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Crónica fotográfica, por Paulo Jorge de Sousa

A Mariana estava triste e confusa. Acabava de receber a composição que a professora Etelvina tinha pedido para fazer, sobre o “Natal na nossa terra”. Com um universo tão grande de alunos provenientes de vários sítios ali à volta, a docente entendeu que o Natal podia ser um tema consensual e assim, cada criança podia falar e escrever sobre o lugar onde nasceu ou onde vive. E, ao mesmo tempo, a professora Etelvina ficaria a conhecer melhor cada criança da sua sala de aula.

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Mas a Mariana, agarrada àquela folha de papel, questionava-se sobre aquele erro assinalado a vermelho que a professora tinha deixado na sua composição. Não pode ser, pensava ela, é assim que se escreve…

Mariana lembra-se das vezes que tem passado ali, esgueirando-se da cadeira do banco de trás do carro para tentar ver aquelas letras grandes que ao fim da tarde, até estavam iluminadas…

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– Professora Etelvina, porque é que eu tenho este risco vermelho? perguntou a Mariana.
– Mariana, o nome das localidades, das ruas, das pessoas e de muitas mais coisas inicia-se sempre com letra maiúscula, respondeu a professora.

A Mariana não perguntou mais nada e quando estava a entrar para o carro pergunta ao pai se é verdade, se o nome das localidades se escreve sempre com uma letra “grande” no princípio. O pai diz que sim, que é uma regra da escrita.

Mariana, não ficando satisfeita com a resposta, perguntou ainda: então porque é que ali no jardim onde passamos, está escrito Abrantes com um “a”  pequeno?

O pai não lhe soube explicar e tentando disfarçar a sua atrapalhação, diz: Deixa lá isso agora, vamos para casa e mais logo podemos ir todos lá tirar uma fotografia para mandarmos à tua avó. Aquilo até está giro… concluiu.

Fotografia: Abrantes, dezembro de 2020

Nasceu no Sardoal em 1964, e é licenciado em Fotografia. Fez o Curso de Fotojornalismo com Luíz Carvalho do jornal “Expresso” (Observatório de Imprensa). É formador de fotografia com Certificado de Aptidão Profissional (registado no IEFP). Faz fotografia de cena desde 1987, através do GETAS - Centro Cultural, do qual também foi dirigente e fotografou praticamente todos os espetáculos. Trabalha na Câmara Municipal de Sardoal desde 1986 e é, atualmente, Técnico Superior, editor fotográfico e fotógrafo do boletim de informação e cultura da autarquia “O Sardoal” e de toda a parte fotográfica do Município. É o fotógrafo oficial do Centro Cultural Gil Vicente, em Sardoal. Em 2009, foi distinguido pela rádio Antena Livre de Abrantes com o galardão “Cultura”, pelo seu percurso fotográfico. Conta com mais de meia centena de distinções nacionais e internacionais. Já participou em dezenas de exposições individuais e coletivas.

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