Deputado do BE preocupado com construção de lixeira de resíduos nucleares em Almaraz

O presidente da Comissão Parlamentar de Agricultura, Ambiente e Ordenamento do Território, manifestou hoje “enorme preocupação” com o anúncio da construção de um armazém de resíduos nucleares em Almaraz, Espanha, situação que aumenta o risco de acidentes.

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“Esta autorização para a construção de um armazém de resíduos nucleares a poucos quilómetros da fronteira [portuguesa], aumenta a pressão nuclear sobre toda esta região e, como é óbvio, aumenta em muito o risco de acidentes e de poluição precisamente a partir da atividade nuclear em Almaraz”, afirmou Pedro Soares.

A informação foi avançada na quinta-feira, pela agência Europa Press, que adiantou que o Conselho de Segurança Nuclear (CSN) aprovou a construção de um armazém temporário individualizado (ATI) para os resíduos da central nuclear de Almaraz, infraestrutura que irá ocupar uma superfície de 2.649 metros quadrados.

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O deputado do Bloco de Esquerda (BE), que falava em Vila Velha de Ródão, no distrito de Castelo Branco, à margem da marcha pelo Tejo, organizada pelo BE, adiantou que a notícia da construção de um armazém para resíduos nucleares no perímetro da central de Almaraz, só pode significar que o governo espanhol está determinado em prolongar o período de vida da central nuclear.

“Isso é uma preocupação enorme. Repare que na Assembleia da República conseguimos aprovar, por unanimidade, da direita à esquerda, uma resolução que pede ao governo português que inicie conversações com o governo espanhol, no sentido de se iniciar um processo de desativação da central nuclear [Almaraz]”, sublinhou.

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O deputado do BE adiantou também que as informações que tem tido é que o governo português tem manifestado alguma preocupação junto das entidades espanholas e tem procurado obter esclarecimentos sobre a central nuclear de Almaraz.

Adiantou ainda que segundo o governo português, este impasse relativamente ao governo espanhol, deve-se ao facto de não haver ainda um governo pós eleitoral em Espanha, o que trouxe algumas dificuldades.

“Agora o problema é este. O governo espanhol está a ter dificuldades em dar esclarecimentos ao governo português, argumentando que ainda não existe um governo pós-eleitoral, mas para decidir sobre a instalação de uma lixeira nuclear parece que não há problemas nenhuns e já tem capacidade e competências para o fazer. É evidente que tem que se alterar esta situação”, concluiu.

A funcionar desde o início da década de 1980, a central está situada junto ao Tejo e faz fronteira com os distritos portugueses de Castelo Branco e Portalegre, sendo Vila Velha de Ródão a primeira povoação portuguesa banhada pelo Tejo depois de o rio entrar em Portugal.

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