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Domingo, Julho 25, 2021

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“Dia frenético”, por Nuno Pedro

O último dia do mês de Agosto começa a ganhar particular significado para todos quantos acompanham o fenómeno futebolístico, não só intramuros como também a nível europeu. Tão só porque se trata do denominado “deadline” para que qualquer transferência se possa concretizar numa primeira janela na esfera europeia, a qual apenas se volta a abrir novamente em janeiro. Exceptuando a Rússia, Turquia e Ucrânia, cujos mercados continuam em aberto mas pouco apetecíveis em termos desportivos, todos os outros países estão limitados ao prazo referenciado para poderem contratar ou, pelo contrário, encaixarem avultadas somas com transferências milionárias ou ainda, como acontece em diversas situações, verem-se livres de alguns “monos”.

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A última quarta-feira não fugiu à regra, sendo vivida pelos adeptos dos principais clubes nacionais com enorme expectativa, alguma surpresa e muita, muita, ansiedade. Até ao último segundo do dia que antecedeu o início do mês de setembro. Entre quem sai ou fica, quem vem ou não, um turbilhão de emoções invadiu o comum adepto do futebol, apimentadas pelas muitas informações contraditórias que, ao longo do dia, a comunicação social se encarregava de dar eco. Até parecia dia de jogo, com as redes sociais a serem palco privilegiado para os apaniguados das diversas cores clubísticas irem dirimindo argumentos, por vezes ultrapassando o limite do razoável em termos de linguagem e argumentos desrespeitadores e não raras vezes falaciosos.

E se nos últimos tempos o futebol português tem vindo a dar cartas no plano internacional, vide o título de campeão europeu conquistado em França, também agora ao nível do mercado de transferências se fez notar e com muita relevância. Basta atentar apenas nos números envolvidos nos processos de saída de algumas das principais figuras da última LIGA NOS para clubes da elite do futebol europeu, ultrapassando os 200 milhões de euros, num negócio à escala mundial que se cifrou em vários biliões.

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Fossem outros sectores de actividade da economia nacional ter esta capacidade de exportação e certamente que a nossa balança comercial teria outro equilíbrio.

Voltando ao futebol, deixando de lado os números, o que interessa extrair deste momento e que por vezes é pouco relevado, é o facto da principal competição do futebol português, fruto da competência e dinamismo que tem vindo a ser evidenciado pelos seus protagonistas, independentemente do papel que lhes está confiado, ter o privilégio de poder contar com jogadores que facilmente entrariam numa outra qualquer liga do top do futebol europeu. Esta é uma realidade insofismável. Por muito que alguns arautos da desgraça queiram fazer crer o contrário. Alguns até com responsabilidades acrescidas nos mais variados domínios.

O futebol português tem tudo. Inclusivamente do que de melhor há no mundo: uma Liga que ano após ano vai-se afirmando no contexto do futebol europeu; aquele que é decididamente o melhor jogador do mundo; alguns dos treinadores considerados dos melhores do mundo; alguns dos clubes que se vão intrometendo entre os melhores do mundo; e porque não, alguns dos melhores dirigentes do mundo. Talvez por isso o futebol português vá causando tanta inveja aos que têm muitos milhões para gastar mas cujos resultados ficam sempre aquém do esperado.

Com uma vida ligada ao futebol, particularmente enquanto dirigente, Nuno Pedro, abrantino, 46 anos, integra desde 2008 o quadro de Delegados da Liga Portuguesa de Futebol Profissional e mais recentemente a direcção da Associação de Futebol de Lisboa mas, acima de tudo, tem uma enorme paixão pela modalidade. Escreve no mediotejo.net de forma regular.

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