo e a água, a biodiversidade e um papel regulador na qualidade do ar.

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O problema do efeito estufa e o fenómeno das alterações climáticas confere atualmente à Floresta um papel crucial no ataque à crise ambiental global.

Este tem sido um assunto sobre o qual as escolas têm dado contributos valiosos ao promover a sensibilização de gerações e gerações de cidadãos.

Através da sua persistência os professores têm contribuído para as mais diversas acções de sensibilização dos seus alunos para essa riqueza fundamental para a Vida, que é a Floresta!

Das mais singelas acções aos projectos mais elaborados a escola tem sido a origem de mudanças de atitude perante o valor da Floresta e sobre as formas de resistir às ameaças que sobre ela caem constantemente.

A relação de interdependência que, no antigo mundo rural, condicionava uma atitude de respeito pela Floresta perdeu-se no percurso dos nossos modelos de desenvolvimento como tantos outros aspectos fundamentais para o equilíbrio da Natureza, mas a escola soube agarrar nesse vazio e continua a fazer viver nas crianças paradigmas ancestrais de simbiótica relação de vida com os recursos naturais e o seu território.

Por isso nesta altura do ano, em que também começa na Primavera um novo ciclo de vida, assistimos a múltiplas comemorações que por momentos nos trazem ao quotidiano a presença duma Floresta quase esquecida. Uma floresta bem diferente daquela que hoje temos: uma floresta em que as espécies dominantes eram sobretudo folhosas, nomeadamente quercíneas, e onde se incluíam os carvalhos, o sobreiro e a azinheira.

Essa Floresta autóctone mantém um enorme valor ecológico sendo base de ecossistemas com uma elevada biodiversidade e em equilíbrio com as condições locais de clima e de solo.

É importante como fonte de matéria-prima enquanto fornecedora de madeiras nobres para mobiliário.

Constitui um recurso cujo valor de mercado directo, pela madeira, e indirecto, pelos bens produzidos, (paisagem, recreio, produtos silvestres.) seguramente aumentará.

É uma Floresta com características favoráveis em termos de prevenção contra incêndios, dado que as suas espécies são pouco inflamáveis e com uma grande capacidade de regeneração após o fogo.

A nossa Floresta Autóctone é assim um património inestimável que merece uma aposta na sua conservação para o futuro do nosso país e para as gerações vindouras.

Basta ouvir as crianças e pôr mãos à obra para garantir que afinal vale a pena comemorar o Dia Mundial da Floresta!

Considerando que o dia 21 de março é também o dia da poesia, 

Floresta

“Entre o terror e a noite caminhei
Não em redor das coisas mas subindo
Através do calor de suas veias
Não em redor das coisas mas morrendo
Transfigurada em tudo quanto amei.

Entre o luar e a sombra caminhei:
Era ali a minha alma, cada flor
— cega, secreta e doce como estrelas —
Quando a tocava nela me tornei.

E as árvores abriram os seus ramos
Os seus ramos enormes e convexos
E nos estranho brilhar de seus reflexos
Oscilavam sinais, quebrados ecos
Que no silêncio fantástico beijei. ”

Sophia de Mello Breyner

José Manuel Pereira Alho
Nasceu em 1961 em Ourém onde reside.
Biólogo, desempenhou até janeiro de 2016 as funções de Adjunto da Presidente da Câmara Municipal de Abrantes. Foi nomeado a 22 de janeiro de 2016 como vogal do Conselho de Administração da Fundação INATEL.
Preside à Assembleia Geral do Centro de Ciência Viva do Alviela.
Exerceu cargos de Diretor do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, Coordenador da Reserva Natural do Paúl do Boquilobo, Coordenador do Monumento Natural das Pegadas de Dinossáurios da Serra de Aire, Diretor-Adjunto do Departamento de Gestão de Áreas Classificadas do Litoral de Lisboa e Oeste, Diretor Regional das Florestas de Lisboa e Vale do Tejo na Autoridade Florestal Nacional e Presidente do IPAMB – Instituto de Promoção Ambiental.
Manteve atividade profissional como professor convidado na ESTG, no Instituto Politécnico de Leiria e no Instituto Politécnico de Tomar a par com a actividade de Formador.
Membro da Ordem dos Biólogos onde desempenhou cargos na Direcção Nacional e no Conselho Profissional e Deontológico, também integra a Sociedade de Ética Ambiental.
Participa com regularidade em Conferências e Palestras como orador convidado, tem sido membro de diversas comissões e grupos de trabalho de foro consultivo ou de acompanhamento na área governamental e tem mantido alguma actividade editorial na temática do Ambiente.
Foi ativista e dirigente da Quercus tendo sido Presidente do Núcleo Regional da Estremadura e Ribatejo e Vice-Presidente da Direcção Nacional.
Presidiu à Direção Nacional da Liga para a Protecção da Natureza.
Foi membro da Comissão Regional de Turismo do Ribatejo e do Conselho de Administração da ADIRN.
Desempenhou funções autárquicas como membro da Assembleia Municipal de Ourém, Vereador e Vice-Presidente da Câmara Municipal de Ourém, Presidente do Conselho de Administração da Ambiourem, Centro de Negócios de Ourém e Ouremviva.
É cronista regular no jornal digital mediotejo.net.

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