Deputados do PSD questionam governo por problema de acessibilidade na Chamusca

Os deputados do PSD eleitos pelo distrito de Santarém escreveram ao Primeiro-Ministro a pedir uma solução para o agravamento do congestionamento dos acessos ao Eco Parque da Chamusca, tendo afirmado que o aumento exponencial da deposição de lixos tóxicos na Chamusca justifica resolução do problema de acessibilidades e que o PNI 2030 ontem apresentado parece não contemplar.

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Numa pergunta enviada hoje ao primeiro-ministro António Costa, os deputados do PSD eleitos por Santarém sublinharam “a necessidade de melhoria dos acessos ao Eco Parque do Relvão, na Chamusca, que continua a receber resíduos perigosos de todo o país e irá acolher, nos próximos oito meses, resíduos de um aterro de Gondomar”.

Os deputados afirmam querer “respostas para garantir que a ‘megaoperação’ prevista de transporte de resíduos desde São Pedro da Cova, em Gondomar, até à Chamusca não representa qualquer perigo para as populações”.

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Para os deputados social-democratas, o “constante adiamento da conclusão do IC3 e das ligações previstas com os restantes eixos rodoviários principais, quer com a A23 quer com a A13, tem criado uma situação de grande injustiça e perigo não só para a população da Chamusca, mas também de outros concelhos como a Golegã, Alpiarça ou Almeirim”.

Em comunicado, os deputados dão conta que a “difícil situação de congestionamento nos acessos ao Eco Parque da Chamusca foi recentemente ainda mais agravada pelo transporte dos resíduos tóxicos de São Pedro da Cova que ao longo de 9 meses significarão mais 36 camiões por dia a atravessar a Ponte da Chamusca, ou a percorrer o centro da vila, a acrescentar ao facto de todo o amianto retirado das escolas de todo o país estar a seguir o mesmo caminho”.

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Para os Deputados do PSD eleitos pelo distrito de Santarém, esta “é uma oportunidade para questionar diretamente o Primeiro Ministro sobre a enorme injustiça que a falta de solução para as acessibilidades representa para a população da Chamusca que vêm a sua qualidade de vida, e sobretudo a sua saúde e segurança, afetadas”.

Segundo o Deputado Duarte Marques “além de todas as justificações técnicas e estratégicas, já para não falar de existir uma posição unânime de todos os partidos do Parlamento, há sobretudo um princípio de justiça social para com uma população que aceitou sem protesto receber no seu quintal os resíduos mais perigosos de todo o país e até da Europa”.

“Tendo em conta que esta é uma matéria tutelada pelo Ministro do Ambiente mas cuja solução dependerá mais do Ministro das Infraestruturas e da Habitação ou das Finanças, e tendo em conta que até agora nenhum dos Ministérios procurou resolver, os Deputados do PSD (João Moura,  Isaura Morais e Duarte Marques) entenderam por bem dirigir estas questões diretamente ao Primeiro-Ministro que tem a responsabilidade de dar uma resposta às populações. É verdade que a solução tem sido por diversas vezes prevista mas jamais saiu do papel e a situação ambiental e de saúde pública agrava-se todos os dias”, pode ler-se na missiva.

O presidente da Câmara da Chamusca manifestou hoje “indignação” pela omissão da conclusão do IC3/A13 no Plano Nacional de Investimentos, lembrando que é um compromisso para com um concelho que tem vindo a resolver o passivo ambiental do país.

Paulo Queimado (PS), presidente da Câmara Municipal da Chamusca, enviou hoje uma longa missiva ao ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, na qual manifesta a sua indignação por a região ser novamente confrontada com a ausência de qualquer referência à conclusão do troço do IC3/A13, que ligará Vila Nova da Barquinha a Almeirim (previsto desde 2007), no Plano Nacional de Investimentos/PNI 2030, apresentado na quinta-feira.

Para o autarca, além de se tratar de um “projeto estruturante” para a região, esta ligação foi assumida como uma contrapartida aquando da construção naquele concelho do Ecoparque do Relvão na Carregueira, para onde são encaminhados os resíduos perigosos de todo o país e onde funcionam, desde 2008, os únicos dois Centros Integrados de Recuperação, Valorização e Eliminação de Resíduos Perigosos (CIRVER) existentes no país.

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Mário Rui Fonseca
A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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