“Destruir para criar”, por Vasco Damas

Foto: Pixabay

Destruir para criar. Cruzei-me com esta frase numa das páginas do livro que me tem acompanhado nos últimos dias.

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Destruir para criar é uma das máximas da natureza. Foi assim com o dilúvio, com todas as guerras que têm acompanhado a Humanidade, incluindo as guerras mundiais do século passado, principalmente a segunda… e tem sido assim em tantas situações da vida de cada um de nós.

Destruir para criar ou, metaforicamente, morrer para renascer e, assim, dar a oportunidade de chegar onde não chegaríamos se não tivéssemos a coragem de sair do mesmo sítio.

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Há de facto processos de destruição que parecem o fim do mundo mas que acabam por se revelar a metamorfose de um admirável mundo novo.

Talvez esteja a tentar justificar o injustificável para retirar peso ao poder de destruição que esta sociedade tem demonstrado, e que, na minha opinião, terá atingido uma escala sem precedentes na história.

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Ou talvez não, e tente apenas vislumbrar o lado positivo que podemos retirar das lições que se encontram encerradas nas páginas passadas da nossa história global.

As respostas serão encontradas mais à frente, porque, como escreveu António Gedeão, “sempre que o homem sonha, o mundo pula e avança”.

No entanto, a nobreza da “Pedra Filosofal” esquece deliberadamente o lado negro do sonho. Sim, o pesadelo também faz parte do domínio dos sonhos e como Freud explicou, eles têm significado e muitas vezes ajudam a exorcizar os fantasmas do nosso subconsciente.

Mais difícil se torna a interpretação dos sonhos ou dos pesadelos quando estamos de olhos abertos. Vivê-los enquanto estamos acordados torna-se mais difícil, porque o mundo real deixa marcas mais profundas que o mundo virtual.

E por mais lições que a história insista em nos dar e que o processo seja natural, nunca fará parte do nosso ADN o entendimento do processo de destruição.

A destruição é o pesadelo. A criação é o sonho.

Destruir para criar… que é como quem diz, de forma lírica e romântica, é preciso passar pelo pesadelo para valorizar adequadamente o sonho.

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