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Segunda-feira, Julho 26, 2021

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“Na natureza das coisas”, por Carlos Andrade Costa

“Levantar Voo”:

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Terá a República Portuguesa dentro de dias um novo Governo Constitucional.

Nestes momentos há, sempre, alguma expectativa quer sobre a estrutura orgânica do novo Governo, quer sobre os nomes escolhidos para o integrarem e nas diversas pastas.

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Em algumas das pastas existem, ou existirão, sempre evoluções organizativas e de forma a que cada Governo possa corresponder às alterações sociológicas ou de qualquer outra natureza.

Portugal, País largamente dependente da evolução dos mercados turísticos e suas tendências, deveria encarar, numa perspetiva que não sendo original seria inovadora, a junção das áreas do Turismo e da Cultura num único ministério. Ministério que teria apenas estas duas áreas.

É constatável, um pouco por todo o Mundo, que o Turismo permite o crescimento e a preservação das vivências e patrimónios culturais e, por sua vez, a Cultura traz ao Turismo novos e singulares conteúdos que, sendo genuínos, diversificam as ofertas e singularizam os mercados de destino. Economias inteligentes mas com algumas fragilidades é para esta direção que começam a apontar.

Bem sei que alguns agentes de e da Cultura virão de forma célere dizer que esta proposta subalterniza a Cultura ao consumo do Turismo. A estes alguns devemos aconselhar que olhem para a natureza das coisas e não se sintam inferiorizados.

Uma cultura de património, uma cultura de museus, uma cultura de arte urbana, uma cultura de construção de coleções, uma cultura de aquisição de obras, uma cultura de programação, uma cultura de divulgação, uma cultura de acervos em digital, uma cultura de espetáculo, uma cultura de acesso fazem da Cultura a primeira protagonista da moderna oferta turística.

Os bons alojamentos, a boa comida, a boa paisagem, as boas gentes, e os bons transportes são o complemento precioso a uma oferta turística cujos destinatários fazem escolhas cada vez mais lucidas e racionais.

No futuro próximo Cultura e Turismo ou estão juntas ou não existirão.

Duas notas para:

O disco: Amália em “Fado Português.“ Uma muito recente edição da Valentim de Carvalho.

A imagem: Ópera de Reiquiavique, Islândia.

Carlos Andrade Costa é o actual presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT).
Carlos Costa tem Licenciatura em Direito e os Cursos de Administração Hospitalar, de Auditor de Defesa Nacional e Pós-graduação em Gestão de Instituições sem Fins Lucrativos, entre outros, como o de Director dos Serviços de Planeamento, Programação Financeira e de Assuntos Bilaterais I, no Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Na Santa Casa de Misericórdia de Lisboa foi administrador delegado de todos os equipamentos de cariz hospitalar da instituição. Membro de Direção dos Hospitais das Forças Armadas, foi o único civil a gerir hospitais militares, Carlos Costa realizou ainda um estágio no âmbito da gestão hospitalar do serviço nacional de saúde Dinamarquês.
É professor em Instituições Universitárias, em cursos de especialização pós graduada, em gestão de saúde.

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1 COMENTÁRIO

  1. Tenho muita pena que o Dr Carlos Andrade Costa tenha deixado de escrever a sua crônica!Pois para além de escrever claro e bem ,tinha bons artigos

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