Deputados do PSD defendem investimento no Aqueduto de Pegões e Convento de Cristo

Aqueduto dos Pegões, Tomar. Foto: DR

No âmbito das jornadas sobre a Cultura e Património organizadas pelo Grupo Parlamentar do PSD, os deputados Nuno Serra e Duarte Marques visitaram na terça-feira o “Aqueduto de Pegões” e o “Convento de Cristo, ambos em Tomar, tendo defendido ali a realização de investimentos de reabilitação.

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“Os deputados do PSD vieram ao terreno para garantir que este investimento não é esquecido nem adiado, que o governo mantenha este ritmo de recuperação do património conseguido nos últimos quatro anos”, pode ler-se em comunicado.

“Se o Convento de Cristo tem vindo a ser alvo de vários investimentos, que permitiram reabilitar a “charola”, o Aqueduto de Pegões é praticamente desconhecido do público  em geral e constituí um dos maiores ativos arquitetónicos da região e que necessita  urgentemente de investimentos e de maior promoção”, defendem os deputados daquele partido.

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Na missiva, o PSD lembra que o governo anterior “reservou no FEDER vários investimentos no distrito ao nível da reabilitação do património cultural na região, em particular 425 mil euros para a valorização do “Aqueduto de Pegões”, visitado na terça-feira pelos deputados e vereadores do PSD local.

Deputados do PSD e responsáveis políticos de Tomar visitaram o Aqueduto de Pegões. Foto: DR
Deputados do PSD e responsáveis políticos de Tomar visitaram o Aqueduto de Pegões. Foto: DR

Nestes investimentos, as autarquias locais assumem os 15% da comparticipação nacional dos fundos tal como previsto no Acordo de Parceria assinado entre a CCDR-Centro e a CIM do Médio Tejo através dos Investimentos Territoriais Integrados (ITIs) assinados há cerca de dois anos.

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Os deputados do PSD referem ainda que vão “questionar o Ministro da Cultura sobre o desenvolvimento dos investimentos no Aqueduto de Pegões e assegurar que este edifício, que é património nacional, seja tido em conta nas prioridades do governo e da autarquia local, em matéria de reabilitação, conservação, mas que seja também incluído como destaque na promoção turística da região e do país”.

Os social-democratas referem ainda que, no mesmo mapeamento, “o governo liderado por Passos Coelho reservou também em verbas do FEDER (fundos europeus) outras obras em matéria de património cultura no distrito de Santarém, tendo referido a “valorização da Igreja São Vicente em Abrantes (425 mil euros), Igreja Sta Maria no Castelo de Abrantes (200 mil euros), Castro de São Miguel em Mação (255 mil euros), Reabilitação do Castelo e Paço do Conde em Ourém (510 mil euros), Antiga sinagoga em Tomar (212.500 mil euros), Capela de São Lourenço e Padrão de João I em Tomar (85 mil euros), Aqueduto dos pegões em Tomar 1ª fase (425 mil euros) Interior castelo/ musealização das torres em Torres Novas (240 mil euros), Circuito de visita da vila Cardilho em Torres Novas (42.500 euros) e Valorização castelo Almourol/ Barquinha (510 mil euros)

O Aqueduto dos Pegões, foi construído com a finalidade de abastecer de água o Convento de Cristo em Tomar, e tem cerca 6 km de extensão.

A sua construção foi iniciada em 1593, no reinado de Filipe I de Portugal, sob a direcção de Filipe Terzio, (arquitecto-mor do reino) e foi concluída em 1614 por Pedro Fernando de Torres. O aqueduto tem 58 arcos de volta inteira, na sua parte mais elevada, sobre 16 arcos ogivais apoiados em pilares. A sua altura máxima é de 30 metros. Nos extremos apresenta casas abobadadas, que têm no centro, uma larga pia destinada à decantação da água.

Está classificado pelo IGESPAR como Monumento Nacional desde 1910.

O executivo camarário de Tomar, liderado pala socialista Anabela Freitas, aprovou na reunião de Câmara de segunda-feira, 24 de outubro, o projeto de reabilitação e reforço estrutural de um troço do Aqueduto dos Pegões, classificado como monumento nacional,  no valor de cerca de meio milhão de euros.

A obra, de acordo com a presidente da Câmara de Tomar, é passível de ser sujeita a uma candidatura a fundos comunitários.

