Terça-feira, Dezembro 7, 2021

“Crime sem castigo”, por Vasco Damas

O concelho de Abrantes recupera hoje a liberdade que lhe foi retirada nos últimos 16 dias devido a um conjunto de erros que ainda estão por explicar porque, ao fim deste tempo, ainda ninguém esclareceu o que realmente aconteceu.

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Chegamos aqui sem conhecer a origem por trás dos erros de contagem dos infetados por COVID-19 no nosso concelho e sem perceber como é que eles não foram detetados no decorrer de tantos dias. Terá havido falhas de comunicação? Terá falhado a articulação entre as várias entidades responsáveis? Poderão os dados ter sido manipulados? Sem respostas não há transparência e a falta de transparência torna-se naturalmente num campo fértil para o crescimento da especulação.

Aquilo que objetivamente sabemos é que, no final de um ano tão difícil para todos, estes erros tornam ainda mais difícil a vida dos que por aqui vivem e, nalguns casos, sobrevivem.

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Devemos ter a consciência que estes erros podem comprometer o futuro de algumas empresas e criar ainda mais dificuldades na vida das pessoas, porque perder em cima de ganhos é mau, mas perder num ano de perdas, é péssimo, podendo esta ser a situação que origina a chegada ao ponto sem retorno. O obrigar a atividade comercial e a restauração a encerrar mais cedo oito dias no decorrer de dois dos fins-de-semana prolongados mais fortes do ano, exponencia de forma brutal todos os impactos negativos acumulados no decorrer deste ano.

Se hoje cantamos vitória e respiramos de alívio, não podemos, no entanto, esquecer o passado recente, e devemos continuar a exigir o conhecimento da verdade por trás do erro.

Bem sei que para muitos, estas perguntas não interessam porque colidem com uma ditadura de pensamento único cada vez mais enraizada, mas enquanto eu tiver a liberdade de pensar pela minha cabeça, não me deixarei condicionar nem deixarei de me fazer ouvir, mesmo que me sinta uma voz isolada no deserto.

Não permitirei nunca que o meu silêncio seja cúmplice deste “modus operandi” e, tudo farei, para que este crime não seja mais um que passe impune sem o devido castigo. E com a minha voz, tentarei contagiar outras vozes, afirmando com a coragem que contrasta com a cobardia, que temos o direito e o dever de exigir que, aqueles que noutras alturas engrossaram a voz para se fazerem ouvir sendo fortes com os fracos, não podem, neste momento, ficar em silêncio passando a imagem que são fracos com os fortes. Por respeito pelo concelho, por todos nós e pela verdade.

É gestor e trabalhar com pessoas, contribuir para o seu crescimento e levá-las a ultrapassar os limites que pensavam que tinham é a sua maior satisfação profissional. Gosta do equilíbrio entre a família como porto de abrigo e das “tempestades” saudáveis provocadas pelos convívios entre amigos. Adora o mar, principalmente no Inverno, que utiliza, sempre que possível, como profilaxia natural. Nos tempos livres gosta de “viajar” à boleia de um bom livro ou de um bom filme. Em síntese, adora desfrutar dos pequenos prazeres da vida.

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