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Domingo, Agosto 1, 2021

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Crónica fotográfica, por Paulo Jorge de Sousa

Na passada quinta-feira, dia 10 de junho, fez 40 anos que foi inaugurado o monumento a Camões, em Constância.

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A obra escultórica do mestre Lagoa Henriques nasceu pela vontade da jornalista Manuela Azevedo, que lhe terá fornecido “um conjunto de documentos e de informações sobre a muito antiga tradição popular, passada em Constância de geração em geração”.

Segundo reza a tradição oral, “o épico teria vivido, durante algum tempo, sendo ainda jovem, numa casa à beira do Tejo, então já em ruínas, que em tempos tinha tido, no piso superior, uma linda arcaria e que por isso a gente da vila a conhecia por Casa dos Arcos”, como refere o historiador António Matias Coelho numa crónica neste mesmo jornal, no dia 2 de junho. Hoje, ninguém lhe é indiferente.

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Quase toda a gente que vai a Constância passa ali e tira fotografias junto da escultura.
Mas o olhar de Camões pode ir muito mais além daquele que fica aprisionado nas objetivas e nos telefones inteligentes.

O olhar de Camões pode ser apenas poesia, pela forma como olha para quem ali vai ter com ele. Não tivesse ele escrito, entre outras coisas, que  Amor é um fogo que arde sem se ver; É ferida que dói e não se sente; É um contentamento descontente; É dor que desatina sem doer (…).

Fotografia: Constância, fevereiro de 2021.

Nasceu no Sardoal em 1964, e é licenciado em Fotografia. Fez o Curso de Fotojornalismo com Luíz Carvalho do jornal “Expresso” (Observatório de Imprensa). É formador de fotografia com Certificado de Aptidão Profissional (registado no IEFP). Faz fotografia de cena desde 1987, através do GETAS - Centro Cultural, do qual também foi dirigente e fotografou praticamente todos os espetáculos. Trabalha na Câmara Municipal de Sardoal desde 1986 e é, atualmente, Técnico Superior, editor fotográfico e fotógrafo do boletim de informação e cultura da autarquia “O Sardoal” e de toda a parte fotográfica do Município. É o fotógrafo oficial do Centro Cultural Gil Vicente, em Sardoal. Em 2009, foi distinguido pela rádio Antena Livre de Abrantes com o galardão “Cultura”, pelo seu percurso fotográfico. Conta com mais de meia centena de distinções nacionais e internacionais. Já participou em dezenas de exposições individuais e coletivas.

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