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Domingo, Outubro 24, 2021

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“Cursos e aulas”, por Massimo Esposito

As férias para muitos já foram ou estão a acabar. Foi um verão diferente com picos de temperaturas estranhos e que começou tarde, mas o calendário inexoravelmente avança.

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As praias ainda são cativantes e as nossas fluviais são lindas e bem organizadas. As piscinas de casa, ou da casa dos nossos vizinhos, são bem boas ainda e o clima está perfeito para os mergulhos.

Mas os pais já estão a preocupar-se para evitar despesas desnecessárias a comprar material escolar que aumenta de preço cada ano. Os alunos estão naquele período “límbico” que não sabem se querem já regressar as aulas ou continuar no “dolce far niente” e os professores irão ver os programas e horários.

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Esta situação repete-se cada ano mas com o passar do tempo as coisas mudam e às vezes não para melhor. Pessoalmente sei bem pouco o que acontece no ensino público mas sei por experiência as modificações que há no ensino privado.

O Médio Tejo, nos últimos anos, adquiriu um leque muitíssimo variado de escolas, laboratórios e workshops de todas as áreas sem ter nada a perder em relação à capital ou outras grandes cidades.

Ballet, danças latinas ou exóticas, crossfit, ginástica, aeróbica, fotografia, uso de drones, reiky, yoga, meditação, medicina ayurvédica, equitação, cerâmica, desenho, pintura, porcelana, crochet, vitrais, pinturas sobre gesso ou com guardanapo, tatoo e henna, unhas de gel e… muito  muito mais, tanto é que as vezes há dificuldade em escolher, coisa que anos atrás era impensável. Se havia uma escolinha onde se aprendia a pintar algumas esculturas em gesso ou pintar sobre platex (na altura era difícil e caro encontrar telas) já era bom!

Na minha área, os alunos na altura inscreviam-se com forte desejo de aprender, conhecer, havia “fome” de conhecimento e um interesse sadio em progredir. Eu tive alunos inscritos por 8, 10 e mais anos e ainda agora me dizem… ”um dia vou regressar porque quero aprender esta técnica… ou usar esta ferramenta”.

Agora os tempos “encolheram”, os que se inscrevem querem aprender rápido, alguns querem fazer retrato a carvão e mais nada, outros querem pintar a aguarela, ou óleo e não têm interesse no resto (o pior são aqueles que se inscrevem mas já têm formação YOU TUBE e assim pensam saber quase tudo). Querem emagrecer num mês, aprender a dançar tango em 4 aulas ou fazer retratos em três meses.

Os que dirigem ateliers, ginásios ou escolas privadas devem-se conformar com estas mudanças e modificar sistemas de ensino e programas actualizados à velocidade destes tempos…

E podem crer que estamos preparados e atualizados para “informar” os futuros alunos das várias técnicas e metodologias para que possam ter satisfação em “conhecer “ o que é pintar, dançar, correr e cavalgar e para quem quer realmente aprender será um prazer poder ajudá-los com mais afinco e alegria.

Pintor Italiano, licenciado em Arte e com bacharelato em Artes Gráficas em Urbino (Itália), vive em Portugal desde 1986. Em 1996 iniciou um protejo de ensino alternativo de desenho e pintura nas autarquias do Médio Tejo que, após 20 anos, ainda continua ativo. Neste projeto estão incluídas exposições coletivas e pessoais, eventos culturais, dias de pintura ao ar livre, body painting, pintura com vinho ou azeite, e outras colaborações com autarquias e instituições. Neste momento dirige quatro laboratórios: Abrantes, Entroncamento, Santarém e Torres Novas.

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