Crónica fotográfica, por Paulo Jorge de Sousa

Esta semana acaba 2019 e começa 2020. Não sou dos que olham para trás e tentam fazer uma rigorosa análise do ano que passou. Do ponto de vista internacional, ainda nos chocam as guerras e os conflitos políticos que acabam sempre por atingir as mesmas pessoas, as mais desfavorecidas. E isso não é um bom indicador de evolução do homem enquanto ser pensador.

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Do ponto de vista nacional, continuamos a constatar que os discursos políticos continuam desfasados das políticas praticadas, quer na justiça, quer no combate à corrupção, quer aos elevados impostos que continuamos a pagar para alimentar negócios que esses políticos fazem em nome de um suposto desenvolvimento e onde vão trocando regularmente de cadeiras entre as que usam para “nos governar” fazendo grandes negócios com as cadeiras onde “se governam” quando saem da política.

Regionalmente e localmente, não vejo grandes movimentações de vontades em combater de facto a desertificação dos territórios, uns lá vão implementando políticas de apoio à natalidade e assumindo as despesas escolares das suas crianças e jovens, vão dando umas bolsas de estudo para o ensino superior sabendo que apenas estão a permitir que os mais carenciados possam ter os mesmos direitos que todos os outros mas com a certeza de que dificilmente voltarão à sua origem depois de formados e outros vão tentando convencer que é bom viver por cá que estamos tão ou mais perto da capital do que muitos que residem a menos distância.

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Uma viagem à capital, para assistir a um concerto ou ver uma exposição, ou um passeio à Serra da Estrela em lazer, implica, só em portagens e combustíveis, mais de 70 € o que pode ser considerado um luxo, para muita gente (11% do salário mínimo nacional).

As Comunidades Intermunicipais continuam sem grande vontade e poder reivindicativo de políticas nacionais de combate à desertificação.

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Visto isto apenas quero deixar o desejo de que, com o andar da carruagem, todos os municípios desta região possam registar aumentos de população mesmo que pouco significativos, como está a acontecer em Vila Nova da Barquinha.

Um bom ano de 2020.

(Fotografia: Vila Nova da Barquinha, dezembro de 2019)

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Nasceu no Sardoal em 1964, e é licenciado em Fotografia. Fez o Curso de Fotojornalismo com Luíz Carvalho do jornal “Expresso” (Observatório de Imprensa). É formador de fotografia com Certificado de Aptidão Profissional (registado no IEFP). Faz fotografia de cena desde 1987, através do GETAS - Centro Cultural, do qual também foi dirigente e fotografou praticamente todos os espetáculos. Trabalha na Câmara Municipal de Sardoal desde 1986 e é, atualmente, Técnico Superior, editor fotográfico e fotógrafo do boletim de informação e cultura da autarquia “O Sardoal” e de toda a parte fotográfica do Município. É o fotógrafo oficial do Centro Cultural Gil Vicente, em Sardoal. Em 2009, foi distinguido pela rádio Antena Livre de Abrantes com o galardão “Cultura”, pelo seu percurso fotográfico. Conta com mais de meia centena de distinções nacionais e internacionais. Já participou em dezenas de exposições individuais e coletivas.

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