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Dia de Tomar [1160-2017] | Madalena e Beselga: a freguesia dos Bons Sons

No âmbito do Dia do Município de Tomar, que assinala quarta-feira, dia 1 de março, os seus 857 anos de fundação, o mediotejo.net apresenta-lhe uma leitura alargada das 11 freguesias que compõem o território concelhio, com reportagens, história, entrevistas e um passeio guiado pela cidade templária à beira Nabão plantada. Conheça Madalena e Beselga, a União de Freguesias que acolhe os Bons Sons.

Situada no extremo ocidental do concelho, a nova unidade territorial que agrega Madalena e Beselga também é fruto da reforma da divisão administrativa de 2013. A sede da freguesia funciona na povoação de Cem Soldos, onde há um antiquíssimo costume de, na manhã de Domingo de Páscoa, fazer o cortejo das cruzes enfeitadas e de as arremessar e partir contra os judeus que condenaram Jesus Cristo à morte. É a chamada procissão de Aleluia. O nome Madalena veio do grego Magdalene, natural de Magdala. A difusão do topónimo deveu-se a Maria Madalena, irmã de Lázaro. Foi uma vigararia da Ordem de Cristo, no termo de Tomar.

Do seu património histórico destaque para a quinta da Anunciada Velha, atualmente unidade de turismo rural mas que remonta ao séc. XVI. A antiga freguesia de Beselga proveio da de Carregueiros S. Miguel de Porrais. Também é conhecida por S. Silvestre da Biselga – alusão ao padroeiro S. Silvestre. Junto da igreja matriz da Beselga existem vestígios arqueológicos de uma antiga cidade romana.

Capela de Cem Soldos

Tem a palavra… Arlindo da Conceição Costa Nunes, 59 anos de idade, exerce o cargo de Presidente de Junta desde 2005, em representação do Partido Socialista.

– Pontos Fracos e Pontos Fortes da sua freguesia?
Acho que a União das Freguesias de Madalena e Beselga o que tem de melhor é ter uma população dinâmica e com espírito de iniciativa, que deita mãos ao trabalho e às causas sociais. Esta população ainda possui muitos jovens ativos e empreendedores, os quais estão bastante empenhados nas 12 associações da Freguesia e que dão vida às aldeias onde se encontram inseridas. Em destaque o Sport Clube Operário de Cem Soldos que trabalha em várias vertentes, desde a social com os vários ateliês que juntam gerações; a educacional com valências de ATL e campos de férias; a desportiva com o Judo e o Ciclismo; e principalmente a cultural, em que podemos destacar o Grupo de Teatro Ultimacto e a realização anual do Festival “Bons Sons”, entre muitas outras atividades. Também a Associação de Cultura, Desporto e Solidariedade Social de Paço da Comenda, que além das várias atividades nas áreas desportiva e cultural, tem como ponto forte valências sociais, sendo o funcionamento e gestão do seu Centro de Dia e o respetivo Apoio Domiciliário as principais funções desta coletividade. Ainda posso salientar a Comissão Social da Freguesia, que num esforço conjunto de várias entidades da Freguesia e do Concelho tem vindo a acompanhar e apoiar as famílias carenciadas. São atualmente parceiros a Junta de Freguesia; Município de Tomar; Cáritas Interparoquial de Madalena e Beselga; Associação de Cultura, Desporto e Solidariedade Social do Paço da Comenda; Sport Club Operário de Cem Soldos, Corpo Nacional de Escutas de Cem Soldos; Guarda Nacional Republicana; Agrupamento de escolas Nuno de Santa Maria; Segurança Social – Centro local de Tomar; ACES Médio Tejo; RLIS – Rede Local de Intervenção Social e Associação Recreativa e Cultura Quatro Unidos. Quero ainda destacar também a parte económica da Freguesia, que além dos empregos ligados às funções associativas e sociais, também estão no ativo algumas centenas de postos de trabalho, não só no Parque Empresarial de Tomar (principal espaço económico do concelho e que fica situado no nosso território), mas também em outras empresas disseminadas um pouco por toda a Freguesia, abrangendo os vários setores de atividade. Quanto ao que a Freguesia tem de pior é a falta de saneamento básico, um pouco por todo o território, bem como alguma desorganização florestal.