 

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4 COMENTÁRIOS

    • ” (…) O Aqueduto dos Pegões, foi construído com a finalidade de abastecer de água o Convento de Cristo em Tomar, e tem cerca 6 km de extensão.
      A sua construção foi iniciada em 1593, no reinado de Filipe I de Portugal, sob a direcção de Filipe Terzio, (arquitecto-mor do reino) e foi concluída em 1614 por Pedro Fernando de Torres. O aqueduto tem 58 arcos de volta inteira, na sua parte mais elevada, sobre 16 arcos ogivais apoiados em pilares. A sua altura máxima é de 30 metros. Nos extremos apresenta casas abobadadas, que têm no centro, uma larga pia destinada à decantação da água. (…) Está classificado pelo IGESPAR como Monumento Nacional desde 1910. (…) ” Isto foi o que eu mais gostei de saber.
      Agora deixo a minha ideia.
      Porque não investirem no futuro, quando ganharem as eleições novamente – de preferência por muito tempo – na Notável vila de Constância, que tem imensas coisas atractivas aos turistas portugueses, é um local excepcional e não tem comparação possível nem dentro nem fora do país. Fica situada, a vila de Constância, a 22 km de Tomar e entre Tomar e Abrantes em linha recta, no distrito de Santarém e província do Ribatejo, também. As festas e romarias da Nossa Senhora da Boa Viagem atraem muitos portugueses. Eu adoro esta vila para passar um bom fim de semana. Vivo em Bragança, a 363 km de Constância e nada me pode impedir de relaxar todos os anos nesta terra magnífica.
      Eu confio e por isso vou votar no Partido Social Democrata português em 2019 e até morrer.

      • Sim, Maria, já somos duas a pensar da mesma forma. Não basta saber que a água cura o stress nas Termas de Chaves, do Gerês, entre outros sítios turísticos e tranquilos, como Nazaré, Óbidos, Castelo Branco, Idanha a Nova, Covilhã, Torre de Moncorvo, Miranda do Douro e Lamego ou Peso da Régua – já para não falar do Alentejo e do Algarve, claro – mas devemos saber mais coisas que não disseste e que são curiosidades sobre a vila de Constância. Aqui vai!
        Constância é uma bonita vila, sede de concelho, situada no Centro do País, aninhada entre os bonitos rios Tejo e Zêzere, numa espécie de Península, muitas vezes apelidada de “Vila Poema” por ter sido local de residência do grande poeta Português, Luís de Camões, que nela se terá inspirado para algumas das suas obras.

        Constância ergue-se orgulhosa de branco vestido pela encosta acima, com a pureza dos rios a seus pés. Nas suas estreitas ruas de branco caiadas respira-se história, alegradas por flores, cores e paz de espírito.

        A sua antiga história está indissociavelmente ligada a estes dois importantes rios que a banham. Outrora apelidada de “Punhete”, aqui viveram Iberos, Romanos, Visigodos e Mouros.

        O seu rico património apresenta monumentos como a sobranceira Igreja de Nossa Senhora dos Mártires, com o tecto pintado por José Malhôa, de onde se tem um idílico panorama, e outros como a Igreja da Misericórdia do século XVII, as Igrejas de Santo António e de São Julião, a Casa Memória de Camões, onde terá o Poeta vivido entre 1547 e 1550, o Pelourinho da vila, ou a Ponte Metálica sobre o rio Zêzere, importante obra de Gustavo Eiffel.
        São famosas as “Pomonas Camonianas”, que têm lugar anualmente a 10 de Junho, retratando a época medieval, prestando toda a vila homenagem a Luís de Camões.
        Vale a pena visitar, ver e viver em Constância ou nem que seja passar um belo fim de semana. Falta os turistas estrangeiros saberem disto, Maria, não haja dúvida!

  1. Vou votar no PS porque sei que Castelo Branco é a melhor cidade para se viver, visitar e fazer negócios no distrito, é a quarta melhor de todo o interior do país, e a sétima melhor da região centro. Os dados foram divulgados pela Bloom Consulting e resultam do estudo City Brand Ranking , elaborado através do cruzamento de vários dados estatístico, tendo em conta três áreas chave: negócios, visitar e viver.
    Luís Correia conclui: “independentemente deste estudo e de outros – como o da DECO que classificou Castelo Branco como a segunda cidade portuguesa com melhor qualidade de vida – o que podemos dizer é que somos ímpares no investimento que estamos a fazer. Temos uma estratégia muito bem delineada e definida e sabemos o caminho que estamos a traçar, o qual só pode ter o sucesso como resultado. É um trabalho que fazemos diariamente, e que não é feito a pensar nestes estudos, embora eles nos transmitam alguma medição e não o valor absoluto, mas sim nos albicastrenses. Este é um esforço e um trabalho ímpares no panorama nacional”.
    Está desvendado que o Partido Socialista consegue fazer algumas coisas tal como o PSD conseguiu a 4 km a oeste de Tomar.

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