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“Desconfinamento, apoios à economia e proximidade”, por Hugo Costa

Arrancou esta segunda-feira, 5 de abril, a segunda fase de desconfinamento no país, sendo evidente que a atual situação pandémica acarretou, no último ano, enormes consequências sociais e económicas. Agora que assistimos a um princípio de desconfinamento também assistimos a um princípio de renovação de esperança em muitas empresas e em alguns sectores, mas, obviamente que, sem resolvermos a questão pandémica não conseguimos resolver a questão económica. Economia e Saúde não podem ser conceitos incompatíveis.

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Nesse sentido, e no âmbito de uma intervenção realizada esta terça-feira na audição conjunta do Ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital e de Ministra do Trabalho, Solidariedade e da Transição Digital, salientei as respostas que já foram e estão a ser dadas.

Realço, por exemplo, o apoio robusto do programa APOIAR com mais de 927 milhões de euros aprovados para apoios diretos à economia. Falamos de mais de 700 milhões de euros que já foram pagos, a fundo perdido, à nossa economia, não esquecendo o sector das rendas – um custo fixo importante – que pode chegar a 50% do valor pago para a economia.

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Há, mesmo que alguns o neguem, um apoio expressivo, sendo necessário garantir que estes apoios cheguem de forma justa e equitativa à economia, cujo futuro deve ser equacionado. Sabemos que tudo depende muito da questão sanitária, sendo ainda necessária a monitorização de alguns sectores mais afetados por esta crise, tais como a restauração e o turismo, e como podem ser implementadas novas respostas no terreno.

Por falar em terreno, enquanto deputado do PS eleito pelo distrito tenho estado em contacto, nas últimas semanas, com diversos agentes do território, concretizando o trabalho de proximidade que é esperado de quem assume estas funções públicas. Só no terreno conseguimos fazer uma real auscultação dos problemas. Nesse sentido, destaco visitas feitas a Ferreira do Zêzere, Tomar e Rio Maior, onde estive em contacto direto com representantes de IPSS e com empresários, ouvindo as suas preocupações e aplaudindo a sua resiliência.

Ainda no âmbito do trabalho parlamentar, destaco nestas linhas o projeto de resolução apresentado pelos deputados do PS eleitos junto do governo, no sentido da concretização da ligação entre o IC9 e a A1 na zona de Fátima (Ourém), tal como previsto no Plano Nacional de Investimentos 2030. É urgente a calendarização deste investimento e a sua posterior concretização, por forma a melhorar a competitividade da região e a ligação mais célere ao principal eixo Norte-Sul do país.

Falamos de um elo de ligação perpendicular entre a A8 e a A13 que apresenta uma falha ao não permitir uma ligação direta entre estas duas vias de comunicação, o que implica um desvio de trânsito pela cidade de Fátima, de cerca de sete quilómetros, no sentido sul, ou de 13 quilómetros, por Santa Catarina da Serra, no sentido norte. Um investimento estruturante, já reconhecido pelo Governo e muito exigido pelos agentes económicos da região.

Uma palavra final sobre a atual situação em que nós encontramos neste momento. Agora que foi dado início à segunda fase do desconfinamento devemos manter-nos prudentes e continuar a respeitar as recomendações da Direção Geral de Saúde. Voltarmos para casa só depende de nós. Não é isso, de certo, que desejamos pelo que a responsabilidade de combater o vírus continua a ser de todos nós.

Deputado na Assembleia da República e membro das Comissões de Economia, Inovação e Obras Públicas e Habitação, é também membro da Comissão de Orçamento e Finanças. Diz adorar o Ribatejo e o nosso país. Defende uma política de proximidade junto dos cidadãos. Tem 36 anos, é de Tomar e licenciou-se em Economia pelo ISEG. É membro da Assembleia Municipal de Tomar e da Assembleia da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo. Tem como temas de interesse a economia, a energia, os transportes, o ambiente e os fundos comunitários.

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