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Crónica fotográfica, por Paulo Jorge de Sousa

Ano novo, vida nova. Curiosamente, a pandemia e as incertezas à sua volta, alteraram este tradicional pensamento de início de ano. É que a pandemia não acabou, antes pelo contrário está ainda a preocupar-nos muito. O uso da máscara, do gel desinfetante e o afastamento social mantém-se, as iniciativas culturais em palco deverão continuar em baixa escala ou canceladas, as festas de verão são uma incógnita, o trabalho continua a ser preferencialmente à distância, etc..

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De facto, o que muda? Apenas o calendário. Um dia é 2020 e o outro é 2021. Continuamos com os mesmos hábitos e comportamentos.

Bem, talvez alguma coisa possa mudar e isso só depende de cada um. E falo de cidadania e responsabilidade para com o outro.

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No último dia do ano, o Sardoal acordou com nevoeiro cerrado. E foi estranho constatar que a maioria dos automobilistas circulavam de luzes apagadas, todas, já nem refiro às especiais  para nevoeiro, falo de todas, (os automóveis recentes ainda têm aquelas luzes de presença à frente mas atrás, nada).

Era tão bom e tão desejável que nós soubéssemos conviver em espaço público com o outro, sinalizar as manobras (sobretudo nas rotundas), ser gentil quando já estamos a meio de uma manobra e somos obrigados a voltar atrás porque o outro automobilista não cede uns segundos, olhar pelos espelhos para fazer as manobras, não conduzir “em cima” do automobilista da frente, etc. etc, etc.

Bem, nunca é tarde, vamos lá ver quanto tempo precisamos para deixarmos de pensar que a estrada foi feita só para nós.

Um bom e feliz 2021.

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Paulo Jorge de Sousa
Nasceu no Sardoal em 1964, e é licenciado em Fotografia. Fez o Curso de Fotojornalismo com Luíz Carvalho do jornal “Expresso” (Observatório de Imprensa). É formador de fotografia com Certificado de Aptidão Profissional (registado no IEFP). Faz fotografia de cena desde 1987, através do GETAS - Centro Cultural, do qual também foi dirigente e fotografou praticamente todos os espetáculos. Trabalha na Câmara Municipal de Sardoal desde 1986 e é, atualmente, Técnico Superior, editor fotográfico e fotógrafo do boletim de informação e cultura da autarquia “O Sardoal” e de toda a parte fotográfica do Município. É o fotógrafo oficial do Centro Cultural Gil Vicente, em Sardoal. Em 2009, foi distinguido pela rádio Antena Livre de Abrantes com o galardão “Cultura”, pelo seu percurso fotográfico. Conta com mais de meia centena de distinções nacionais e internacionais. Já participou em dezenas de exposições individuais e coletivas.

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