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Segunda-feira, Outubro 18, 2021

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“Desagregação”, por Vasco Damas

Por uma questão de princípio mas principalmente de gosto, há canais de televisão que não vejo e jornais que não leio. Admito que possa não ser normal mas não sinto qualquer interesse em espreitar para dentro de outras vidas e definitivamente não tenho o tradicional interesse mórbido nas desgraças alheias.

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Talvez por isso, nem a visita à minha cidade destes canais de televisão e destes jornais me tenham despertado a curiosidade de os ver ou de os ler. Mesmo que esta visita tenha ocorrido nas circunstâncias que são do domínio público ou provavelmente, precisamente por causa desse motivo.

No entanto, tendo em conta o ruído que este caso provocou, senti-me tentado a escrever sobre ele mas entretanto fui assaltado por um rasgo que considero de lucidez e resolvi não o fazer. Quem sou eu para comentar algo que me escapa e ainda por cima sendo eu demasiado imperfeito para fazer juízos de valor. Além do mais, a opinião pública é bem formada e está mais do que informada sobre o caso e sobre a sentença… apesar das contradições e da falta de decisão.

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Como em tudo o resto, nada acontece por acaso e tudo terá uma justificação, mesmo que ela possa parecer, e mais tarde venhamos a confirmar, que é de facto, injustificável.

Acima de tudo, como em muitas outras situações, tento não me precipitar, não embarcando em histerias coletivas que perdem a razão no meio da emoção.

Antes de mais, lamento a tragédia e a desagregação de valores que vamos assistindo num desfiar cada vez mais contínuo e frequente. Desagregação assente, essencialmente, no fim do respeito por uma instituição que é um, senão “o” pilar mais importante da nossa sociedade. Desagregação assente na falta de respeito entre pares com os perigos associados à formação de jovens que serão os adultos de amanhã. Desagregação assente na negligência e na demissão do papel dos educadores. Mas também desagregação assente numa generalizada falta de respeito por tudo e por todos que se corporiza ao percebermos que, de forma consciente ou inconsciente, se esquecem as vítimas para além da vítima.

A vida continua para a maioria mas seguirá incompleta para uma ínfima minoria. E essa talvez devesse ser a nossa prioridade. A defesa e a proteção desta minoria. Calando o que não sabemos, contribuindo dessa forma para não adiar a reconstrução do que agora foi destruído. Acredito que é também este o meu papel. Escrever “sem falar”, com o objetivo de consciencializar e nunca de julgar.

É gestor e trabalhar com pessoas, contribuir para o seu crescimento e levá-las a ultrapassar os limites que pensavam que tinham é a sua maior satisfação profissional. Gosta do equilíbrio entre a família como porto de abrigo e das “tempestades” saudáveis provocadas pelos convívios entre amigos. Adora o mar, principalmente no Inverno, que utiliza, sempre que possível, como profilaxia natural. Nos tempos livres gosta de “viajar” à boleia de um bom livro ou de um bom filme. Em síntese, adora desfrutar dos pequenos prazeres da vida.

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