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Segunda-feira, Dezembro 6, 2021
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“Crónica primeira”, por João Morgado

Passaram dez meses desde a manifestação de alunos na Escola Dr. Manuel Fernandes onde nós, jovens, denunciámos os problemas técnicos que verificámos na nossa escola. Dez meses passaram e, lamentavelmente, tudo está na mesma. É verdade que no dia da manifestação, pela tarde, já era possível tomar banho em condições nos balneários; é verdade que este ano letivo foram contratados mais funcionários para o Agrupamento n°2 de Abrantes; no entanto, o que leva a direção da escola a suspender o pagamento da renda ao proprietário daquela que é a nossa escola?

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A nossa escola, como é do conhecimento de todos, preza pela beleza arquitetónica. Contudo, deixa muito a desejar quanto ao fator técnico. As salas de aula são frias no inverno e demasiado luminosas quando o sol espreita por entre as nuvens, e não há condições para recorrer ao material audiovisual, quando ele é existente e funcional. Estamos em novembro e, já por duas vezes este mês, temos tomado banho, de novo, com água fria.

A direção reclama uma maior atenção por parte do proprietário dos edifícios em relação à manutenção dos problemas técnicos, decorrentes do uso diário por mais de 2000 pessoas. É lamentável chegarmos a este ponto num país onde as condições dos edifícios escolares sejam estas – e há outros casos bem piores por este Portugal dentro. Não deveria ser esta uma das principais apostas de qualquer governo? Um país onde os jovens têm acesso a uma educação digna e proveitosa será, no futuro, um país próspero e de gente empreendedora.

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A nossa escola garante-nos um ensino de excelência e dá-nos acesso a tantas atividades extracurriculares que nos fazem olhar para a escola não como uma obrigação mas como algo mais. Esta forma de fazer os alunos gostarem de andar por aqueles corredores é invejada por muitos, que adorariam frequentar e ensinar numa escola como a minha. É precisamente esta harmonia entre toda a comunidade educativa, desde professores, a funcionários e alunos, que fazem da nossa escola mais do que um conjunto de edifícios: é um sítio onde a união entre todos prevalece.

Neste ano em que comemoramos o 50° aniversário do Liceu Nacional de Abrantes, tenho de dizer o quão sortudo sou por andar numa escola, que depois de tantos anos, e com um legado tão rico, continua a fazer história. Daqui a 50 anos será, certamente, relembrado o orgulho de todos por lutar por uma escola melhor. Quando se trata da educação, nada pode ser impossível.

Nasceu no ano de 2000 na cidade de Abrantes. Arreigado, com muito orgulho, em Rossio ao Sul do Tejo, mas com uma enorme vontade de conhecer o Mundo. Estuda Ciência Política e Relações Internacionais na Universidade da Beira Interior e ainda não sabe bem o que quer fazer da vida. Inspira-se muito na célebre frase de Sócrates (o filósofo), “Só sei que nada sei”, como mote para aprender sempre mais.

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