– Como tem sido a relação da Junta de Freguesia com a Câmara de Tomar?
A relação com o Executivo da Câmara Municipal de Tomar não poderia ser melhor neste último mandato. Situação bem patente na quantidade de obras efetuadas por toda a Freguesia, algumas resultantes de parcerias com o Município.

– Que dificuldades sente na gestão da freguesia?
Não existem dificuldades na gestão da Freguesia, existe sim trabalho. Sabemos que gerir uma freguesia com quarenta e cinco quilómetros quadrados é bem diferente de uma com vinte, o que implica naturalmente muito mais trabalho, mas com vontade e gosto por fazer obra, tudo se consegue. Por outro lado, ter um orçamento diminuto face aquilo que seria desejável para um melhor desenvolvimento da Freguesia, tendo de ser feitas escolhas e análises de prioridades, que por vezes podem não agradar a toda a população.

– Que implicações teve a agregação das freguesias no seu território?
Relativamente às implicações da agregação das freguesias, julgo apenas terem notado aqueles que sofreram na pele um aumento do trabalho, por força da maior dimensão, porque quanto aos fregueses, salvo raras exceções, tudo continuou a funcionar em termos normais e habituais. Entende que o pior desígnio é efetivamente a grande extensão de quilómetros quadrados, dificultando uma melhor relação de proximidade com a população.

– O que é mais gratificante no cargo de presidente de junta?
A melhor gratificação que um presidente de junta pode ter é ser reconhecido pelo seu trabalho, coisa que nem sempre acontece, mas que se compreende. Além disso sinto que estou a desempenhar funções em prol da comunidade e com sentido de serviço público.

Não gostaria de terminar o meu mandato sem …
… que todos os moradores tivessem as infraestruturas necessárias, de acordo com as normas atuais de desenvolvimento – mas infelizmente tal não é possível. Um Presidente de Junta nunca consegue fazer tudo aquilo que gostaria, pelas conhecidas dificuldades, mas também porque o trabalho nunca acaba.

ORAGO:
Santa Maria Madalena

ÁREA:
30,55 Km2

Ordenação heráldica do brasão e bandeira
Publicada no Diário da República, III Série de 10/09/1997

ARMAS – Escudo de ouro, calçada romana de prata, realçada de negro, filetada de vermelho, em faixa acompanhada em chefe de uma ânfora de azul e, em campanha, de uma oliveira de verde, arrancada do mesmo e frutada de negro.
Coroa mural de prata de três torres.
Listel branco com a legenda a negro, em maiúsculas: MADALENA – TOMAR

ORAGO:
São Silvestre

ÁREA: 
13,73 Km2

Ordenação heráldica do brasão e bandeira
Publicada no Diário da República, III Série de 23/01/1997

ARMAS – Escudo de verde, ponte antiga de um arco de prata, lavrada de negro, movente dos flancos e de uma campanha ondeada de cinco burelas de prata e azul; em chefe, duas chaves, uma de ouro e outra de prata, passadas em aspa.
Coroa mural de prata de três torres.
Listel branco com a legenda a negro, em maiúsculas: BESELGA – TOMAR

 

Aos 12 anos já queria ser jornalista e todo o seu percurso académico foi percorrido com esse objetivo no horizonte. Licenciada em Jornalismo, exerce desde 2005, sempre no jornalismo de proximidade. Mãe de uma menina, assume que tem nas viagens a sua grande paixão. Gosta de aventura e de superar um bom desafio. Em maio de 2018, lançou o seu primeiro livro de ficção intitulado "Singularidades de uma mulher de 40", que marca a sua estreia na escrita literária, sob a chancela da Origami Livros.

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