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Crónica fotográfica, por Paulo Jorge de Sousa

Tenho recebido via CTT inúmeras cartas (iguais) da ANACOM, que integram um folheto com duas perguntas e em letras generosas, se eu vejo televisão gratuita ou se eu conheço quem veja. E fiquei várias vezes a pensar: televisão gratuita? Mas então nós não pagamos todos uma taxa de audiovisuais para isso mesmo, para contribuir para um serviço público de televisão e rádio?

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E a ANACOM, que é a Autoridade Nacional das Comunicações, aquela entidade que deveria ser a nossa aliada na defesa do bom funcionamento disto tudo e da qual nos deveríamos socorrer sobre o não cumprimento dos privados na garantia que nos deram de que todos os portugueses iriam ter televisão sem estarem a pagar rios de dinheiro a privados com este negócio da TDT (e que afinal é mentira), entra-me casa adentro a perguntar se eu vejo televisão de borla?

Fico chateado, com certeza que fico chateado, tal qual um gato fedorento.

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Aqui, pela nossa região, são conhecidas através das redes sociais as preocupações da Câmara Municipal e da Junta de Freguesia do Sardoal que recentemente se manifestaram publicamente sobre a falta de comunicações móveis e rede de internet, em Andreus.

Esta localidade que fica a dois quilómetros da sede do Concelho de Sardoal, fazendo parte ou não do  “interior” com tudo o que isso possa significar, mesmo estando a uma hora e pouco do aeroporto de Lisboa e do mar, como refere muitas vezes o presidente da Câmara, não permite que possamos comunicar com o exterior através da rede móvel e da internet.

A fotografia é em Abrantes, cidade, mas representa todos os “Andreus” da região do Médio Tejo e do país, que década após década, continuam à deriva e em várias direções, mesmo que o vento do sistema sopre sempre na mesma direção.

Fotografia: Abrantes, agosto de 2020.

Nasceu no Sardoal em 1964, e é licenciado em Fotografia. Fez o Curso de Fotojornalismo com Luíz Carvalho do jornal “Expresso” (Observatório de Imprensa). É formador de fotografia com Certificado de Aptidão Profissional (registado no IEFP). Faz fotografia de cena desde 1987, através do GETAS - Centro Cultural, do qual também foi dirigente e fotografou praticamente todos os espetáculos. Trabalha na Câmara Municipal de Sardoal desde 1986 e é, atualmente, Técnico Superior, editor fotográfico e fotógrafo do boletim de informação e cultura da autarquia “O Sardoal” e de toda a parte fotográfica do Município. É o fotógrafo oficial do Centro Cultural Gil Vicente, em Sardoal. Em 2009, foi distinguido pela rádio Antena Livre de Abrantes com o galardão “Cultura”, pelo seu percurso fotográfico. Conta com mais de meia centena de distinções nacionais e internacionais. Já participou em dezenas de exposições individuais e coletivas.

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