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Crónica fotográfica, por Paulo Jorge de Sousa

Lembro-me de cada uma das camadas de cor.  A idade da descoberta das coisas faziam-me percorrer as “ruas velhas” do Sardoal, rua após rua, casa após casa, esconderijo após esconderijo.

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E lembro-me das muitas camadas de cal e ocre de várias cores que as paredes iam recebendo após o inverno rigoroso que as deixava sem cor.  Hoje, passo por lá e apenas restam memórias.

As marcas, as que ficaram, são apenas as de um país que não o soube e sabe ser e que teima em enganar-se a si próprio com politicas de faz de conta. Um país sem cor por dentro.

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(Fotografia – Sardoal, “ruas velhas”, fevereiro de 2019)

Nasceu no Sardoal em 1964, e é licenciado em Fotografia. Fez o Curso de Fotojornalismo com Luíz Carvalho do jornal “Expresso” (Observatório de Imprensa). É formador de fotografia com Certificado de Aptidão Profissional (registado no IEFP). Faz fotografia de cena desde 1987, através do GETAS - Centro Cultural, do qual também foi dirigente e fotografou praticamente todos os espetáculos. Trabalha na Câmara Municipal de Sardoal desde 1986 e é, atualmente, Técnico Superior, editor fotográfico e fotógrafo do boletim de informação e cultura da autarquia “O Sardoal” e de toda a parte fotográfica do Município. É o fotógrafo oficial do Centro Cultural Gil Vicente, em Sardoal. Em 2009, foi distinguido pela rádio Antena Livre de Abrantes com o galardão “Cultura”, pelo seu percurso fotográfico. Conta com mais de meia centena de distinções nacionais e internacionais. Já participou em dezenas de exposições individuais e coletivas.

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