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Sexta-feira, Julho 30, 2021

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“Dia Internacional das Florestas”, por Hugo Costa

Hoje é dia 21 de março e celebra-se o Dia Internacional das Florestas. É importante assinalar esta data que foi instituída em 1971 pela FAO – Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura. As comorações nacionais serão realizadas na nossa região, no Concelho de Mação, com a presença do Primeiro-Ministro António Costa.

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A floresta é um recurso natural renovável fundamental para a sustentabilidade económica, ambiental e social dos territórios. A nível mundial a sua importância para o PIB e Emprego  pode ser reduzida, no entanto, é crucial para o desenvolvimento sustentável da civilização.

Em Portugal existe uma estratégia nacional para o setor aprovada em 2015, mas ainda com muito por fazer. Não bastam palavras escritas. Muitos são os desafios da floresta portuguesa, que apresenta três produtos  preponderantes: o pinheiro, o sobreiro e o eucalipto.

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Não existem dúvidas que a fileira florestal assume grande importância económica e social no nosso país, representando cerca de 4% do emprego e 10% das exportações de bens. Esta importância relativa, apenas é ultrapassada no contexto da União Europeia pela Suécia e Finlândia.

Portugal apresenta uma quota no mercado europeu superior a 2% a nível do mercado Florestal. Somos líderes em produtos como a cortiça e temos uma quota de mercado na casa dos 9% nos produtos relacionados com pasta e papel. Para termos uma ideia no seu conjunto, estes dois produtos representam mais de 70% das exportações da fileira e com uma importância crescente no total das  exportações de bens a nível nacional.

A nível estratégico importa melhorar o ordenamento e a gestão eficiente dos territórios florestais, adaptando as espécies aos locais mais adequados, nomeadamente,  quando falamos do eucalipto, que não deve ser diabolizado, mas não pode crescer desmesuradamente.

Nos dias de hoje, os ganhos económicos da floresta vão bem além da exploração direta de madeira, devendo ser contabilizados os ganhos ambientais, energéticos e na melhoria da qualidade de vida. É essa a visão que defendo, enquanto, pessoa que investiga Economia do Ambiente com a componente florestal e energética em destaque.

Os fogos florestais são o um drama na fileira, com consequências reais do ponto de vista económico e social. As ZIF – Zonas de Intervenção Florestal devem ser melhoradas de forma a garantir a proteção dos territórios.

A floresta é uma oportunidade e a sua importância é central, como se pode ver pelas comemorações de hoje.

Deputado na Assembleia da República e membro das Comissões de Economia, Inovação e Obras Públicas e Habitação, é também membro da Comissão de Orçamento e Finanças. Diz adorar o Ribatejo e o nosso país. Defende uma política de proximidade junto dos cidadãos. Tem 36 anos, é de Tomar e licenciou-se em Economia pelo ISEG. É membro da Assembleia Municipal de Tomar e da Assembleia da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo. Tem como temas de interesse a economia, a energia, os transportes, o ambiente e os fundos comunitários.

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