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Quarta-feira, Junho 16, 2021

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“Crónica fotográfica”, por Paulo Jorge de Sousa

Remando contra a corrente, contra tudo e contra todos, o esforço pode sair inglório. E não depende sempre de nós, por mais que concentremos as forças na nossa luta.

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Por exemplo, o Rossio ao Sul do Tejo, outrora pujante e altamente importante na indústria e no comércio regional, vai perder a última dependência bancária das três que existiam (e a caixa multibanco, para ficar a funcionar, poderá ter de ser a Junta de Freguesia assumir as despesas de instalação).

Uma coisa leva a outra. A indústria já foi, as pessoas têm de procurar alternativas de emprego fora. É comum em muitos sítios deste Portugal esquecido que continua com falta de verdadeiras políticas de combate à desertificação.

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Se não há emprego, não há gente. Se não há gente, não há movimento. Se não há movimento, os bancos não têm lucro. Se não têm lucro, fecham e vão embora também.

Longe vai o tempo em que havia setores estratégicos que ainda estavam sob a alçada governamental para garantir algum serviço público.

Agora não. Tudo pode ser privado e vantajoso para o Estado, dizem eles, os governantes.

A bem dizer, eles estão-se a borrifar para isso. Fazem os negócios em nome de todos nós com a promessa encapotada de serem convidados para essas empresas e poderem beneficiar dos negócios que fizeram em nosso nome e acumular riqueza pessoal.

E nós, cá vamos indo, sem ver no horizonte, grandes mudanças nisto tudo.

Portugal precisa de estadistas, não de líderes e de aparelhos partidários.

Nasceu no Sardoal em 1964, e é licenciado em Fotografia. Fez o Curso de Fotojornalismo com Luíz Carvalho do jornal “Expresso” (Observatório de Imprensa). É formador de fotografia com Certificado de Aptidão Profissional (registado no IEFP). Faz fotografia de cena desde 1987, através do GETAS - Centro Cultural, do qual também foi dirigente e fotografou praticamente todos os espetáculos. Trabalha na Câmara Municipal de Sardoal desde 1986 e é, atualmente, Técnico Superior, editor fotográfico e fotógrafo do boletim de informação e cultura da autarquia “O Sardoal” e de toda a parte fotográfica do Município. É o fotógrafo oficial do Centro Cultural Gil Vicente, em Sardoal. Em 2009, foi distinguido pela rádio Antena Livre de Abrantes com o galardão “Cultura”, pelo seu percurso fotográfico. Conta com mais de meia centena de distinções nacionais e internacionais. Já participou em dezenas de exposições individuais e coletivas.

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