Dia da Gastronomia reconhece pela primeira vez riqueza da diversidade alimentar

O Dia Nacional da Gastronomia assinala-se domingo pela primeira vez em Portugal, com o objetivo de reconhecer a riqueza da diversidade alimentar e a transversalidade da gastronomia, que não se esgota num prato em cima da mesa.

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Em declarações à Lusa, Olga Cavaleiro, presidente da Federação Nacional das Confrarias Gastronómicas, e uma das principais impulsionadoras para a criação desta efeméride, lembrou que a gastronomia não se esgota na restauração, indo muito além do interesse económico de um setor.

“A gastronomia não se esgota na restauração. Isto é muito além do que aquilo que possa parecer um interesse económico de um setor. Não estamos propriamente a defender um setor, mas sim uma causa nacional, até porque, se pensarmos bem, a gastronomia será um ótimo elemento de projeção do país no mundo, se trabalharmos bem este dia, também vai ajudar muito a que Portugal seja apresentado de outra maneira lá fora”, explicou Olga Cavaleiro.

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Depois de uma proposta das Confrarias aos grupos parlamentares na anterior legislatura, e posterior discussão, foi publicado em Diário da República, a 26 de junho de 2015, a instituição do dia Nacional da Gastronomia, no último domingo de maio.

Para a mesma responsável, a transversalidade da gastronomia portuguesa, a sua importância enquanto fator de desenvolvimento económico e também como afirmação e identidade foram os argumentos que levaram aos deputados para que estes acolhessem a proposta da criação do dia da gastronomia.

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Olga Cavaleiro reconheceu ser a concretização de um sonho que demorou algum tempo a tornar-se realidade, sobretudo por defender que “quando se fala de gastronomia portuguesa se fala mais do que uma simples receita, mas antes em vários setores com impacto na economia portuguesa”.

“Não estamos somente a falar daquilo que é uma receita ou um prato que se cozinha e se coloca sobre a mesa e é saboreado num restaurante ou numa casa particular. Falamos de muita coisa, como produtos agrícolas, produtos transformados, de receitas onde esses produtos portugueses são utilizados e muitas vezes importantes nas economias locais”, declarou.

Olga Cavaleiro frisou que, apesar de ainda ser visto por muitos como um defeito, a diversidade alimentar e gastronómica faz com que em Portugal se pratique uma alimentação saudável.

“Para nós, é uma grande riqueza, desde norte até sul e ilhas, temos uma mescla de três tipos de dietas: atlântica, continental, baseada na geografia e raças autóctones, e a mediterrânica, e a confluência das três, o cruzamento dos produtos utilizados em todas estas dietas fazem-nos ter uma dieta muito rica e saudável que nos permite viver mais tempo”, sublinhou.

Mas para Olga Cavaleiro, falar de gastronomia é também falar de turismo, mas não só “no Sol e praia, no golfe, nas ondas gigantes ou no religioso”, passamos também, nos últimos tempos e de acordo com a responsável, a falar do turismo gastronómico, com a realização de festivais um pouco por todo o país.

No dia da gastronomia vão também realizar-se em Aveiro, onde vão estar centradas todas as atividades, vários ‘showcookings’ com demonstrações de cozinha, em que um ‘chef’ de renome é desafiado a criar um prato com a ajuda de um familiar e ‘workshpos’ no espaço família dedicados às leguminosas, nomeadamente ao chícharo (leguminosa entre o grão e o tremoço).

A TAP Portugal vai juntar-se também às comemorações do Dia da Gastronomia, ao distribuir no domingo um marcador de livro bilingue entre cinco mil pessoas.

A semana que antecedeu o Dia da Gastronomia contou com diversas atividades para promoção do evento, nomeadamente uma rota de restaurantes um pouco por todo o país que aderiram à iniciativa, destacando um prato português confecionado de forma típica com desconto de 50%.

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